APL recebe Certificado do Siec 21

A Academia Piauiense de Letras já recebeu da Secretaria Estadual de Cultura o Certificado de Habilitação do Siec 2021.

Com isso, a APL está habilitada a captar recursos junto à iniciativa privada através do Sistema de Incentivo à Cultura.

A Academia teve aprovado um projeto no valor de R$ 50 mil para desenvolver suas atividades este ano.

O certificado foi entregue no Palácio da Cultura pela secretária do Siec, Rosinha Amorim, ao vice-presidente da APL, acadêmico Magno Pires, que representou a entidade por designação do presidente Zózimo Tavares.

O Siec 21

Este ano, houve um recorde de inscrições, chegando a quase 1.600 projetos apresentados ao Sistema Estadual de Incentivo à Cultura.

Desse total, 211 projetos foram aprovados para a captação de recursos, quase o dobro do ano passado. Um deles foi o da APL.

No ano passado, a Academia aprovou um projeto para produção de um documentário sobre a APL. O projeto foi integralmente patrocinado pela Equatorial Energia.

O filme está sendo finalizado, com lançamento previsto para agosto.

 

 

 

 

Presidente da FCMC visita a APL

A Academia Piauiense de Letras recebeu hoje (10/06) a visita do presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima. Ele estava acompanhado do assessor Jairo Cézar Sherlock.
O presidente da Fundação Cultural levou à APL o interesse da Prefeitura de Teresina de retomar a parceria com a instituição, que funcionou vigorosamente até 2019.
Ele adiantou que a Lei A. Tito Filho passará por reformas e será revitalizada para incentivar as produções culturais, artísticas e literárias de Teresina.
Os dirigentes da Fundação Cultural Monsenhor Chaves foram recebidos pelo presidente da APL, Zózimo Tavares; a secretária geral, Fides Angélica, e o tesoureiro, Humberto Guimarães.

Anfrísio toma posse na APL dia 23

O médico e professor Anfrísio Neto Lobão Castelo Branco toma posse na Cadeira 20 da Academia Piauiense de Letras no próximo dia 23, às 19 horas.

A sessão solene de posse do novo acadêmico será realizada no formato virtual, com transmissão através das plataformas digitais.

O discurso de recepção será proferido pelo acadêmico Humberto Guimarães.

A Cadeira 20 tem como patrono Álvaro Mendes. Seu último ocupante foi o padre Raimundo José Airemoraes Soares.

Anfrísio Lobão foi eleito para a APL em primeiro turno, no dia 17 de abril. O processo de escolha do novo imortal foi conduzido pela Comissão Eleitoral presidida pelo acadêmico Reginaldo Miranda e composta pelos acadêmicos Magno Pires, Fonseca Neto, Dilson Lages e Elmar Carvalho.

O novo acadêmico

Anfrísio Lobão é médico psiquiatra.  É também professor universitário aposentado. Foi reitor da Universidade Federal do Piauí e ainda secretário de Saúde, de Governo e de Educação do Estado do Piauí.

Presidiu do Tribunal de Contas do Estado. É conselheiro aposentado do TCE.

O romance “Mandu Ladino” é o seu livro mais conhecido.

 

APL homenageia a memória do padre Raimundo José

A Academia Piauiense de Letras realiza Sessão Especial, neste sábado (5/6), em memória do padre e acadêmico Raimundo José Airemoraes Soares, último ocupante da Cadeira 20. O orador será o acadêmico Celso Barros Coelho.

A sessão começa às 10h e será realizada e transmitida através de plataformas digitais.

O padre Raimundo José Airemoraes Soares faleceu em 7 de novembro do ano passado, em Teresina, aos 87 anos.

Ele tomou posse na Academia Piauiense de Letras em 12 de agosto de 2004.

Doutor da Igreja – Nascido em São Pedro do Piauí, em 30 de março de 1933, Raimundo José Airemoraes Soares fez o Curso de Filosofia no Seminário Maior de Olinda, Pernambuco.

Era diplomado em Filosofia pela Academia Romana de Santo Tomás. Bacharel e licenciado (mestrado) em Sagrada Escritura, pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, Itália.

Bacharel e licenciado (com mestrado) em Teologia, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Era doutor (PhD) em Teologia Pastoral, pela Universidade de Montreal, Canadá).

Publicou, entre outros, o livro “A Cidade Medita”.

 

Acadêmicos publicam livros durante a pandemia

Vários membros da Academia Piauiense de Letras estão escrevendo e publicando livros durante o período da pandemia da Covid-19.

O economista e acadêmico Homero Castelo Branco, ocupante da Cadeira 31, publicou dois livros.

O primeiro foi “Centenário de Joaquim Rodrigues Martins”, escrito em parceria com Hilma Martins Castelo Branco e Verônica Martins Castelo Branco.

O segundo foi “Não existe uma só verdade. Existem três: a minha, a sua e a verdadeira”.

O professor e acadêmico Fonseca Neto, ocupante da Cadeira 1, também publicou duas obras: “História, vagões” e “Pátina do Tempo”.

Ele já concluiu o terceiro volume da Coleção “Sucessores dos Apóstolos em Teresina”, com as histórias dos bispos do Piauí, em parceria com o professor Paulo de Tarso Libório.

O primeiro volume, com a história de Dom Joaquim, primeiro bispo do Piauí, saiu em 2016. O segundo foi com Dom Octaviano. Agora sai a história de Dom Severino Vieira de Melo.

Mais história

A professora e acadêmica Teresinha Queiroz, da Cadeira 23, organizou com o professor Ronyere Ferreira uma nova edição da obra “História de Teresina”, de Clodoaldo Freitas, escrito entre 1911 e 1912, e publicado inicialmente em formato de folhetim.

Ela publicou ainda “Páginas Impressas – História, Imprensa e Política no Brasil”.  A obra foi organizada em parceria com o professor Pedro Vilarinho Castelo Branco, da Universidade Federal do Piauí.

O engenheiro e acadêmico Heitor Castelo Branco, da Cadeira 37, acaba de publicar “Mário David Andreazza, o benfeitor do Brasil”, um perfil biográfico do ex-ministro dos Transportes e do Interior.

O professor e acadêmico Dilson Lages, da Cadeira 21, lançou “O Pássaro Amarelo de Sol e o Agasalho do vento”, literatura para as crianças.

Já o acadêmico Nildomar da Silveira Soares, ocupante da Cadeira 22, acaba de publicar “Retalhos de Memórias”.

Versão digital

O acadêmico Elmar Carvalho (Cadeira 10) publicou em formato digital suas memórias “Confissões de um juiz” e o romance “Histórias de Évora” na modalidade virtual. As obras estão disponíveis na Amazon.

O acadêmico Plínio Macedo (Cadeira 3) teve um trabalho publicado em versão impressa e digital no livro “Medicina e Direito – Artigos e banners premiados no IX Congresso Brasileiro de Direito Médico”, do Conselho Federal de Medicina.

Escrito em parceria com Marina Barguil Macêdo, o trabalho é intitulado “Medicina, Bioética e Literatura: Um Vínculo Atemporal”.

O presidente da APL, Zózimo Tavares, informou que vários outros acadêmicos estão com livros prontos para publicação e outros, ainda, estão tocando ou finalizando novas obras literárias que serão lançadas até o final do ano.

 

 

 

APL vai renovar convênio com a UFPI

A Academia Piauiense de Letras e a Universidade Federal do Piauí estão ultimando os contatos para a renovação do convênio de cooperação cultural entre as duas instituições.

O objetivo principal da parceria entre a APL e a UFPI é o engrandecimento da Literatura e da Cultura piauienses.

Nos termos em que estão sendo discutidos, o convênio constará da realização de pesquisas, estudos, cursos, palestras, conferências, seminários, concursos literários e quaisquer outros eventos ou projetos que forem de interesse das duas instituições.

O convênio abrange também a edição e reedições de obras literárias de autores piauienses, através da EDUFPI, a editora universitária piauiense.

APL doa livros para a Biblioteca Assis Brasil

A Academia Piauiense de Letras dou mais de 200 livros para o acervo da Biblioteca Assis Brasil, que está sendo instalada no Museu do Mar, em Parnaíba.

As obras foram selecionadas das Coleções Centenário e Século 21. Entre elas, está o romance “O Prestígio do Diabo”, do próprio Assis Brasil, homenageado com o nome da biblioteca.

Os romances “Teodoro Bicanca” e “A Civilização do Couro”, do parnaibano Renato Castelo Branco, também constam da relação dos livros doados pela APL.

A inauguração do novo espaço cultural está prevista para este semestre, conforme a Secretaria de Cultura.

Projeto de Leitura

A APL participou, no ano passado, do Projeto Te Aquieta e Lê, lançado e executado pela Secretaria Estadual de Cultura para incentivar a leitura durante o isolamento social da pandemia da Covid-19.

Ao longo do ano, foram distribuídos gratuitamente mais de 7 mil livros para leitores de mais de 100 municípios piauienses.

A Academia sugeriu à Secretaria de Cultura que esse projeto seja executado de forma permanente.

Novo imortal será eleito em segundo turno no próximo sábado (09)

Os imortais da Academia Piauiense de Letras se reúnem para definir, em segundo turno, o novo ocupante da cadeira 24. A vaga pertencia ao desembargador Paulo de Tarso Mello e Freitas, falecido aos 86 anos. O novo pleito acontecerá no próximo sábado (09).

No primeiro turno, ocorrido no dia 1º de dezembro do ano passado, 13 candidatos concorreram a três cadeiras. Para a cadeira 18 foi eleito o médico Itamar Abreu Costa e para a cadeira 32 o economista Felipe Mendes. Agora, estão concorrendo à vaga da cadeira 24 os candidatos Moisés Reis e Plínio Macedo, que conseguiram maioria no primeiro turno, mas nenhum dos dois atingiu os 19 votos necessários para se eleger.

Conforme o regimento interno, para ser eleito, o candidato deve obter maioria absoluta. Ao todo, estão aptos a votar 37 imortais, já que os dois primeiros eleitos ainda não tomaram posse. Aqueles que residem em Teresina, devem comparecer à sede da academia para depositar o voto na urna. Já os que residem fora, podem enviar o voto pelos Correios. A Comissão Eleitoral é encarregada de arrecadar todas as cédulas de forma sigilosa e fazer a apuração.

O horário da votação segue até as 11h30 do dia 09. Logo em seguida, a comissão faz a apuração e proclama o resultado.

Imortal: 13 escritores concorrem a cadeiras vagas na Academia Piauiense de Letras

Com três cadeiras em aberto, a Academia Piauiense de Letras elegerá os novos imortais no dia 1º/12, em eleição direta. Ao todo, 13 escritores fizeram a inscrição para concorrer no pleito. “Nos últimos meses, a Academia sofreu com as perdas do desembargador Paulo Freitas, do nosso querido Herculano Moraes e do estimado professor Raimundo Santana. Então, resolvemos unificar as eleições, promovendo todas em uma mesma data”, explica o presidente da instituição Nelson Nery Costa.

 

Os eleitos ocuparão as cadeiras 18, 24 e 32 que pertenciam a Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Cada um dos candidatos, no ato da inscrição, teve a oportunidade de escolher para qual cadeira concorrerá. Entre os pré-requisitos para a participação, segundo o regimento da APL, estão: ser piauiense ou morar no Estado há mais de 10 anos e ter ao menos um livro publicado.

 

Os 37 imortais estão aptos a votar. Cada um deve escolher três nomes, um para cada cadeira. Pelo regimento, a votação poderá ser feita presencialmente (para aqueles que residem no Piauí) ou o voto pode ser enviado em envelope lacrado pelos Correios (para os imortais que moram em outros estados).

 

A comissão eleitoral é presidida pelo professor Fonseca Neto, tendo como membros Magno  Pires, Reginaldo Miranda, Elmar Carvalho e Dilson Lages. É essa comissão que comandará todo o processo. Os votos, tanto os presenciais como os enviados, serão depositados numa urna. Ao final do horário estabelecido, a comissão abrirá a urna e fará a contagem dos votos referentes a cada uma das cadeiras. O resultado é proclamado ao final da apuração.

 

Candidatos

 

Cadeira 18

 

– José Itamar Abreu Costa

– José Gregório da Silva Júnior

 

Cadeira 24

 

– Enéas do Rego Barros

– Eduardo Lins Cavalcante

– Gregório de Moraes

– José Maria de Carvalho

– Kernard Kruel Fagundes dos Santos

– Maria Gomes Figueiredo dos Reis

– Moisés Angelo de Moura Reis

– Plínio da Silva Macêdo

 

Cadeira 32

 

– Edgar Pereira

– Felipe Mendes de Oliveira

– Francisco Teotônio da Luz Neto

Grupo encena peça de Júlio Romão na Academia Piauiense de Letras

As portas da Academia Piauiense de Letras se abrem, no próximo sábado (29), às 10h, para o grupo Aspetúnias, que encenará a peça “A Mensagem do Salmo”, de Júlio Romão. O escritor piauiense ocupou a cadeira 31 da Academia e é reconhecido em todo país pela sua obra de teatro e poesia, especialmente o Teatro Experimental do Negro e o estudo e resgate de artistas e intelectuais afro-brasileiros. A encenação marca o lançamento do livro Teatro, em que Júlio Romão apresenta as peças “A Mensagem do Salmo” e “José, o Vidente”. O livro integra a Coleção Centenário, que comemora os 100 anos da instituição.

A peça “A Mensagem do Salmo” é uma saga dramática do Cristianismo, que integra a obra do chamado Ciclo Bíblico e foi base de roteiro para um filme mexicano. Ela foi publicada e encenada pela primeira vez em 1967, no Rio de Janeiro, num cenário de crise política e de golpe militar. Na obra, Júlio Romão recria os evangelhos bíblicos de Mateus, Marcos, Lucas e João que, através de parábolas contam a saga do Cristianismo e a de Jesus Cristo. A peça é escrita em verso e prosa e composta de apenas um único ato.

 

Segundo o presidente da Academia Piauiense de Letras, Nelson Nery Costa, o autor ganhou o prêmio Cláudio de Sousa da Academia Brasileira de Letras e teve ampla repercussão. Júlio Romão já integrava o Movimento da Negritude Brasileira ao lado de Solano Trindade e ajudou a fundar o Teatro Popular do Negro.

 

“Teatro de Júlio Romão da Silva é uma obra incompleta, pois faltam as peças do Teatro Experimental Negro, como Zumbo Zumbu e Os Escravos. Fica para outra vez, talvez não tarde. Porém, em Teatro estão seus textos de maior sucesso e reconhecimento, inclusive pelos prêmios obtidos. Cem anos depois de nascido, ainda em 1917, no ano em que a Academia Piauiense de Letras foi fundada, ocorre a celebração do homem magro e de olhos agitados, com um sorriso nos lábios e uma ideia na cabeça. Fez muito e em muitas áreas. Acima de tudo foi ele próprio – Júlio Romão da Silva, verbete de várias enciclopédias nacionais”, finaliza Nelson Nery Costa.