Até 1980, a Academia não possuiu sede própria, suas reuniões ordinárias ocorriam nas casas dos próprios sócios, já as extraordinárias e solenes nas dependências de prédios públicos. Na revista da Academia Piauiense de Letras, de 1942, ano do seu jubileu de prata, os acadêmicos solicitaram ao senhor Interventor Federal Leônidas de Castro Melo4, (1935/1945) o pedido da sua sede, que foi assim formalizado:

Foto: Roger Bezerra

Ao desempenho de suas finalidades, que a tornam assim, não já uma sociedade estática, mas um instrumento ativo e intenso de trabalho e cultura, têm minguado os indispensáveis recursos materiais. Dentre eles, avulta, com certeza, o da falta de uma sede, pois em 24 anos de existência, a APL, viveu a odisséia das casas de empréstimos, das sedes temporárias de favor. […]. Para o Estado, a quem, constitucionalmente, está cometido o dever de patrocinar as iniciativas de cultura, vem, agora, a APL, por intermédio de V. Excia., apelar, também e resolutamente, no sentido de lhe possibilitar a aquisição definitiva de sua sede, aspiração justa de quantos, lavrando em chão fecundo, têm dado valiosas colheitas, que enriquecem e ilustram o patrimônio espiritual da terra-berço. (NAPOLEÃO, 1942: p. 114).

Todavia, a Academia só foi conseguir uma sede digna de sua atuação e importância cultural, na década de 1980, mais especificamente no dia 29 de abril de 1986, através de doação  do  Governador  do  Estado,  Hugo  Napoleão  (1983-1986),  cuja  presidência  na Academia era exercida por Arimathéa Tito Filho (1971-1992). Assim, ela hoje “vive sob um teto que a abrigará para sempre”, localizado na Avenida Miguel Rosa, nº 3.300, zona sul desta capital.