Literatura Piauiense entra no Novo Currículo Escolar

O ensino de Literatura Piauiense passa a ser ministrado nas escolas das redes pública e privada a partir do próximo ano.

É que estabelece a Resolução do Conselho Estadual de Educação para o Novo Ensino Médio no Piauí.

O documento, com mais de 30 artigos, institui as Diretrizes Curriculares para a Implementação da Etapa do Ensino Médio como Etapa Final da Educação Básica e foi apresentado hoje (24/11) em audiência pública do CEE, transmitida de forma virtual.

O Artigo 7º da Resolução, que trata especificamente Formação Geral Básica, define, em seu parágrafo 4º:

“Os estudos de Língua Portuguesa devem incluir o ensino de literatura brasileira de expressão piauiense, nas escolas das redes pública estadual e privada, no Estado do Piauí, em obediência à Lei Estadual nº 5.464/2005 e Resolução CEE/PI nº 11/2009”.

A presidente do Conselho Estadual de Educação, professora Margareth Santos, esclareceu que a escola terá autonomia para definir seu projeto pedagógico, mas o CEE editará regulamentação visando ao cumprimento dessa norma.

A audiência pública contou com a participação de representantes de várias instituições, como o próprio Conselho, a Universidade Estadual do Piauí, a Secretaria de Educação, IFPI, Senai, Sesi e Senac, além do Sindicato das Escolas Particulares do Piauí.

A Academia Piauiense de Letras foi representada pelo seu presidente, jornalista Zózimo Tavares, que desde a sua posse vem cobrando a inclusão do ensino de literatura piauiense nas escolas.

Dois ganhadores do Prêmio Nobel foram professores de Jonathas Nunes

O professor Jonathas Nunes, ocupante da Cadeira 2 da Academia Piauiense de Letras, teve dois professores que ganharam o Prêmio Nobel de Física.

O primeiro foi Abdus Salam, em 1979. O segundo foi Roger Penrose, agraciado este ano com o Nobel.

Ambos foram professores de Jonatnas Nunes no Imperial College de Londres, onde ele fez o seu doutorado em Física Nucelar, entre 1970 a 1973.

Jonathas compartilhou a notícia da premiação de seus ex-professores em sessão da Academia e no programa “Chá das 5”, na quinta-feira passada (19/11).

O programa é apresentado toda semana, às quintas-feiras, a partir das 17 horas, na TV Nestante (Canal YouTube), com meia hora de duração,

sob a responsabilidade da Academia Piauiense de Letras.

Aos 86 anos, Jonathas Nunes falou também sobre outros assuntos e como se deu a sua formação intelectual.

Ele foi seminarista, estudou na Academia Militar das Agulhas Negras e formou-se em Direito e em Física.

É professor universitário aposentado. Foi deputado federal e reitor da Universidade Estadual do Piauí.

Desde a infância, sempre teve uma especial predileção pela literatura.

Eis a entrevista:

Piauí ganha Centro Cultural

As instalações do maior e mais moderno Centro Cultural do Piauí foram apresentadas hoje (16/11) a membros da Academia Piauiense de Letras.

Trata-se do Centro Cultural do Sesc, na Avenida Cajuína, nas proximidades do Teresina Shopping, no bairro dos Noivos, zona Leste de Teresina.

O novo Centro Cultural possui teatro, galeria de artes, salas para oficinas de artes plásticas, dança e biblioteca material e virtual, dentre outros espaços.

O presidente do Sistema FECOMERCIO Sesc/Senac no Piauí, Valdeci Cavcalcante, informou que a inauguração do novo espaço deverá ocorrer no início do próximo ano.

Homenagens

O edifício, de três andares, recebeu o nome do deputado federal Ezequias Costa e o Centro Cultural homenageia o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Roberto Tadros.

Vários acadêmicos, vivos e mortos, são homenageados no Centro Cultural do Sesc.

O teatro chama-se Da Costa e Silva. Já o Cineteatro leva o nome de Celso Barros Coelho.

A biblioteca homenageia Manoel Paulo Nunes, enquanto a Sala da Palavra tem o nome de Assis Brasil.

O Centro de Pesquisa de Teatro é denominado Francisco Miguel de Moura.

O Espaço Nobre (em frente à biblioteca) recebe o nome de Nerina Castelo Branco e o Espaço Nobre (ao lado do Café Acadêmico e em frente à Galeria de Artes) denomina-se Fides Angélica.

O Café Acadêmico recebe o nome de Herculano Moraes.

O Núcleo de Artes Cênicas homenageia Jonathas Nunes. O Espaço de Artes Plásticas recebe o nome de Magno Pires, enquanto o Núcleo de Cinema e Audiovisual denomina-se Homero Castello Branco.

O Centro de Idiomas chama-se Hugo Napoleão.

A presença feminina na literatura piauiense

A presença feminina na literatura foi o tema do segundo “Chá das 5”, programa da Academia Piauiense de Letras apresentado na TV Nestante, no YouTube.

A entrevistada foi a secretária-geral da APL, professora Fides Angélica, que conversou sobre o tema com os jornalistas Eulália Teixeira e Zózimo Tavares, este presidente da Academia.

Fides Agélica informou que dez mulheres fazem parte da história da APL, sendo que uma delas, Luiza Amélia de Queiroz Brandão, é patronesse da Cadeira 28.

Na vanguarda

A professor Fides Angélica destacou o caráter vanguardista da APL já em seu nascimento, em 1917, quando acolheu na Cadeira 23 a escritora Amélia Beviláqua.

Ela lembrou que, mais tarde, Amélia teve negado o seu pedido de inscrição para concorrer a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras pelo fato de ser mulher.

As mulheres na APL

Integraram ainda a Academia Piauiense de Letras as escritoras Maria Isabel Gonçalves de Vilhena (Cadeira 21), Emília Castelo Branco e Emília Leite Castelo Branco (Cadeira 37) e Alvina Gameiro (Cadeira 14).

Atualmente, ocupam cadeiras na APL as escritoras Nerina Castelo Branco (decana, Cadeira 35), Fides Angélica (Cadeira 40), Teresinha Queiroz (Cadeira 23) e Socorro Rios Magalhães (Cadeira 6).

Está eleita e em breve tomará posse na Cadeira 24 a arqueóloga Niéde Guidon.

O “Chá das 5”

O  programa “Chá das 5” estreou em 5 de novembro, Dia Nacional da Língua Portuguesa.

Será apresentado toda quinta-feira, às 17h, com a presença de acadêmicos, escritores e outras personalidades do cenário literário e cultural. O programa tem duração de meia hora.

Veja o “Chá das 5”!

Piauí perde o padre Raimundo José

O padre Raimundo José Airemoraes Soares faleceu hoje (7/11), em Teresina, aos 87 anos. Ele já vinha doente há algum tempo e seu estado de saúde se agravou nos últimos dias.

O padre Raimundo Jose ocupava a Cadeira 20 da Academia Piauiense de Letras, na qual foi empossado em 12 de agosto de 2004.

O velório será na Catedral de Teresina, na Praça Saraiva. O sepultamento está marcado para as 10h de amanhã, domingo, no Cemitério da Ressurreição.

A APL divulgou nota de pesar pelo seu falecimento, que foi lamentado também por vários acadêmicos no grupo de WhatsApp da Academia.

O escritor e acadêmico Magno Pires, vice-presidente da Academia, lembrou que o padre Raimundo José era poliglota e tinha a maior biblioteca particular do Piauí.

O professor e acadêmico Felipe Mendes escreveu que o Piauí ficou menor com o falecimento de Raimundo José.

A professora Socorro Rios Magalhães destacou que, apesar de sua grande inteligência e cultura, o padre teve uma vida de muita simplicidade.

O professor e acadêmico Jônathas Nunes, que foi seu colega de Seminário, escreveu: “Que o desconhecido lhe seja deslumbrante”.

Um doutor da Igreja – Nascido em São Pedro do Piauí, em 30 de março de 1933, Raimundo José Airemoraes Soares fez o Curso de Filosofia no Seminário Maior de Olinda, Pernambuco. Era diplomado em Filosofia pela Academia Romana de Santo Tomás. Bacharel e licenciado (mestrado) em Sagrada Escritura, pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, Itália. Bacharel e licenciado (mestrado) em Teologia, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Curso de Extensão em Didática do Ensino Superior, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e curso de Doutorado (PhD) em Teologia Pastoral, pela Universidade de Montreal, Canadá.

Encargos e atividades exercidas: membro do Conselho Estadual de Educação do Estado; coordenador Pastoral da Arquidiocese de Teresina; assessor nacional da CNBB para as áreas de Leigos, Juventude e Família; diretor do Instituto Nacional da Pastoral (RJ e BR); subsecretário-geral da CNBB para assuntos de Pastoral; assessor de Assembleias Gerais do Episcopado Latino-americano em Mar dei Plata, Argentina e Medelin, Colômbia; assessor dos Bispos do Brasil (CNBB) nos Sínodos Gerais do Episcopado Universal, em Roma; participante de reuniões e encontros internacionais sobre a Terceira Idade na Itália, na Colômbia e no Brasil; participante de Assembleias da Federação das Universidades Católicas do Mundo e da Federação dos Institutos de Filosofia e Teologia Católicas do Mundo, em Porto Alegre, Brasil e Washington; professor da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí; professor de Filosofia da Natureza em cursos de Pós- graduação na UFPI; diretor da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí. Exerceu as funções de diretor de Estudos do Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus, em Teresina. Membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Teresina. Vigário Episcopal de Teresina para Associações e Movimentos. Assistente Nacional do Instituto Secular “Caritas Christi”. (Com informações da APL)

Nota de Pesar RAIMUNDO JOSÉ AIREMORAES SOARES

A Academia Piauiense de Letras cumpre o dever de comunicar o falecimento, ocorrido hoje, em Teresina, do padre, professor e acadêmico RAIMUNDO JOSÉ AIREMORAES SOARES, ocupante da Cadeira 20.

Ao tempo em que expressa o seu profundo pesar à família, enaltece a sua grande contribuição ao sacerdócio e à educação, atividades a que se dedicou com denodo durante toda a sua vida pastoral.

O falecimento do Padre Raimundo José é uma grande perda para o Piauí.

Teresina, 7 de novembro de 2020.

Acadêmico ZÓZIMO TAVARES MENDES
Presidente da Academia Piauiense de Letras

Cultura é um dos setores que mais geram renda

“O setor cultural e um dos que mais geram renda na economia”. A declaração é do presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares.

O comentário foi a propósito do lançamento dos editais da Lei Aldir Blanc no Piauí, através da Secretaria Estadual de Cultura, para todo o Estado, e da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, para Teresina.

O acadêmico observou que quando um artista sobe ao palco ele mobiliza muitas pessoas, ou seja, muitos trabalhadores de cultura são contratados na montagem de um espetáculo ou de um show.

“Da mesma forma, a publicação de um livro também envolve muita mão de obra. Além do autor, participam o revisor, o artista gráfico, o diagramador, o editor etc., sem contar as fases de impressão e venda, isto é, as gráficas e livrarias”, observou.

A Lei Aldir Blanc

A Lei Federal 14.017/2020, mais conhecida como Lei Aldir Blanc, foi aprovada em junho passado pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Seu objetivo é estabelecer ajuda emergencial para artistas, coletivos e empresas que atuam no setor cultural e atravessam dificuldade financeira durante a pandemia da Covid-19.

Os recursos totalizam R$ 3 bilhões para todo o país e contemplam as áreas de artes visuais, audiovisual, circo, dança, literatura, música, patrimônio material e imaterial e teatro.

No Piauí, foram destinados R$ 32 milhões para o Governo do Estado e R$ 6,5 milhões para o município de Teresina. Os recursos já foram liberados pelo Governo Federal.

Editais

Os editais com as regras de distribuição desses recursos estão sendo baixados e contemplam, inicialmente, os segmentos mais vulneráveis do setor cultural com auxílio financeiro emergencial.

O presidente da APL destacou ainda que o segmento cultural foi o primeiro a sofrer os efeitos da pandemia. O isolamento social proibiu a aglomeração de pessoas e, consequentemente, o fim das plateias que financiavam essas atividades.

Ele disse também que, além de ser o primeiro a ser afetado, o segmento será o último a sair da crise, daí a importância da Lei Aldir Blanc para que os produtores de cultura possam fazer a travessia do período da pandemia.

Família destaca o amor do Dr. Eustachio pelo Piauí

Mesmo vivendo longe do Piauí desde a juventude, o médico, professor e acadêmico Eustachio Portella era um apaixonado pela sua terra natal.

Foi o que deixaram claro os seus filhos Verônica e Estêvão, em mensagem lida na missa de sétimo dia pela sua alma, celebrada em Teresina na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no início da noite de ontem (14/10).

O Dr. Eustáchio Portella faleceu no Rio de Janeiro no último dia 6, aos 91 anos. Ele ocupava a Cadeira 16 da Academia Piauiense de Letras, na qual tomou posse em 8 de agosto de 1991.

Eustáchio Portella nasceu em Valença do Piauí. Ainda jovem, mudou-se para Teresina com a família e, em seguida, foi para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina, projetando-se como um dos psiquiatras mais brilhantes do Brasil. No Rio, fixou residência e constituiu família.

A mensagem dos filhos do Dr. Eustachio 

“Hoje, filhos, netos e demais familiares, amigos, alunos, conhecidos, estamos todos tristes pela morte de Eustachio Portella Nunes Filho. Mas é também o momento para relembrar e celebrar sua vida longa e produtiva. Vida que se iniciou junto a uma numerosa família de 12 irmãos na cidade de Valencia, interior do Piaui, passou por Teresina e veio desembocar no Rio de Janeiro, seguindo o caminho dos irmãos mais velhos. Abraçou o Rio, e não poderia ser de outra maneira já que aqui ele encontrou a grande companheira na figura de Clara Helena Portella Nunes, com quem dividiu conquistas, conhecimentos, alegrias e também perdas. Perdas profundas, talvez as maiores que alguém possa enfrentar, a perda de dois filhos amados, Bernardo e Leandro. Juntos encontraram forças, não para superar, pois estas coisas não se superam, mas para ter uma vida rica, conseguir criar seus outros filhos, trabalhar, formar alunos, estar junto da família.

Meu pai sempre se movimentou de acordo com o que acreditava ser suas responsabilidades. Pelo seu caráter reservado, nunca foi dado a grandes arroubos de demonstrações de carinho, mas era evidente que nesta noção de responsabilidade ele transbordava todo o seu afeto. È claro que para os filhos, sua dedicação ao trabalho ‘as vezes soava como uma divisão do tempo que deveria ser deles. Agora, ao ver tantos órfãos se formarem em torno da sua figura, percebemos que na verdade a presença dele se multiplica em cada narrativa, em cada pessoa que relata o profundo impacto transformador do contato com ele.

Mesmo com todo este lado reservado, determinados vínculos claramente acendiam uma luz dentro dele. Um deste vínculos poderosos era o Piaui. Podia se manifestar na alegria e na magia que apareciam nas histórias que ele ia desdobrando da sua vida por lá, tesouros enterrados, noites de vigília, personagens mitológicos, seu primeiro contato com os trabalhos do Freud em uma biblioteca de Teresina, os doces de ambrosia da mãe, os discursos do pai, o contato com os irmãos; É claro que isto ficava ainda mais evidente nas suas viagens por lá, quando o seu corpo se enchia de força e alegria, principalmente no contato com os irmãos, sobrinhos e primos. Sua posse na Academia Piauiense de Letras foi também um momento de grande prazer e orgulho, pois foi possível juntar duas de suas grandes paixões, a Literatura e o Piauí, que, por sinal, tanto talento para as letras revelou.

Ao mesmo tempo que sentia as inevitáveis perdas que apareciam com o tempo, percebia que a vida perseverava na nova geração que surgia, tudo apontando para um só fim, sempre presente, como aparece em um dos seus poemas favoritos. Entendia a morte como parte natural e integrante da vida e levou até o fim este pensamento, fazendo sua passagem em uma linha manhã, em paz, no mesmo lar em que viveu a vida inteira com a sua companheira.

Mas é preciso ainda falar do Piaui. Havia uma religiosidade forte nos integrantes da família e ele sempre acompanhava a mulher e os familiares nos ritos próprios do catolicismo. Clara Helena faleceu há quase 5 anos e isto evidentemente teve um efeito profundo dentro dele. Recentemente, neste ano difícil de 2020, dois dos seus queridos irmãos, Eloi e Maria Luiza, faleceram no Piaui. Tudo isto, é possível imaginar, aumentou sua sensação de distanciamento das coisas próprias deste mundo. Mas, em todos os momentos, o que sempre parecia mobiliza-lo era o contato com as pessoas que ele amava, como a irmã Célis. O que, é claro, também reforçava seu vínculo com o seu estado natal. Na última festa com a família, falou para seus netos de sua vontade de que todos os familiares estivessem mais tempo juntos.

Nos últimos momentos, sem combinar, seus filhos marcaram esta relação com a cidade natal, relembrando por caminhos distintos o Hino do Piauí, o que acabou sendo uma das últimas canções que ouviu. Que tenha embalado sua passagem!

Piauí, terra querida
Filha do Sol do Equador
Pertencem-te a nossa vida
Nosso Sonho nosso amor!

Que esteja agora em paz e harmonia com as pessoas que ele amou. Ficam os filhos, parentes, amigos, pessoas que cuidaram dele com tanto carinho, certamente com lembranças maravilhosas e uma incrível saudade.

Leva também todo nosso afeto!”

 

Acadêmico Eustachio Portella morre no Rio aos 91 anos

O médico e professor universitário Eustachio Portella Filho faleceu hoje (6.10), no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Ele ocupava a Cadeira 16 da Academia Piauiense de Letras, na qual tomou posse em 8 de agosto de 1991.

Nascido em Valença do Piauí, em 10 de junho de 1929, Eustachio Portella formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, turma de 1953.

Médico efetivo do Serviço Nacional de Doenças Mentais, aprovado em concurso público em 1º lugar. Diretor do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

Foi professor titular de Psiquiatria, Psicologia e Psicopatologia na Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Professor titular de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFRJ.

Integrou bancas examinadoras para ingresso de professores na área de psiquiatria nas principais universidades do país, entre as quais USP e Unicamp. Membro titular da Academia Nacional de Medicina.

Presidiu a Federação das Associações Psicanalíticas da América Latina (1988-1990). Presidiu o 18º Congresso Latino Americano de Psicanálise com a participação de mais de mil congressistas.

Bibliografia – O professor Eustachio Portella publicou, entre outras, as seguintes obrasObsessão e Delírio: neurose e psicose, 1956; Fundamentos da Psiquiatria, 1963; Lobotomia em Pacientes Esquizofrênicos, 1954; Técnicos do Sono Prolongado em Psiquiatria, 1954; O Sentido do Tempo no Homem, 1955; Investigação com a Dietilamina do Ácido Lisérgico, 1955; A Direção Fenomenológica em Psiquiatria, 1955; Motivação da Escolha da Carreira Médica, 1959; Sobre Delírios, 1974; Dinâmica de Um Caso de Neurose Obsessiva, 1973; Conceito de Psiquiatria, 1973; O Médico; Seu Paciente e a Doença, 1975, e Problemas Psicológicos na Patologia Respiratória, 1974.

A Academia Piauiense de Letras expediu Nota de Pesar pelo seu falecimento:

NOTA DE PESAR

A Academia Piauiense de Letras cumpre o dever de comunicar o falecimento, ocorrido hoje, no Rio de Janeiro, do Médico e Professor EUSTACHIO PORTELLA NUNES FILHO, ocupante da Cadeira 16.

Ao tempo em que expressa o seu profundo pesar à família, enaltece a sua contribuição à ciência médica brasileira, especialmente à Psiquiatria, a que se dedicou com denodo durante toda a sua brilhante carreira profissional.

O falecimento do Dr. Eustachio Portella é uma grande perda também para o Piauí, que o tinha como uma de suas grandes referências no cenário médico nacional.

Teresina, 6 de outubro de 2020.

Acadêmico ZÓZIMO TAVARES MENDES
Presidente da Academia Piauiense de Letras

APL se congratula com indicação de novo ministro do Supremo

A Academia Piauiense de Letras expediu Nota Pública de Congratulações pela indicação, pelo presidente Jair Bolsonaro, do desembargador federal Kássio Nunes Marques para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Kássio Nunes Marques é piauiense, formado pela Universidade Federal do Piauí. Fez toda a sua carreira profissional no Estado, como advogado, conselheiro da OAB-PI e juiz do Tribunal Regional Eleitoral, até ser nomeado desembargador do TRF1, em Brasília, em 2011.

Até agora, apenas cinco piauienses compuseram o STF, dois ainda no Império e três no período republicano.

O primeiro piauiense que tomou assento no Supremo foi Antônio de Sousa Mendes, que foi ministro entre 28 de fevereiro de 1821 e 6 de maio de 1892. O segundo foi Antônio de Sousa Martins.

Somente na década de 1960, outro piauiense, o jurista Evandro Lins e Silva, chegaria ao STF. Os dois últimos piauienses que se tornaram ministros do Supremo foram Firmino Ferreira Paz e Aldir Passarinho, no começo da década de 1980.

Eis a Nota da APL sobre a indicação do desembargador Kássio Nunes para o STF:

A Academia Piauiense de Letras, instituição cultural fundada em 30.12.1917, por deliberação unânime de seus membros, em sessão ordinária realizada por videoconferência, datada de 03.10.2020, expressa o seu contentamento e congratula-se com o Desembargador KÁSSIO NUNES MARQUES, pela indicação do seu nome para o exercício do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.

O ilustre piauiense honrará a Corte Constitucional do Brasil, pois leva consigo méritos profissionais e qualidades pessoais que o credenciam ao desempenho correto das altas funções que lhe serão confiadas.

Teresina (PI), 5 de outubro de 2020.

Acadêmico ZÓZIMO TAVARES MENDES
Presidente da Academia Piauiense de Letras