Imortal: 13 escritores concorrem a cadeiras vagas na Academia Piauiense de Letras

Com três cadeiras em aberto, a Academia Piauiense de Letras elegerá os novos imortais no dia 1º/12, em eleição direta. Ao todo, 13 escritores fizeram a inscrição para concorrer no pleito. “Nos últimos meses, a Academia sofreu com as perdas do desembargador Paulo Freitas, do nosso querido Herculano Moraes e do estimado professor Raimundo Santana. Então, resolvemos unificar as eleições, promovendo todas em uma mesma data”, explica o presidente da instituição Nelson Nery Costa.

 

Os eleitos ocuparão as cadeiras 18, 24 e 32 que pertenciam a Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Cada um dos candidatos, no ato da inscrição, teve a oportunidade de escolher para qual cadeira concorrerá. Entre os pré-requisitos para a participação, segundo o regimento da APL, estão: ser piauiense ou morar no Estado há mais de 10 anos e ter ao menos um livro publicado.

 

Os 37 imortais estão aptos a votar. Cada um deve escolher três nomes, um para cada cadeira. Pelo regimento, a votação poderá ser feita presencialmente (para aqueles que residem no Piauí) ou o voto pode ser enviado em envelope lacrado pelos Correios (para os imortais que moram em outros estados).

 

A comissão eleitoral é presidida pelo professor Fonseca Neto, tendo como membros Magno  Pires, Reginaldo Miranda, Elmar Carvalho e Dilson Lages. É essa comissão que comandará todo o processo. Os votos, tanto os presenciais como os enviados, serão depositados numa urna. Ao final do horário estabelecido, a comissão abrirá a urna e fará a contagem dos votos referentes a cada uma das cadeiras. O resultado é proclamado ao final da apuração.

 

Candidatos

 

Cadeira 18

 

– José Itamar Abreu Costa

– José Gregório da Silva Júnior

 

Cadeira 24

 

– Enéas do Rego Barros

– Eduardo Lins Cavalcante

– Gregório de Moraes

– José Maria de Carvalho

– Kernard Kruel Fagundes dos Santos

– Maria Gomes Figueiredo dos Reis

– Moisés Angelo de Moura Reis

– Plínio da Silva Macêdo

 

Cadeira 32

 

– Edgar Pereira

– Felipe Mendes de Oliveira

– Francisco Teotônio da Luz Neto

Nelson Nery Costa lança obra sobre “desobediência civil” no próximo sábado (27)

A Academia Piauiense de Letras lançará no sábado (27) novas publicações da Coleção Centenário. As obras são: Ermelinda, de Lili Castelo Branco; Teoria e Realidade da Desobediência Civil, de Nelson Nery Costa; bem como Novas Páginas Parnaibanas, de Alcenor Candeira Filho; e O Cantinho do Poeta, de Jonas Piauí.
O lançamento das publicações ocorrerá na sede da instituição centenária a partir das 10 horas. As obras trazem visões diversas sobre a realidade local e nacional, abarcando uma síntese rica da nossa cultura e também da política. Em Teoria e Realidade da Desobediência Civil, por exemplo, Nelson Nery Costa descreve este instituto da democracia política, a partir da análise da redemocratização brasileira e do novo sindicalismo.
A coleção centenário traz para os piauienses obras que reúnem informações, histórias, fatos, relatos e imagens que retratem a história da Academia. “Estamos realizando uma série de eventos em homenagem aos 100 anos da APL; a Coleção Centenário é um desafio editorial e não tem nada similar no Brasil”, indicou o presidente da APL, Nelson Nery Costa.
A instituição está desenvolvendo uma programação desde dezembro do ano passado em que comemora os seus 100 anos. Entre os eventos, já ocorreu a entrega da Medalha do Centenário a mais de 50 personalidades que contribuíram ou tem contribuído para a literatura piauiense. Também já foi inaugurado o Museu da Cultura Literária Piauiense, instalado na Casa de Lucídio Freitas, sede da Academia.
Além disso, a Coleção Centenário vem, desde 2016, fazendo um resgate de obras antigas, importantes, escritas por intelectuais renomados, que tratam sobre o Piauí e sobre tudo que se relaciona com o Estado.

Grupo encena peça de Júlio Romão na Academia Piauiense de Letras

As portas da Academia Piauiense de Letras se abrem, no próximo sábado (29), às 10h, para o grupo Aspetúnias, que encenará a peça “A Mensagem do Salmo”, de Júlio Romão. O escritor piauiense ocupou a cadeira 31 da Academia e é reconhecido em todo país pela sua obra de teatro e poesia, especialmente o Teatro Experimental do Negro e o estudo e resgate de artistas e intelectuais afro-brasileiros. A encenação marca o lançamento do livro Teatro, em que Júlio Romão apresenta as peças “A Mensagem do Salmo” e “José, o Vidente”. O livro integra a Coleção Centenário, que comemora os 100 anos da instituição.

A peça “A Mensagem do Salmo” é uma saga dramática do Cristianismo, que integra a obra do chamado Ciclo Bíblico e foi base de roteiro para um filme mexicano. Ela foi publicada e encenada pela primeira vez em 1967, no Rio de Janeiro, num cenário de crise política e de golpe militar. Na obra, Júlio Romão recria os evangelhos bíblicos de Mateus, Marcos, Lucas e João que, através de parábolas contam a saga do Cristianismo e a de Jesus Cristo. A peça é escrita em verso e prosa e composta de apenas um único ato.

 

Segundo o presidente da Academia Piauiense de Letras, Nelson Nery Costa, o autor ganhou o prêmio Cláudio de Sousa da Academia Brasileira de Letras e teve ampla repercussão. Júlio Romão já integrava o Movimento da Negritude Brasileira ao lado de Solano Trindade e ajudou a fundar o Teatro Popular do Negro.

 

“Teatro de Júlio Romão da Silva é uma obra incompleta, pois faltam as peças do Teatro Experimental Negro, como Zumbo Zumbu e Os Escravos. Fica para outra vez, talvez não tarde. Porém, em Teatro estão seus textos de maior sucesso e reconhecimento, inclusive pelos prêmios obtidos. Cem anos depois de nascido, ainda em 1917, no ano em que a Academia Piauiense de Letras foi fundada, ocorre a celebração do homem magro e de olhos agitados, com um sorriso nos lábios e uma ideia na cabeça. Fez muito e em muitas áreas. Acima de tudo foi ele próprio – Júlio Romão da Silva, verbete de várias enciclopédias nacionais”, finaliza Nelson Nery Costa.

APL abre inscrições para eleger três novos imortais 

A Academia Piauiense de Letras o edital de inscrições para candidatos e fará a eleição para preenchimento de três cadeiras no dia 1º/12. As vagas surgiram após o falecimento dos imortais Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Com o novo pleito, serão ocupadas as cadeiras 18, 24 e 32.

Clique e veja o Edital Cadeira 18 -22-32

Os interessados terão 30 dias, segundo o edital, para efetuarem suas inscrições. O documento estipula que os candidatos devem ser piauienses ou residirem no Estado há mais de 10 anos. Além disso, devem ter ao menos um livro publicado. As inscrições devem ser feitas na sede da Academia, localizada na avenida Miguel Rosa, 3300, centro/sul.

Falecido no dia 17 de maio deste ano, Herculano Moraes ocupava a cadeira de número 18 e estava no exercício do cargo de secretário geral da Academia. Porém, sua vida foi construída sob uma constante e ativa vontade de participação em movimentos literários e produção contínua, desbravando e fundando academias de letras em várias cidades do Piauí.

Já o professor Raimundo Santana faleceu aos 92 anos em junho deste ano. Dedicou-se aos estudos sobre a história política, cultural, econômica, social e sindical do Piauí, e incentivou a realização e a publicação de livros. Fundou o Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960) e o Centro de Estudos Piauienses (1957). Trabalhou com o objetivo de fundar a Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Foi, inegavelmente, um batalhador incansável em prol do desenvolvimento de nossa cultura.

O desembargador Paulo Freitas falece no dia 23 de janeiro deste ano. Além de renomado professor das disciplinas de as disciplinas de Direito Judiciário, Civil, Penal, Penitenciário, Eleitoral e de Organização Judiciária da Universidade Federal do Piauí – UFPI, foi o primeiro juiz auditor da Justiça Militar do Piauí; jornalista; diretor da revista Piauí Judiciário; membro do Conselho Penitenciário; presidente da Associação dos Magistrados Piauienses e escritor ocupante da cadeira 34 da APL.

A eleição para a ocupação das três vagas está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano. Os eleitos deverão atingir maioria absoluta de votos entre os imortais.

Edital para preenchimento das cadeiras nºs 18, 32 e 24

A Academia Piauiense de Letras o edital de inscrições para candidatos e fará a eleição para preenchimento de três cadeiras no dia 1º/12. As vagas surgiram após o falecimento dos imortais Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Com o novo pleito, serão ocupadas as cadeiras 18, 24 e 32.

Clique e veja o Edital Cadeira 18 -22-32

Emoção marca panegírico do professor Raimundo Santana

Os membros da Academia Piauiense de Letras se reuniram no último sábado (15) para o panegírico de Raimundo Nonato Monteiro de Santana, carinhosamente conhecido como professor Raimundo Santana, falecido aos 92 anos, em junho.

A homenagem emocionou o público presente na sede da instituição centenária, enaltecendo a obra e a trajetória de vida do professor Santana. “Primeira palavra é gratidão, honra de pertencer ao seio de uma família bonita que me presenteou com o professor Santana como pai, e por hoje estar aqui sendo reconhecido por seus pares, sua família de amigos”, disse a filha do homenageado, Ângela Santana.

O panegírico foi comandado pelo presidente da instituição, Nelson Nery Costa. Em seu discurso, Nelson destacará a presença e a atuação do professor Raimundo Santana na cultura e na produção de conhecimento piauienses.  “O que realmente o professor Monteiro de Santana buscava em suas pesquisas e estudos? Não a fórmula da pedra-filosofal para transformar o barro piauiense em ouro, como se fosse por magia e não pelo esforço. Ao contrário. Em suas reflexões demonstrava a necessidade do planejamento estratégico, do rigor científico e da paciência para se seguir passo a passo o roteiro necessário ao desenvolvimento. A sua própria vida indicava que o trabalho e a meditação era o nexo correto para a redenção de uma terra pobre e inexpressiva”, afirmou Nelson.

Aluno do professor Santana, o ex-secretário Paulo de Tarso também esteve presente no panegírico, prestando sua homenagem ao escritor. “Como tendo sido aluno dele na cadeira de economia política na tradicional faculdade de Direito do Piauí e tendo sido muito influenciado por suas ideias, lições e exemplo de vida pública dele, eu achei por bem vir aqui para demonstrar a minha gratidão, tudo que fui na vida, devo em grande parte as lições do professor Santana”, afirmou.

A vida de Raimundo Santana foi profícua. Além de advogado, foi professor de economia tanto na Universidade Federal do Piauí quanto da Universidade de Brasília. Foi um intelectual preocupado com a economia do Estado e dedicou suas publicações a esse tema. Mas também se dispôs a servir ao povo de sua terra, elegendo-se prefeito de Campo Maior.

APL presta homenagem a professor Santana neste sábado (15)

Os membros da Academia Piauiense de Letras se reúnem neste sábado (15) para o panegírico de Raimundo Nonato Monteiro de Santana, carinhosamente conhecido como professor Raimundo Santana, falecido aos 82 anos, em junho deste ano.

A homenagem será comandada pelo presidente da instituição, Nelson Nery Costa. Em seu discurso, Nelson destacará a presença e a atuação do professor Raimundo Santana na cultura e na produção de conhecimento piauienses.

 

“O que realmente o professor Monteiro de Santana buscava em suas pesquisas e estudos? Não a fórmula da pedra-filosofal para transformar o barro piauiense em ouro, como se fosse por magia e não pelo esforço. Ao contrário. Em suas reflexões demonstrava a necessidade do planejamento estratégica, do rigor científico e da paciência para se seguir passo a passo o roteiro necessário ao desenvolvimento.  A sua própria vida indicava que o trabalho e a meditação era o nexo correto para a redenção de uma terra pobre e inexpressiva”, afirma Nelson.

 

A vida de Raimundo Santana foi profícua. Além de advogado, foi professor de economia tanto na Universidade Federal do Piauí quanto da Universidade de Brasília. Foi um intelectual preocupado com a economia do Estado e dedicou suas publicações a esse tema. Mas também se dispôs a servir ao povo de sua terra, elegendo-se prefeito de Campo Maior.

 

“Depois de longo silêncio, em que se colocou, nos últimos anos como se ainda meditasse sobre o sentido da vida e sobre o destino do povo do Piauí, resolveu agora partir dessa nossa existência. Em meados de 2018, nos deixou, para virar uma estrela no céu, destinos dos heróis brasileiros, como na lenda contada por Macunaína de Oswald de Andrade”, finaliza Nelson Nery.

Discurso de lançamento do Dicionário de Brasileirismos no Piauí, de Fontes Ibiapina

De início, confesso estar nervosa diante da situação. Primeiro, por ser um momento bastante emocionante para nós que representamos a família; segundo, por termos aqui presentes alguns acadêmicos, muitos letrados, pessoas entendidas do riscado como diria meu avô, bem como estimados amigos e familiares. Tentarei ser breve, portanto, sigamos.

É de fato uma grande emoção, um enorme prazer apresentar essa segunda edição do Dicionário de Brasileirismos no Piauí, de Fontes Ibiapina. Como nos disse Nelson Nery, é um trabalho trabalhoso e que requer dedicação. Não foi feito por uma acadêmica ou por uma revisora profissional, mas sem dúvida alguma foi feito com muito carinho e com muito primor.

É um desafio se trabalhar com uma obra póstuma. O Dicionário de Brasileirismos já havia sido editado em 2001, quando o presidente da Academia era nosso querido professor Santana [Raimundo Nonato Monteiro de Santana] e Fontes Ibiapina já havia feito, no seu dizer, a viagem sem frito. Naquela época, tivemos uma revisão apurada com Clélia Ribeiro e a participação de Rosa Pereira, que sempre nos acompanha. Nessa segunda edição, depois de quase dezoito anos, o trabalho não foi menor. Mais uma vez, tentamos imaginar os limites entre o que poderíamos mudar e o que supomos que autor gostaria de mudar, especialmente por não esquecermos que aquilo que trabalhamos como folclore, na realidade, faz parte do nosso tempo e da nossa época.

Quando Reginaldo Miranda nos fala que a Academia passa por um momento inédito de publicação e edição de livros incríveis, gostaríamos de atentar para que essas publicações saiam do meio acadêmico. E nos perguntamos: para que tanto conhecimento, se esse saber fica circulando internamente entre os próprios acadêmicos?! Esperamos que isso se espraie de alguma forma e retorne aos lugares de onde foi colhido. Que os assuntos que estudamos, tanto as temáticas particulares quanto as ditas universais, as peculiaridades e as generalizações do ser, sejam discutidos não somente entre os pares, mas que estejam ao alcance de todos. Que possamos, verdadeiramente, abrir essas portas para que as pessoas entrem, folheiem, percebam, conheçam e nos apresentem novos mundos. Que se rompam as barreiras da academia, as fronteiras do piauiense e os espaços das letras!

O Dicionário de Fontes Ibiapina é reeditado como parte da Coleção Centenário, que comemora os cem anos da Academia Piauiense de Letras. Editado em um tempo em que os diversos povos dialogam, em um mundo onde todos se comunicam com todos. Tempo em que não mais separamos o que é de um povo ou o que a ele é próprio. Mundo em que nossas diferenças e peculiaridades devem ser utilizadas não para divisão, mas para partilha de saberes. E, nesse contexto de trocas, mais do que um celeiro de particularidades piauienses, o Dicionário de Brasileirismos, tecido por Fontes Ibiapina, nos remete a esse modo especial de se falar um português bem brasileiro, aqui no Piauí. Os verbetes partem de todos, e que possam retornar a todos por meio desta publicação.

Agradecemos, especialmente, à dinâmica e determinação de Dr. Nelson Nery. A Dra. Fides Angélica, mulher de pulso forte, acadêmica e amiga da família, que prefaciou o livro. A Dra. May Waddington, que prontamente fez a apresentação do Dicionário, diretamente do Paraíso dos Pataxós, em Porto Seguro na Bahia. A toda equipe da Academia Piauiense de Letras, em especial a Vera e Cremísia, que sempre nos recebem de braços abertos, fazendo desta, a nossa casa. A Herculano de Moraes, presente em nossas memórias, que sempre vibrou com as publicações de Fontes Ibiapina. Agradecemos a presença da professora e pesquisadora Raimunda Celestino. A professora Márcia Edilene, que tem se dedicado à conservação de parte do acervo de Fontes Ibiapina [biblioteca particular do autor]. A Daniel Sávio, representando a Escola Técnica Estadual de Teatro Gomes Campos. Aos amigos e familiares presentes: Maria do Carmo Leite, Homero Castelo Branco, Antonio Luís, Socorro de Maria e Eneas Barros, Ronaldo Mousinho, Alda e José Caddah. A nossa família: Miguel Caddah, Dionísio Ribeiro, Yasmine Caddah e Zafirah. A Sálua Caddah, Daniel Chapman e Farah Diba, que se fazem presentes de coração.

Por fim, gostaria de destacar entre os ilustres, a mais ilustre das pessoas que aqui estão. A grande força para a realização desta e de todas as outras edições póstumas, a filha primogênita de Fontes Ibiapina, Jamira Ibiapina Caddah, que a seu modo tem feito um silencioso trabalho de manutenção do acervo e que não esquece, um só dia, o exemplo de vida que foi seu pai, João Nonon de Moura Fontes Ibiapina. Finalmente, muito obrigada a todos pela presença em nossas vidas, pela participação na formação do que somos e, assim, pela nova edição do livro Dicionário de Brasileirismos no Piauí, de Fontes Ibiapina.  E como diz minha mãe Jamira, a Mira do vovô Nonon, um beijo bem carinhoso a todos vocês.

Obrigada!

APL se reinventa e fica cada vez mais perto do público

Na última semana, a Academia Piauiense de Letras (APL) recebeu a apresentação do sarau literário “Cora e Adélia, receita de poesia em um dedo de prosa”, aliado a isso a instituição centenária prepara um curso de francês gratuito, que começará a ser oferecido no próximo sábado (25), tendo como abordagem textos clássicos da língua.

Com tantas novidades, a APL se aproxima cada vez mais do público, já que recentemente também passou a contar com um site moderno e atualizado, levando a literatura piauiense para um número maior de pessoas. “A academia já tem tentado fazer isso, de aumentar seu público, de interagir com as outras formas de arte, e acho que apesar do nosso espaço ser pequeno podemos ampliar essa ideia”, sinalizou o presidente da instituição Nelson Nery Costa.

Até o final deste ano, a Academia programa uma série de ações, dentre as quais a realização de um concurso literário no ensino médio do Piauí. Além disso, a APL prepara o Seminário Piauí 2100, previsto para novembro, que promoverá um olhar para o futuro do nosso Estado. Dentre os palestrantes do Seminário Piauí 2100 está confirmada a presença do economista Raul Velloso.

APL oferta curso de francês gratuito aos sábados; inscrições abertas

Com uma proposta de abordagem dos textos clássicos da língua francesa para estudar o idioma, a Academia Piauiense de Letras oferta, de forma gratuita, o curso “Francês na Academia”. Segundo o professor Luís Hernan Mendoza, coordenador do curso, as aulas serão ministradas aos sábados, das 8h às 9h30, com uma duração de quatro meses.

“Daremos início ao curso no próximo sábado (25). Como temos essa forma de abordagem, tanto quem já tem alguma noção do idioma quanto quem não conhece nada de francês poderá assistir às aulas. A proposta é fazer as pessoas se familiarizarem com o idioma a partir de obras clássicas dos autores mais conhecidos da língua francesa”, explica Luís Hernan Mendoza.

Textos de Jean-Paul Sartre, Victor Hugo, Marcel Proust, Jules Verne, Denis Diderot, Émile Zola, Voltaire, Antoine de Saint-Exupéry, Georges Simenon, Molière, Pierre Corneille, Gustave Flaubert, Boris Vian, Charles Baudelaire e tantos outros serão utilizados como pano de fundo para a explanação do conteúdo do curso – ortografia, sintaxe, conjugação verbal e tópicos de gramática em geral. Além das aulas presenciais, também será disponibilizado material para leitura e estudo em plataforma digital.

Segundo o presidente da APL, Nelson Nery Costa, a academia cumpre sua função de fomentar a literatura e incentivar o conhecimento. “A Academia tem uma função social e, além de produzir literatura, temos buscado incentivar e disseminar o conhecimento literário. Então, temos o prazer de abrir as portas da Casa de Lucídio Freitas para esse curso e esperamos ver nosso auditório cheio. É um curso com formato interessante porque, além de nos mostrar a estrutura da língua francesa, nos permite conhecer também um pouco dos principais autores franceses de todos os tempos”, comenta.

Os interessados podem fazer a inscrição na sede da academia, pela manhã. A academia fica localizada na avenida Miguel Rosa, 3300, centro/sul. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3221-1566.