Voto de Pesar pelo falecimento do poeta Jurdan Gomes

A Academia Piauiense de Letras vem, pelo presente, informar que em sua sessão de sábado passado (12 de setembro), aprovou Voto de Pesar pelo falecimento do poeta Jurdan Gomes, ocorrido no último dia 9, em Teresina.
A proposição, apresentada pelo presidente da APL e pelo Acadêmico Homero Castelo Branco, foi aprovada por unanimidade.

Antônio Gomes de Sousa, o poeta Jurdan, nasceu em 9 de outubro de 1955, no município de Fronteiras – PI. Radialista, jornalista, poeta, escritor, compositor, cantor e político.

Entre as suas obras publicadas estão “Prefeito também canta”, “O cantador do sertão”, “O morto vivo”, “Tenda do desprezo”, “Pousada dos Marmeleiros”, “Nas margens do Coroatá”, “Idioma de caboclo”, “Espinhos na garganta”, “Um jacá de idiotice” e tantos outros livros que relatam, em idioma coloquial, a realidade da vida interiorana.

A APL expressa à família de Jurdan, aos seus conterrâneos, aos seus admiradores e à Academia de Letras da Região de Picos – ALERP, que integrava com brilho, os mais profundos sentimentos pela inesperada e irreparável perda de uma das maiores expressões da cultura popular piauiense.

Acadêmico ZÓZIMO TAVARES MENDES
Presidente da Academia Piauiense de Letras

Mais livro, mais democracia!

A Academia Piauiense de Letras (APL) vem, pela presente nota, manifestar a sua preocupação diante da proposta de reforma tributária em discussão no Congresso Nacional.

Tal reforma (Projeto de Lei nº 3.887/2020), apresentada no último dia 22 de julho, cria a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com uma taxação de 12% para a venda do livro.

Com mais esse encargo fiscal, o mercado editorial brasileiro teme por uma crise sem precedentes, que começaria com o aumento de 20% no preço do livro, afastando ainda mais o leitor das livrarias.

Mais que um entrave ao mercado livreiro, essa tributação se impõe, no entanto, como um duro golpe no esforço nacional para democratizar o acesso ao livro, agravando, por conseguinte, as desigualdades da estrutura social brasileira.

Diante disso, a Academia Piauiense de Letras reitera a sua posição em defesa da ampliação do acesso ao livro, por todas as camadas sociais, e se posiciona frontalmente contra a sua taxação.

Teresina, 28 de agosto de 2020

Acadêmico ZÓZIMO TAVARES MENDES
Presidente da Academia Piauiense de Letras

APL celebra os 168 anos de Teresina

O aniversário de Teresina, que se comemora neste domingo, 16, foi celebrado antecipadamente pela Academia Piauiense de Letras no sábado.

A APL dedicou toda a sessão ao aniversário da cidade, onde foi fundada em 1917 e também onde se localiza a sua sede.

Durante a sessão especial pela passagem do aniversário de Teresina, realizada por meio digital, os acadêmicos fizeram a leitura de crônicas, de poemas e de outros textos para homenagear a capital.

A primeira leitura foi feita pelo acadêmico Celso Barros Coelho, 99 anos, e a última pelo presidente da Academia, jornalista Zózimo Tavares.

Participaram ainda da sessão e se manifestaram expressando o seu amor à cidade as acadêmicas Fides Angélica e Socorro Rios Magalhães e os acadêmicos Dilson Lages, Elmar Carvalho, Felipe Mendes, Fonseca Neto, Francisco Miguel de Moura, Itamar Costa, Jônathas Nunes, Magno Pires, Moisés Reis, Nelson Nery, Nildomar da Silveira Soares, Oton Lustosa e Plínio Macedo.

Foram lidas ainda pelo 2º secretário Dilson Lages as crônicas dos acadêmicos Cid de Castro Dias e Dagoberto Carvalho Júnior em homenagem a Teresina.

Currículo do Novo Ensino Médio é apresentado e discutido na APL

“O currículo do Novo Ensino Médio e o Ensino de Literatura” foi o tema da palestra proferida na última sessão virtual da Academia Piauiense de Letras (APL) pela professora Elenice Maria Nery.

Ela é coordenadora da Etapa da Equipe Pro BNCC (Base Nacional Comum Curricular) no Piauí. A sessão foi realizada no sábado passado (8 de agosto), sob a presidência do acadêmico Zózimo Tavares.

Em sua palestra, a professora esclareceu que a BNCC não é currículo, mas base para construção. Informou também que o currículo do Piauí está em construção pela Rede Estadual de Educação e será referência para as demais.

A professora Elenice Nery esclareceu que a (re)construção curricular vivencia três etapas: escrita, consulta pública e aprovação pelo Conselho Estadual de Educação (CEE).

A expectativa e a cobrança da Academia Piauiense de Letras, conforme ressaltou o seu presidente, é que, com a adoção no novo currículo escolar, seja cumprida a Constituição do Piauí (Art. 226), no que se refere à obrigatoriedade do ensino de Literatura Piauiense nas escolas públicas e privadas.

Elenice Nery é professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino, lotada na Secretaria de Educação. Tem mestrado em Letras (Estudos Literários/UFPI).

Atualmente está responsável pela (re) eleboração do currículo para o Novo Ensino Médio, atuando como coordenadora de Etapa da Equipe ProBNCC no Piauí.

Presenças

Participaram da sessão de sábado os acadêmicos Dilson Lages, Elmar Carvalho, Felipe Mendes, Fides Angélica, Fonseca Neto, Francisco Miguel de Moura, Itamar Costa, Jônathas Nunes, Moisés Reis, Nildomar da Silveira Soares, Oton Lustosa, Paulo Nunes, Plínio Macedo e Socorro Rios Magalhães.

(LEIA AQUI A APRESENTAÇÃO DA PALESTRA):

Documentário mostrará a história da APL

A centenária história da Academia Piauiense de Letras, já contada e cantada em prosa e verso, através de vários livros, será mostrada agora através de um videodocumentário.

O projeto, idealizado pelo atual presidente da APL, jornalista Zózimo Tavares, é um dos aprovados através da Lei de Incentivo à Cultura para 2020.

Todos os projetos aprovados para este ano, no total de 71, serão patrocinados pela Equatorial Energia, num investimento de aproximadamente R$ 6 milhões.

Com isso, em menos de dois anos no Piauí, a Equatorial se torna uma das maiores patrocinadoras da cultura piauiense.

Serão comtemplados os mais variados segmentos, como música, dança, teatro, cinema, literatura, humor e patrimônio histórico, dentre outros.

O patrocínio de todos os projetos pela Equatorial foi conseguido através de gestões da Secretaria de Cultura do Estado, conforme o presidente da APL.

Ele enalteceu a sensibilidade da empresa para as questões culturais e destacou que a Equatorial chega com uma visão arejada sobre a cultura, o que certamente vai estimular outras empresas piauienses a investirem também no setor.

Livro conta a nova história da APL

Com 750 páginas, o livro “História e vida literária: atas da APL” é uma das 30 obras que aguardam o fim do isolamento social para serem lançadas pela Academia Piauiense de Letras.

O livro enfeixa as atas publicadas no período que vai de 2010 a 2019, portanto, 10 anos, compreendendo os dois biênios da gestão Reginaldo Miranda, e os três mandatos de Nelson Nery Costa.

A obra contém ainda um longo estudo introdutório, um verdadeiro livro dentro do livro, denominado “As atas da APL e a literatura piauiense”, escrito pelo acadêmico Elmar Carvalho, seu organizador.

O estudo conta muito da história da Academia e da literatura piauiense e refere-se com destaque aos acadêmicos que mais se preocuparam em preservar a memória do sodalício, da literatura piauiense e dos principais escritores do Estado.

O organizador da obra observa que as atas devem ser analisadas com a devida atenção e cuidado porque registram os principais fatos e eventos da literatura do Piauí ocorridos no decênio, bem como muitos outros assuntos de interesse das artes, da cultura e da história política e social piauiense.

“Relatos sucintos e pitorescos estão nelas inseridos, além de passagens curiosas e mesmo anedóticas do convívio acadêmico, que nelas parecem ganhar um sopro de vida suplementar”, destaca.

A obra, segundo ele, bem se prestaria a servir de base a monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre a nossa literatura, manifestações artísticas e culturais no período por ela abarcado, inclusive as solenidades e realizações administrativas referentes à Comemoração do Centenário da Academia.

Projeto de leitura chega a 118 municípios

O Projeto “Te Aquieta e Lê”, lançado pela Secretaria de Cultura e apoiado pela Academia Piauiense de Letras, já chegou a 118 municípios, com a distribuição de 4.865 livros.

O projeto foi lançado em março passado pela Secult com o objetivo de incentivar a leitura neste período de quarentena.

Trata-se de uma das ações da Secretaria para minimizar os efeitos do isolamento social, uma das recomendações de prevenção ao Covid-19.

A Academia já doou para a campanha de leitura 430 exemplares das Coleções Centenário e Século 21, reunindo obras de diferentes gêneros de vários autores piauienses.

Os interessados devem acessar a lista de livros disponível no site da Secult (www.cultura.pi.gov.br), na aba editais, escolher até dois livros e mandar os títulos junto com seu endereço de entrega para o e-mail secult.ascom@secult.pi.gov.br.

Os livros são higienizados antes da remessa e são distribuídos sem nenhum custo para o leitor.

Campanha permanente

O presidente da APL, Zózimo Tavares, disse que sugeriu à Secretaria de Cultura que a campanha seja permanente, com o objetivo de alcançar os leitores do interior.

Conforme o acadêmico, a maioria desses leitores não tem acesso às obras lançadas em Teresina.

Presidente do Conselho Estadual de Educação faz palestra para acadêmicos

“Ensino Médio pós-BNCC: tem vaga para a Literatura Piauiense? ” Este foi o tema da conferência feita pelo presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), professor-doutor Francisco Soares Filho, na sessão virtual de sábado passado (27) da Academia Piauiense de Letras.

O presidente do CEE foi convidado para falar aos acadêmicos sobre o novo currículo de referência do Ensino Médio e a implantação do ensino de Literatura Piauiense nas escolas públicas e particulares do Piauí.

presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), professor-doutor Francisco Soares Filho
presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), professor-doutor Francisco Soares Filho

A proposta foi apresentada formalmente pela Academia, que solicitou ao Conselho o cumprimento da Constituição Estadual (Artigo 226, parágrafo primeiro) e da Lei Merlong Solano, de 2014.

Os dois dispositivos preveem a implantação do ensino de Literatura Piauiense nas escolas das redes oficial e particular.

Acadêmicos da APL-PI
Acadêmicos da APL-PI

O presidente do CEE afirmou que o atendimento da proposta da APL é viável. Ele enfatizou que, além dos dispositivos previstos em leis estaduais, inclusive na Constituição do Piauí, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) abre espaço para o ensino de Literatura Piauiense.

O novo currículo do Ensino Médio, em elaboração, deve conter 60% dos conteúdos especificados pela BNCC. Os outros 40% são a parte diversificada. Esta deve ser composta pelos ensinos de Geografia, História, Outros aspectos da cultura local e Literatura.

A sessão virtual de sábado foi conduzida pelo presidente da APL, Zózimo Tavares, e secretariada pelo acadêmico Fonseca Neto, 1º secretário.

CLIQUE E VEJA O CONTEÚDO DA PALESTRA

APL faz reunião histórica através de plataforma digital

A Academia Piauiense de Letras retomou parcialmente as suas atividades, depois de 90 dias de paralisação, por conta dos protocolos sanitários que recomendam que se evite aglomerações durante a pandemia do Covid-19.

Os acadêmicos estão se reunindo em sessões virtuais. A primeira delas foi realizada no dia 13 deste mês e a segunda no sábado passado, dia 20.

O retorno das atividades da APL trouxe ainda mais uma novidade, além da sessão na modalidade remota: pela primeira vez em sua história já centenária, a Academia teve uma reunião comandada de fora de sua sede, em Teresina.

A sessão foi conduzida de Água Branca, onde se encontrava o seu presidente, jornalista Zózimo Tavares. O fato foi destacado pelo historiador e acadêmico Fonseca Neto, 1º secretário da Academia.

A interiorização da Academia é uma das metas da atual diretoria. A sua primeira sessão no interior seria realizada no dia 13 de março passado, para a posse da arqueóloga Niéde Guidon na Cadeira 24.

O evento foi suspenso a pedido da acadêmica eleita, em função de problema de saúde, já superado, e será remarcado tão logo seja decretado o fim da pandemia do Covid-19.

Participaram da reunião de sábado passado, presidida por Zózimo Tavares (em Água Branca) e secretariada pelo professor Fonseca Neto (em Teresina), os acadêmicos M. Paulo Nunes, Celso Barros Coelho, Dilson Lages, Elmar Carvalho, Francisco Miguel de Moura, Felipe Mendes, Jônathas Nunes, Itamar Costa, Moisés Reis, Oton Lustosa, Plínio Macêdo, Reginaldo Miranda e Socorro Magalhães, todos na capital, além de José Ribamar Garcia, no Rio de Janeiro, e Hugo Napoleão, em Brasília.

Academia tem mais de 20 obras prontas para lançamento

A Academia Piauiense de Letras aguarda o fim da quarentena para retomar as suas atividades em segurança e lançar mais 20 obras da ‘Coleção Centenário’, além de outras da ‘Coleção Século 21’.

Haverá o lançamento também da Revista da APL 2019 e do livro “História e Vida Literária: Atas da APL”, organizado pelo poeta e acadêmico Elmar Carvalho, ex-secretário da instituição.

A Academia fará, ainda, os lançamentos que estavam programados e foram suspensos em função das medidas de isolamento social como prevenção da Covid-19.

Uma dessas obras é a nova edição de “Economia e Desenvolvimento”, do economista e acadêmico Felipe Mendes, publicada em parceria com a editora da UFPI.

Coleção Centenário
As obras da ‘Coleção Centenário’ que foram editadas ou reeditadas pela APL e estão prontas para lançamento:

62. Roteiro do Piauí – Carlos Eugênio Porto; 75. Curral de Serras – Alvina Gameiro; 88. Do Rio de Janeiro ao Piauí Passando pelo Interior do País – Nogueira Paranaguá; 104. Poesia Reunida – H. Dobal; 109. O Ímpio Confundido – Leonardo Castelo Branco; 114. Criminologia das Multidões – Elias Oliveira; 115. Mário Faustino Revisitado – Carlos Evandro Martins Eulálio; 119. Folhas Soltas ao Vento – Martins Napoleão; 120. Açucena – Amélia de Freitas Beviláqua; 130. 50 Contos Selecionados – Magalhães da Costa; 134. As Pedras Ficaram Magras – Cláudio Pacheco Brasil; 137. Piauienses Notáveis – Reginaldo Miranda; 138. Malhadinha – José Expedito do Rego; 139. Teresina para Amadores – Cineas Santos; 140. Ciência Política – Nelson Nery Costa; 146. Do Grão ao Gral: A. Tito Filho – Humberto Guimarães; 147. História e Vida Literária: Atas da APL – Elmar Carvalho; 148. Ulisses entre o Amor e a Morte – O. G. Rego de Carvalho; 149. O Morro da Casa-Grande – Dilson Lages; 150. A Lição de Graciliano Ramos – M. Paulo Nunes.