Porto das Barcas ganha museu que homenageia um dos maiores dramaturgos do país

Benjamim Santos, 81 anos, parnaibano, autor de 11 peças infantis. Considerado um dos maiores dramaturgos do Brasil, Benjamim vai dar nome ao teatro construído no Museu do Mar, no Porto das Barcas, em Parnaíba. O Complexo Arquitetônico do Porto das Barcas ganha a maior reforma da sua história, que deve ser concluída na primeira quinzena de abril. Benjamim, que hoje vive em Parnaíba, onde continua com a carreira de escritor, conheceu  o teatro de 40 lugares que o homenageia.

“Desde menino que escrevo e faço teatro. Fiz teatro em Recife, no Rio de Janeiro, na Parnaíba. Conheci muitos teatros que homenageiam personalidades como José de Alencar e Carlos Gomes, e agora recebo com espanto e alegria a notícia de que o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e do secretário Fábio Novo, iria dar meu nome a um novo teatro, no Porto das Barcas. Valeu, Piauí!”, diz Benjamim.

O teatro Benjamim Santos é o 14º entregue na gestão do secretário Fábio Novo à frente da Secretaria de Estado da  Cultura – Secult. “É mais um teatro entregue no Piauí. Ele conta com moderno sistema de som e luz, é climatizado, possui camarins e vai poder abrigar pequenos espetáculos e palestras no Museu do Mar, em Parnaíba. É uma alegria poder homenagear um grande dramaturgo, que voltou para sua terra natal e continua produzindo com muito talento. As obras do Porto das Barcas estão na fase de conclusão e esperamos entregar o espaço na primeira quinzena de abril”, afirma Fábio Novo.

Entre os teatros já entregues pelo Piauí, há o teatro Alard, em Bom Jesus, o teatro do Centro Cultural Benjamin José Nogueira, em Corrente, o teatro do Memorial Expedito Resende, em Piripiri, dentre outros. “Em Parnaíba, ajudamos na conclusão do Teatro Saraiva, o segundo maior do Estado, com 350 lugares. Reformamos ainda o teatro Maria Bonita, em Floriano, e o Cineteatro de Oeiras. No segundo semestre deste ano queremos entregar o teatro de Picos”, completa o secretário.

CURRÍCULO – Benjamim Santos nasceu na cidade de Parnaíba-PI. Na década de 1960, mudou-se para Recife, onde estudou na Faculdade Direito, e Filosofia, o Seminário de Olinda. De volta ao Recife, fundou o Grupo Construção, trabalhou no Teatro Popular do Nordeste, grupo dirigido pelo encenador Hermilo Borba Filho, e fundou o Teatro de Arribação, que levava espetáculos aos engenhos de cana-de-açúcar. Durante cinco anos manteve uma coluna de teatro no Jornal do Commercio, no Recife (PE).A partir dos anos setenta, residindo no Rio de Janeiro, além do teatro infantil, destacou-se como autor de grandes espetáculos ao ar livre, como Paixão de Cristo, nos Arcos da Lapa, e sobretudo como diretor de shows de música popular, tendo dirigido Quarteto em Cy, Nara Leão, Kleiton e Kledir, Ângela Maria, MPB-4, Marlene e muitos outros. Atualmente, Benjamim Santos vive em Parnaíba e continua sua carreira de escritor.

PORTO DAS BARCAS – A obra de recuperação de todo o complexo é a maior em execução no Nordeste. O local ganhou novos projetos de iluminação e sinalização, que além de valorizar a arquitetura, também facilita a orientação e visitação turística. Dentre os destaques, o local vai ganhar um píer para voltar a ter embarcações saindo em direção a destinos turísticos da área. Além disso, o Complexo vai ganhar o Museu do Mar, que vai ser o maior museu do Piauí, criado para comportar um acervo baseado em pesquisas sobre a região. Entre as peças, está a ossada de um peixe-boi e um esqueleto de baleia cachalote, que possui 16 metros de extensão.

Congresso de dança no Piauí acontece de forma remota até essa sexta (12)

O Congresso FORMA surge para afirmar a Dança em sua pluralidade de ações no Piauí (Corpos, modos, lugares, temporalidades, durações e jeitos que compõem múltiplas formas de Dançar). As ações são pensadas neste evento por meio dos aspectos formativos, performativos e afirmativos da Dança como área de conhecimento específico, tendo em vista sua complexidade e implicação social.

O Piauí respira a Dança de ponta a ponta e dispõe de produção acadêmica (fruto de pesquisadores que realizam seus estudos em outros estados ou em cursos afins no Piauí) e artística contundentes no cenário nacional e internacional, apesar disso, o estado ainda carece de uma graduação específica na área.

Pensar a Dança como área de conhecimento dentro das instituições de ensino superior (IES) é importante para fortalecer a formação dos corpos em diversos aspectos, que vão do pessoal até o profissional, uma vez que a Dança é intrínseca à natureza humana.

Neste sentido, a primeira edição do Congresso Piauiense de Ações Formativas, Performativas e Afirmativas em Dança, realizado entre os dias 10 e 12, tem a intenção de provocar um diálogo entre a Universidade Estadual do Piauí – UESPI e a comunidade de artistas, pesquisadores, professores e praticantes da Dança. Entre os artistas e mediadores convidadores estão: Marcelo Evelin, coreógrafo, pesquisador e intérprete, Artenilde de Silva Afoxá – Artivista das artes performáticas e mestra em Educação UFPI, Luzia Amélia – Coreógrafa, bailarina, Performer, artivista e mestra em dança UFBA, Tereza Rocha – doutora em artes cênicas do Rio e muitos outros.

O Congresso Forma será realizado remotamente (plataformas virtuais) e contará com apresentações de trabalhos universitários/acadêmicos, mesas redondas, oficinas, performances artísticas, entre outras ações

Site: www.even3.com.br/congressoforma/
Instagram: @Congressoforma

Fonte: Ascom/FORMA

Secult inicia apresentações do projeto Boca da Noite no interior do estado

Em meio à pandemia da Covid-19, a Secretaria de Estado da Cultura do Piauí – Secult, tem buscado outras alternativas para seguir uma parte do seu calendário cultural, trazendo possibilidades para que a classe artística possa se apresentar por meio da internet.

Com esse novo cenário, vivido desde o ano passado, a Secult se organizou e realizou um cronograma para dar andamento, a partir do mês de março, às apresentações, por meio de live, do Projeto Boca da Noite no interior do estado.

De acordo com o roteiro de apresentações, que inicia dia 1º de março, foram selecionadas cidades sedes, que irão receber bandas e artistas contemplados por região. As cidades escolhidas para sediar as apresentações tiveram um fator determinante para a qualidade de transmissão dos shows, que é dispor de internet de qualidade.

“O Boca da Noite já é tradicional no nosso calendário e, mesmo com esse desafio que temos enfrentado, não podíamos deixar que o projeto parasse. Ano passado conseguimos concluir todas as apresentações de Teresina, enquanto estávamos estudando a melhor forma de realizar essas lives nas outras cidades. Os artistas vão se apresentar através da internet, nas cidades sedes, com toda logística acertada e receberão o cachê normalmente”, afirma o secretário estadual da Cultura, Fábio Novo.

A lista com o cronograma de apresentações, cidades e bandas selecionadas está disponível no endereço: http://www.cultura.pi.gov.br/

O projeto Boca da Noite é uma realização da Associação de Promoção Multicultural – Promulti, com patrocínio da Equatorial Piauí, por meio do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura – SIEC, e apoio do Governo do Estado do Piauí, através da Secretaria de Estado da Cultura – Secult.

Roteiro Boca Da Noite Interior

Sede Teresina

01.03 – Artistas De União

Sede Bom Jesus

04.03 – Artistas De Bom Jesus

05.03 – Artistas De Corrente

06.03 – Artistas De São Raimundo Nonato

Sede Floriano

11.03 – Artistas De Floriano

12.03 – Artistas Oeiras

13.03 – Artistas De Picos

Sede Piripiri

19.03 – Piripiri

20.03 – Pedro Ii

Sede Parnaíba

25.03 – Parnaíba

26.03 – Parnaíba

Secretário de Cultura apresenta projeto do Museu do Sertão e Escola de Audiovisual

Três projetos importantes para cultura do Piauí foram apresentados pelo secretário de Estado da Cultura, Fábio Novo, ao governador Wellington Dias em audiência nesta segunda-feira (1º). Os projetos do Memorial de Campo Maior, o Museu do Sertão e a revitalização do Cine Rex foram mostrados e, após alguns ajustes, poderão ser licitados até o mês de abril.

Segundo o governador, o estado já tem o Parque da Batalha do Jenipapo. “Vamos trabalhar uma configuração para que seja um espaço integrado de cultura, história, turismo e educação, dando viabilidade e sustentabilidade, gerando emprego e renda numa interface com o setor privado”, explica.

Outro projeto mostrado foi o Museu do Sertão, que deve funcionar no prédio da antiga Comepi. A meta é garantir uma estrutura moderna e adequada para retratar os sertões do Piauí e do Brasil. Por fim, o secretário Fábio Novo apresentou proposta de transformar o Cine Rex num centro de audiovisual para que volte a funcionar não somente como cinema, mas como laboratórios e escola, pensando em todo potencial das novas gerações.

O secretário Fábio Novo destacou a importância dos três projetos e ressalta que em Campo Maior, o Monumento da Batalha do Jenipapo, a proposta é aliar história e educação no Parque Histórico do Jenipapo. Ele acrescenta que Teresina precisa assumir a posição de capital do sertão. “Temos a proposta de como portal do sertão, criar um museu escola para contar a história de todos os sertões do Nordeste e também de Minas Gerais”, afirmou. Por fim, Fábio Novo falou da meta de revitalizar o Cine Rex numa escola de audiovisual. “Nossa proposta é trazer a juventude, curso de Instagram, edição, imagem e vídeo”, disse, enfatizando que os três projetos devem custar cerca de R$ 15 milhões.

Acadêmico Antonio Carlos Secchin participa do segundo episódio de “Como e por que ler os clássicos”

Academia Brasileira de Letras prossegue com o ciclo de podcasts “Como e por que ler os clássicos”, gravado por seus acadêmicos e que contribuirá para a discussão sobre a introdução da leitura de obras clássicas nas escolas. O segundo episódio, que foi disponibilizado ao público no dia 10 de março, foi gravado pelo Acadêmico Antonio Carlos Secchin. A apresentação do episódio e a coordenação do ciclo é feita pelo Acadêmico Antônio Torres.

Durante a emissão, o Acadêmico Antonio Carlos Secchin busca definir o que faz de um livro um clássico: “Uma atitude de um autor muito solícito ao que o seu tempo exige acaba fazendo com que esse autor se extinga junto com esse tempo. O clássico fornece camadas de forma e de sentido que podem ser até imperceptíveis para o leitor contemporâneo, como se houvesse um filão à espera de um desbravador futuro. Nesse sentido, penso que o clássico não é um modelo porque, no fundo, ele contém um germe de insubordinação ao modelo, uma recusa oculta frente ao discurso de seus contemporâneos e essa recusa ao contemporâneo implícita, será, paradoxalmente, o passaporte que levará o clássico ao futuro.”

Todos os podcasts gravados ficarão disponíveis no site da Academia, assim como nas plataformas de streaming Spotify, Apple Podcasts, Deezer e Castbox.

APL comemora os 50 anos da UFPI

A Academia Piauiense de Letras realiza neste sábado (06/03), às 10h, sessão especial para celebrar os 50 anos de instalação da Universidade Federal do Piauí.

A oração em homenagem à instituição será proferida pelo acadêmico Fonseca Neto, ocupante da Cadeira 1, historiador e professor da Universidade Federal do Piauí.

A UFPI foi instalada oficialmente em 1º de março de 1971, com agrupamento das Faculdades de Direito, fundada em 1932; de Filosofia (1957); Odontologia (1950) e de Medicina (1966), além da Faculdade de Administração (Parnaíba, 1969).

O presidente da APL, Zózimo Tavares, explicou que a sessão especial vai expressar o júbilo da Academia pelos 50 anos da Universidade Federal do Piauí, marco no desenvolvimento sociocultural do Estado, abrindo novas perspectivas, inclusive, para alavancar iniciativas de progresso econômico em todos os setores e atividades produtivas.

O evento será transmitido pelo Canal da APL no YouTube. Portanto, é aberto ao público, podendo ser acessado no endereço:

https://youtu.be/gvMce9t7umU

APL participa de reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Livro

A Academia Piauiense de Letras participou, hoje (3), através de seu presidente, Zózimo Tavares, de reunião virtual da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita.

A pauta da reunião, presidida pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), coordenadora da Frente, centrou-se nas alterações no Plano Nacional do Livro Didático, cujo edital sofreu mudanças significativas.

Durante o encontro, foram discutidos também outros assuntos relacionados ao livro didático, como conteúdo, aquisição e distribuição.

O PNLD chega a aproximadamente 35 milhões de alunos da escola pública em todo o país, num total de 140 milhões de exemplares distribuídos gratuitamente.

Participaram da reunião, além de parlamentes, representantes da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Liga Brasileira de Editoras (Libre) e outras instituições.

A APL foi a única Academia de Letras presente ao evento, que reuniu mais de 90 participantes.

O Programa Nacional de Alfabetização, o Programa Nacional de Bibliotecas Escolares, a Pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, os paradidáticos e o projeto de taxação do livro (PEC 186) também foram discutidos na reunião.

APL solicita tombamento do prédio do Meduna

A Academia Piauiense de Letras solicitou ao prefeito de Teresina, José Pessoa Leal (Dr. Pessoa), o tombamento do prédio que abrigou o Hospital Meduna, no bairro Cabral, zona Norte da capital.

A solicitação foi motivada pelo recente noticiário dando conta de que o imóvel seria demolido. O assunto foi discutido em três sessões da Academia. A posição da APL foi aprovada por unanimidade.

No ofício encaminhado ao prefeito, com data de 1º deste mês, o presidente da APL, Zózimo Tavares, destaca que o remanescente da antiga edificação do Meduna, inaugurada em 1954, é dotada de valor histórico, merecendo proteção.

“Não há dúvidas de que o Sanatório Meduna, pelo seu passado, desperta o interesse público, por se tratar de instituição que prestou serviços relevantes à comunidade local por mais de mais 50 anos, constituindo, de tal modo, parte da história de Teresina”, assinala.

A previsão de tombamento dos bens representativos do patrimônio cultural, artístico e arquitetônico, do Município de Teresina, é matéria disciplinada na Lei de Tombamento (n.º 3.602 de 27.12.2006).

Academia Brasileira de Letras estreia novo ciclo de podcasts intitulado “Como e por que ler os clássicos”

Academia Brasileira de Letras inaugura o novo ciclo de podcasts “Como e por que ler os clássicos”, gravado por seus acadêmicos e que contribuirá para a discussão sobre a introdução da leitura de obras clássicas nas escolas. O primeiro episódio, que foi disponibilizado ao público no dia 3 de março, foi gravado pelos Acadêmicos Antônio Torres e Ana Maria Machado. A coordenação do ciclo é feita pelo Acadêmico Antônio Torres.

Durante a emissão, a Acadêmica Ana Maria Machado discute o papel da escola na relação das novas gerações com a literatura: “A questão de ler clássicos na escola deveria partir da premissa de pra quê que existe escola. Se a gente vê a escola como uma oportunidade, ou uma obrigação, ou um dever que o Estado, a coletividade, a nação dá às novas gerações para se apropriarem de uma herança que é deles de direito, para saberem mais coisas, para se formarem e se informarem, então é claro que as crianças têm de ter conhecimento do que foi escrito antes, do que a humanidade vem construindo em séculos, milênios, em matéria de literatura.”

Todos os podcasts gravados ficarão disponíveis no site da Academia, assim como nas plataformas de streaming Spotify, Apple Podcasts, Deezer e Castbox.

Como e por que ler os clássicos

Acadêmica Nélida Piñon ganha Prêmio o Pen Clube de Literatura

A Acadêmica Nélida Piñon ganhou o Prêmio Pen Clube de Literatura – 2020 por sua mais recente obra, “Um Dia Chegarei a Sagres”, lançada no final de 2020. A entrega do prêmio foi realizada no dia 1º de Março e foi transmitida ao vivo através das redes sociais do Pen Clube.

A Acadêmica

Nélida Piñon é a quinta ocupante da Cadeira 30, tendo sido eleita em 27 de julho de 1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda, e foi recebida em 3 de maio de 1990 pelo Acadêmico Lêdo Ivo. Em 1996-1997 tornou-se a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a Academia Brasileira de Letras, no ano do seu I Centenário. Formou-se em Jornalismo em 1956 na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Colaborou em vários jornais e revistas literários e foi correspondente no Brasil da revista Mundo Nuevo, de Paris, e editora assistente de Cadernos Brasileiros. Nélida publicou seu primeiro romance em 1961, “Guia mapa de Gabriel Arcanjo”. O início dos anos 70 é marcado pelo lançamento, em 1972, de um de seus melhores e mais conhecidos romances, “A casa da paixão”, que recebeu o Prêmio Mário de Andrade. Autora de mais de 20 livros, entre romances, contos, crônicas e infantojuvenis, sua obra já foi traduzida em inúmeros países, tendo recebido vários prêmios nacionais e internacionais. Entre os prêmios ganhos, destacam-se o Prêmio Internacional Juan Rulfo de Literatura Latino-Americana e do Caribe, em 1995 (pela primeira vez para uma mulher e para um autor de língua portuguesa); o Bienal Nestlé, categoria romance, pelo conjunto da obra, em 1991; e o da APCA e o Prêmio Ficção Pen Clube, ambos em 1985, pelo romance “A república dos sonhos”.