Panegírico de Assis Brasil será no sábado, dia 28

A Academia Piauiense de Letras realiza, no próximo sábado (28/05), às 10h, o panegírico do escritor Assis Brasil, falecido em 28 de novembro do ano passado, em Teresina, aos 92 anos.

A oração da saudade será proferida pelo professor e acadêmico Dilson Lages, com mensagem de agradecimento da professora Divaneide Carvalho.

O panegírico será realizado em sessão solene da Academia, aberta ao público, no auditório acadêmico Wilson Brandão, na sede da instituição, localizada na Av. Miguel Rosa, 3.300 – Centro-Sul.

O homenageado

Romancista, cronista, crítico literário e jornalista, nascido em Parnaíba, em 1932, Assis Brasil saiu muito jovem de sua cidade natal e teve uma intensa participação na imprensa nacional e na literatura.

Crítico Literário do Jornal do Brasil, 1956-1961; colunista literário do Caderno B do Jornal do Brasil 1963-64; crítico literário do Diário de Notícias, Rio, 1962- 63; do Correio da Manhã (Revista Singra e Suplemento Literário), Rio, 1962 e 1972; de O Globo (Arte e Crítica), 1969-1970; da Revista O Cruzeiro, Rio, 1965-1976; e do Jornal de Letras, 1964-1989.

Publicou artigos e ensaios nos seguintes órgãos culturais: Senhor, Mundo Nuevo, Revista do Livro, Leitura, Enciclopédia Bloch, Usina das Letras, suplemento de O Estado de São Paulo, Diário Carioca, Tribuna de Imprensa, Jornal do Comércio, Minas Gerais, Correio do Povo e O Povo.

Bibliografia

Publicou mais de 100 livros, destacando-se os romances da Tetralogia Piauiense – Beira Rio, Beira Vida, 1965; A Filha do Meio Quilo, 1966; O Salto do Cavalo Cobridor Pacamão; Ciclo do Terror: Os que Bebem como os Cães e outros.

Escreveu também os romances históricos: Nassau, Sangue e Amor nos Trópicos e Bandeirantes – os comandos da morte, etc.

Contos: Contos do Cotidiano Triste, História do Rio Encantado e outros. Ensaios: Faulkner e a Técnica do Romance.

Ultimamente, dedicava-se à Literatura Infantil.

 

Celso Barros e sua lição de vida, na celebração dos 100 anos

Hoje, ao completar 100 anos, lembro das palavras do filósofo inglês Bertrand Russell, ao falar que a velhice nos dá sábias lições de vida.

Indica ele que uma existência humana individual deveria ser como um rio pequeno – a princípio, estreitamente contido dentro de suas margens, a correr impetuosament5e sobre seixos e cascatas.

Aos poucos, o rio torna-se mais largo, as margens recuam, as águas fluem mais tranquilamente e, no fim, sem qualquer interrupção visível, funde-se no mar, perdendo o seu sofrimento e o seu ser individual.

O homem que na velhice pode encarar sua vida dessa maneira não sofrerá o medo da morte, pois que as coisas que lhe são caras continuarão.

Ante esse quadro, o meu sonho é que desejarei morrer trabalhando, sabendo que outros continuarão o que não posso mais fazer, satisfeito com a ideia de que o que era possível foi feito.

Se esse não é um sonho, é uma aspiração e nela vejo uma forma de continuar vivendo com dignidade”.

Este é um dos trechos do discurso que o advogado, professor e acadêmico Celso Barros escreveu para agradecer a homenagem recebida nas comemorações de seus 100 anos de vida.

A homenagem foi prestada no início da noite de sexta-feira (20/05), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauiense, por oito instituições, à frente a própria OAB e a Academia Piauiense de Letras.

Viver e envelhecer

Em seu discurso, lido no final da Sessão Solene conjunta da OAB e da APL pela sua filha Karina Barros, advogada, o homenageado citou também versos do poeta Olavo Bilac, em resposta às pessoas que lhe perguntam o que faz para ter tão longa vida:

 

Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Celso Barros, que fez 100 anos no último dia 11, ensinou, ainda: “Devemos gostar do nosso trabalho, senão se torna um peso enfadonho e nos rouba a vivacidade.

Mas também é preciso que levemos uma vida tranquila, sem ódio, sem intrigas, procurando fazer o bem aos outros, fugindo ao egoísmo e adormecendo com a consciência limpa”.

A homenagem

Os discursos em homenagem a Celso Barros foram pronunciados pelo presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares; pelo presidente do Instituto dos Advogados Piauienses, Álvaro Mota, e pelo presidente da OAB-PI, Celso Barros Neto.

Também participaram da homenagem a Academia Piauiense de Letras Jurídicas; Academia de História, Letras e Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons; Academia Passagense de Letras e Artes; Assembleia Legislativa do Piauí, Instituto Histórico e Geográfico do Piauí e Universidade Federal do Piauí.

Presenças

Além de parentes, acadêmicos, advogados, magistrados, ex-alunos e outros convidados, várias autoridades participaram da solenidade, como os prefeito de Teresina, José Pessoa Leal, e de Campo Maior, Joãozinho Félix, além do presidente da APPM, Paulo César Moraes.

A mesa de honra foi composta ainda pela senadora Eliane Nogueira, o deputado federal Paes Landim, o deputado Wilson Brandão, representando a Assembleia Legislativa, e o reitor em exercício da UFPI, Viriato Campelo.

Uma delegação de Pastos Bons, cidade natal de Celso Barros, também se fez presente à homenagem ao filho ilustre, à frente o prefeito Enoque Mota, o deputado federal Elizabeth Gonçalo e membros da Academia de Letras.

Da APL se fizeram presentes os acadêmicos Anfrísio Lobão, Carlos Evandro, Fides Angélica, Fonseca Neto, Itamar Costa, Luiz Ayrton Santos Junior, Magno Pires, Moises Reis, Nelson Nery Costa, Oton Lustosa, Plinio Macedo, Reginaldo Miranda, Socorro Rios Magalhães, Wilson Brandão, Valdeci Cavalcante e Zózimo Tavares.

OAB-PI e a APL celebram os 100 anos de Celso Barros

O centenário de vida do professor, jurista e escritor Celso Barros Coelho será celebrado nesta sexta-feira (20/05) em Sessão Solene da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, e da Academia Piauiense de Letras.

O homenageado presidiu a OAB-PI e a APL, que estão à frente da homenagem, da qual participam várias outras instituições.

São elas: Academia Piauiense de Letras Jurídicas, Academia de História, Letras e Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons, Academia Passagense de Letras e Artes, Assembleia Legislativa do Piauí, Instituto dos Advogados Piauienses, Instituto Histórico e Geográfico do Piauí e Universidade Federal do Piauí.

A Sessão Solene será realizada às 17 horas, no auditório da OAB, e contará com a presença do homenageado.

Perfil biográfico

Celso Barros Coelho nasceu em Pastos Bons (MA) no dia 11 de maio de 1922, filho de Francisco Coelho de Sousa e de Alcina Barros Coelho.

Mudou-se com pouca idade para o Piauí, onde cedo ficou órfão de pai. Vivendo com poucos recursos, cursou o primário de forma irregular.

Foi seminarista, concluindo o curso ginasial no Liceu Piauiense e o clássico no Colégio São Francisco de Sales, ambos em Teresina.

Ingressou em 1949 na Faculdade de Direito do Piauí e por ela se formou em 1953.

Professor, funcionário autárquico e advogado, ingressou na política. Foi eleito deputado estadual e teve o mandato cassado pelo regime militar em 1964.

Em novembro de 1974, após recuperar seus direitos políticos, foi candidato à Câmara dos Deputados, sendo o único representante do partido oposicionista (MDB) a se eleger no estado.

Publicou inúmeros livros, entre os quais Da poesia latina na época de Augusto (tese, 1958), O Estado e os direitos do homem (1961), O Estado brasileiro — do conteúdo político ao social (1961), Diretrizes para uma ação política (1963), Imunidades parlamentares (1964), O direito como razão histórica (tese, 1964), Universidade em causa (1973), Tempo e memória: Pastos Bons (2009) e Política, Tempo e Memória (2015).

Mestre Paulo Nunes, Cultura e Dignidade

Francisco Miguel de Moura*

Escrever sobre o Prof. Paulo Nunes não é fácil. Por isto me proponho apenas a desenhar uma simples crônica em memória de sua pessoa e de sua formidável cultura. Cultura, saber e prática, com dignidade, exemplos que fizeram parte de sua vida, fosse pública ou na luta comum de cada dia.

Por testemunho, quando cheguei em Teresina, com o desejo de aqui permanecer, no final de 1964, encontrei um Estado onde as manifestações culturais estavam praticamente em silêncio. Foi através do meu colega do Banco do Brasil, O. G. Rego de Carvalho, que soube do passado de Paulo Nunes, dos seus dotes de apaixonado pelas letras. O. G. Rego de Carvalho formara, com ele e outros literatos da época. o grupo que veio a chamar-se de “Meridiano”, por causa da revista do mesmo nome que editavam. O Prof. Paulo Nunes, creio que em virtude de sua função no Ministério da Educação, morava em Brasília. E outros da sua geração, como H. Dobal e Raimundo Santana, também haviam saído do Piauí para outros lares.  Então, nós, “os novos”, eu, Hardi Filho, Herculano Moraes e Tarciso Prado fizemos o nosso movimento cultural, criando o CLIP (Circulo Literário Piauiense). E logo depois viria, do interior, o Cineas Santos, que começava a aliciar os “mais novos”. Foi assim o começo da ressurreição cultural do Piauí.

Mestre Paulo Nunes

Mais, sem muita demora, chegava o Prof. Paulo Nunes, de volta ao Piauí. E imediatamente colocou a si a tarefar de avivar o Conselho Estadual de Cultura, órgão cultural que já existia, mas não funcionava. Reconhecendo o valor de Paulo Nunes, que, de Brasília, já vinha lutando pela criação da Universidade Federal do Piauí, o Governo do Estado o chamou para a Secretária de Cultura do Estado, que acabava de ser criada. Naquele momento, os “clipianos” e os “mais novos” já levantavam a voz (não obstante a terrível ditatura de 1964). Surpreendi-me, certo dia em que Paulo Nunes me convidou para fazer parte do Conselho Estadual de Cultura como membro-suplente. Com a sua atilada capacidade de descobrir as pessoas mais capazes e influentes na área da cultura, começava a chamá-los para o seu trabalho, os literatos e artistas. Lembro-me também da primeira vez que eu fora a Brasília. E ele, Paulo Nunes, foi ao hotel onde eu e D. Mécia nos hospedamos e convidou-nos e nos levou para um jantar em seu apartamento.

Na verdade, eu aceitei os seus convites porque sentia o valor de Paulo Nunes. E o seu chamado passou a ser era uma ordem para mim.  Depois de algum tempo me tornei um membro efetivo do CEC-PI, onde ele me incumbia de muitas tarefas. No Conselho, tive os melhores dias de minha vida literária, sempre apoiado por ele. Assim também apoiava os outros membros. Paulo Nunes foi um homem de inclusão do que era necessário, do que valia a pena. Sua palavra era ouvida com satisfação, como de um mestre, o que foi em toda sua vida, onde quer que estivesse.

Para mostrar que minha opinião sobre Paulo Nunes é ampla, acrescento o depoimento do jornalista Roberto Carvalho da Costa, de Brasília, após o anúncio do panegírico pela na Academia Piauiense de Letras:

“Se eu estivesse em Teresina, com certeza iria à solenidade. Sempre nossas conversas foram momentos de muito proveito. Ele dizia: Roberto, você é bem informado e informativo. Sabia que nós, os experientes, somos de mais conhecimento. Nunca discorde desta verdade…  Ele era profundo conhecedor não só da literatura brasileira, mas também da portuguesa. Tinha predileção por Júlio Diniz, Eça de Queiroz, Gil Vicente, Antero de Quental e outros.  Paulo Nunes será sempre lembrado e querido”.

Confirmamos que era ele um grande leitor das melhores obras da literatura brasileira e da de Portugal. Comentava com facilidade as obras de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Jorge Amado e tantos mais, que seria impossível citar, além dos clássicos universais. Apraz-nos citar Gustavo Flaubert, Marcel Proust, Dostoiévski, Tolstói e Gabriel García Marques, os nomes mais frequentes de suas conversas. Assim, em artigos simples, comentava, com maestria, os famosos acima mencionados, entre outros. Também, em alguns momentos, escrevia sobre os nossos piauienses, que não eram muitos, mas com precisão e clareza. Falava sobre Alceu de Amoroso Lima e muitos outros críticos e historiadores da educação e da literatura brasileira, como se estivesse conversando com ele. Sua memória era fabulosa e trazia a beleza da frase e a precisão do conteúdo. E jamais esquecia os momentos importantes das letras do Brasil e do exterior.

Para resumir, Paulo Nunes nos deixa a imagem viva de uma grande figura humana e de escritor.  A comprovação do que digo, certamente será encontrada na leitura de seus livros editados pela Academia Piauiense de Letras, além do que ficou nos jornais e sobretudo na “Revista Presença”, órgão do Conselho Estadual de Cultura.

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*Francisco Miguel de Moura, membro da Academia Piauiense de Letras, poeta e escritor. Matéria escrita em Teresina-PI, em  09/09/02/2022.

APL presta homenagem à memória de Paulo Nunes

A sessão da APL em homenagem a Paulo Nunes

A Academia Piauiense de Letras se reuniu ontem (26/02), em Sessão Solene, para o Panegírico do acadêmico M. Paulo Nunes, falecido em 14 de outubro do ano passado.

A oração da saudade foi proferida pelo acadêmico Wilson Nunes Brandão, que exaltou a figura humana e intelectual do professor Paulo Nunes e destacou sua contribuição à cultura e à educação.

O agradecimento foi feito pelo advogado Paulo Neiva Nunes, filho do homenageado.

Participaram da sessão, realizada no formato virtual e conduzida pelo presidente da APL, Zózimo Tavares, os acadêmicos: Dilson Lages, Elmar Carvalho, Felipe Mendes, Fides Angélica, Fonseca Neto, Francisco Miguel de Moura, Itamar Costa, Jonathas Nunes, Luiz Ayrton Santos Júnior, Moisés Reis, Nelson Nery, Oton Lustosa, Pedro da Silva Ribeiro, Plínio da Silva Macêdo, Reginaldo Miranda e Socorro Rios Magalhães, além do acadêmico eleito Carlos Evandro Martins Eulálio.

A sessão foi transmitida pela TV APL, o canal da Academia  no YouTube. Veja o LINK:

https://www.youtube.com/watch?v=NKKb2sy1asQ

Academia homenageia a memória de Nildomar da Silveira Soares

Panegírico de Nildomar da Silveira Soares na APL.

A Academia Piauiense de Letras realizou sessão solene, ontem (19/02), para reverenciar a memória do acadêmico Nildomar da Silveira Soares, último ocupante da Cadeira 22 e falecido em 22 de agosto do ano passado.

A Oração da Saudade foi proferida pelo acadêmico Oton Lustosa, que discorreu sobre a trajetória profissional e acadêmica do homenageado.

Ele lembrou que Nildomar foi advogado do Banco do Brasil, presidente da OAB-PI, assistente jurídico da Prefeitura de Teresina e do Governo do Estado e desembargador, além de professor universitário.

O orador citou também as obras publicadas pelo homenageado, destacando entre elas o “Livro do Centenário”, sobre os 100 anos da Academia Piauiense de Letras, lançado em 2017, e “Retalhos da Memória”, publicado no ano passado, cinco meses antes do falecimento do autor.

O advogado Sérgio Wilson da Silveira agradeceu a homenagem, em nome da família. Ele destacou a dedicação de seu pai à Academia, onde se sentia bem, pelo acolhimento fraterno que recebia.

A sessão virtual da APL, presidida pelo acadêmico Zózimo Tavares, foi transmitida pelo canal da Academia no YouTube.

Participaram do panegírico de Nildomar da Slveira Soares os acadêmicos Dagoberto Carvalho, Fonseca Neto, Elmar Carvalho, Felipe Mendes, Fides Angélica, Itamar Costa, Jonathas Nunes, Moisés Reis, Nelson Nery, Oton Lustosa, Plínio Macêdo e Socorro Rios Magalhães, além do acadêmico eleito Carlos Evandro Martins Eulálio.

Veja a sessão da APL em homenagem a Nildomar da Silveira Soares: 

https://www.youtube.com/watch?v=xKV8mulkb1s

Fides Angélica é homenageada no Ceará

A professora e acadêmica Fides Angélica Ommati foi homenageada hoje (18/10) na abertura do XXVIII Fórum de Debates Sobre Direito Público.

Ela foi escolhida como presidente de honra do evento, promovido pelo Centro de Estudos e Treinamento da Procuradoria do Estado do Ceará, com o apoio do Instituto Brasileiro de Direitos Humanos.

Na cerimônia de abertura, realizado no formato virtual, houve a entrega da Medalha Paulo Bonavides ao juiz federal Alcides Saldanha Lima.

Em seguida, o procurador geral do Estado do Ceará, Juvêncio Vasconcelos Viana, doutor em Direito, proferiu uma conferência sobre “A Moderna Tutela Executiva”.

O magistrado Emílio Medeiros Viana, doutor em Direito, proferiu a conferência seguinte, sobre “Ordem Judicial para dispensação de Medicamentos”.

Fides Angélica é a secretária geral da Academia Piauiense de Letras e presidente da Academia Piauiense de Letras Jurídicas.

É professora universitária aposentada, foi procuradora geral do Estado e presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Piauí.

APL suspende a sessão deste sábado

Bandeira da APL hasteada a meio-mastro.

A Academia Piauiense de Letras suspendeu a sessão deste sábado, na qual faria homenagem à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Piauí, na celebração dos 50 anos da UFPI.

A APL está de luto pelo falecimento dos acadêmicos M. Paulo Nunes (96 anos) e Wilson Carvalho Gonçalves (98 anos), falecidos, respectivamente, na quinta-feira passada (dia 14) e ontem (15).

A Bandeira da Academia está hasteada a meio-mastro, em sinal de luto pela partida dos dois acadêmicos.

A Sessão Especial da APL dedicada à Faculdade de Medina do Piauí será realizada no próximo sábado, dia 23.

O conferencista será o professor e acadêmico Anfrísio Lobão, médico e ex-reitor da Universidade Federal do Piauí.

A palavra de agradecimento da homenagem será proferida pelo professor Viriato Campelo, médico e vice-reitor da UFPI.

Faculdade de Odontologia da UFPI formou mais de 2.000 profissionais

A Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Piauí já formou mais de 2.000 cirurgiões-dentistas, em 109 turmas que colaram grau desde a sua implantação.

Esta foi uma das informações dadas pelo acadêmico Plinio Macêdo na palestra “Faculdade de Odontologia-UFPI: 60 anos”.

A palestra foi proferida no sábado passado (18/09), em sessão especial da Academia Piauiense de Letras dedicada à Faculdade de Odontologia, como parte das celebrações do cinquentenário da UFPI.

O acadêmico Plínio Macêdo, que é professor do curso de Odontologia, fez a oração em nome da APL.

Ele apresentou um panorama da saúde bucal no mundo e falou sobre a chegada do Curso de Odontologia no Brasil.

Na segunda parte de seu discurso, ele se deteve na história da Faculdade de Odontologia, a terceira escola de ensino superior do Piauí.

Foi uma das cinco faculdades que deram origem à UFPI.

Presenças

A sessão especial da APL, realizada no formato virtual, foi presidida pelo acadêmico Zózimo Tavares e contou com a presença do reitor Gildásio Guedes e do presidente do Conselho Estadual de Cultura, acadêmico e professor Nelson Nery.

O professor Wagner Moura, titular da Faculdade de Odontologia, agradeceu a homenagem em nome da UFPI, por indicação do reitor.

Participaram da sessão os acadêmicos Anfrísio Lobão, Elmar Carvalho, Fonseca Neto, Fides Angélica, Jonathas Nunes e Moisés Reis.

UFPI presente

Também participaram da sessão os professores Luís Carlos Sales, pró-reitor de Planejamento; Arquimedes Cardoso, diretor do Centro de Ciências da Saúde e representante do vice-reitor Viriato Campelo; Carla Leite, vice-diretora do CCS e professora de Odontologia; Guilherme Pompeu; Regina Ferraz Mendes; Carmén Milena, Karka Cováris, coordenadora do Curso de Odontologia, e Otacílio Batista Neto, além do jornalista e professor Fenelon Rocha, superintendente de Comunicação da UFPI.

A sessão foi transmitida pela TV APL, o canal da Academia no YouTube:

APL homenageia o Teatro 4 de Setembro

A Academia Piauiense de Letras realiza neste sábado, às 10h30, Sessão Especial em homenagem ao Theatro 4 de Setembro, que aniversaria hoje.

Durante a sessão, o dramaturgo e escritor Ací Campelo vai proferir a palestra “Theatro 4 de Setembro: 127 anos de história”.

Aci Campelo é escritor, dramaturgo, diretor de Teatro e produtor cultural. Tem formação superior em Educação Artística- Artes Cênicas e pós- graduação em História Sociocultural, pela UFPI.

Tem curso de gestão cultural pela Fundação Getúlio Vargas/Ministério da Cultura-Rio de Janeiro, e pela Escola Nacional de Aprendizagem Pública, Brasília.

Também tem curso de encenação teatral pela Fundação Nacional de Arte, Rio de Janeiro.

Dirigiu o Theatro 4 de Setembro e a Escola de Teatro Gomes Campos.

Foi diretor da Fundação Monsenhor Chaves.

Pertenceu ao Conselho Estadual de Cultura e foi presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Teresina.

Ganhou duas vezes o prêmio de dramaturgia Jonatas Batista da Secul-Pi.

Autor dos textos teatrais “A Batalha do Jenipapo”, Os Salvados”, “A Menina e o Boizinho”, entre outros.

Com o livro História do Teatro Piauiense, ganhou o prêmio Clio de História, da Academia Paulistana de História.

O evento será transmitido pela TV APL, Canal da Academia no YouTube, no LINK:

  Crônica para Nildomar

                                                                                                                                                                                                Humberto Guimarães (*)

Foi por volta de um pouco mais de duas décadas, o que significa no século passado, que eu o conheci – sem saber da sua identidade, do seu perfil físico, do seu semblante, da sua sombra; sabia apenas isto: que era um ente humano no sentido maior da raridade do que deveria ser frequente nos indivíduos do reino animália que falam, que pensam e que odeiam ser chamados de primatas, embora sendo; era o benfeitor invisível de alguém que necessitava de tratamento especializado para o estado combalido da saúde. A consulta era paga, a medicação era cara, tinha que ser mesmo a melhor, e o que é melhor é caro. Foi um tratamento demorado e custoso.

Um certo dia, anos à frente, começo de século novo, o já ex-cliente procurou-me, disse que queria fazer-me um pedido: queria meu voto. Eu ri, perguntei-lhe se ele iria candidatar-se a vereador, respondeu que não era para ele, era para o Dr. Nildomar da Silveira Soares, que se inscrevera na vaga do Dr. Gerardo Vasconcelos. Era o ano dois mil. Eu fui à APL conferir, tomei conhecimento, não tive dúvida, votei.

Eleito, Nildomar tomou posse da titularidade da cadeira 22 no dia 27 de setembro do ano 2000, tornamo-nos amigos, conversamos bastante quando das reuniões aos sábados, falamos um pouco das nossas biografias, eu lhe disse ter estudado no Ginásio Leão XIII, turma de 1960 a 1964, ele disse ah, então foste colega do meu cunhado Pedro. Sim, fui, ele era um cara engraçado, contador de piadas e gostava muito de rir; uma companhia agradabilíssima, ninguém ficava de cara fechada em sua presença. O que é feito dele? Ele já morreu, coitado, ainda muito novo – e disse da enfermidade e onde foi que o Pedro morreu.

E foi assim que conheci o desembargador Nildomar da Silveira Soares, um homem de estatura brevilínea, cabeça braquicéfala, semblante aberto pela satisfação de viver; simples, jamais simplório; humilde na aparência, econômico nas palavras, emitindo mensagens com boa síntese do pensamento; não recuava de tarefas que requeriam minuciosas pesquisas em alfarrábios. Jamais o vi antepor uma dificuldade, mesmo tendo seus quefazeres no tribunal – e surpreendia pela perfeição do trabalho, fosse um parecer jurídico, fosse uma realização enciclopédica, o que fosse; fazia-o com a mesma singela grandeza. Nunca lhe vislumbrei ares de vaidade ou lordóticas poses – nem no discurso, nem no gesto; e o seu silêncio à mesa das reuniões, entretanto, surpreendia pela tenacidade da atenção de começo a fim, sem o pestanejo do famoso cochilo acadêmico, sendo ele um verdadeiro acadêmico. Conviveu conosco desde o dia da posse até… 22 de agosto de 2021, e deixou a lembrança e os sinais de sua passagem na história desta casa.

Do que mais gostei no seu discurso de posse, foi da defesa da língua portuguesa, que está a cada dia sendo estuprada por uma enxurrada de palavras-clichês, locuções, lugares-comuns, estereótipos, maneirismos, corruptelas ou gírias estrangeiras. Não se trata de xenofobia; o problema é que chegam, assumem o lugar da nossa e permanecem absolutas com a maior cara-de-pau: aí estão as lives que escorraçaram as palestras, aulas ou conferências; as deliverys ou deliveres (que lembram a délivrace francesa dirigida à expulsão da placenta e anexos após o parto propriamente dito, e a livrança portuguesa do livrar-se ou ver-se livre) que expulsaram as entregas em domicílio; os drive thrus americanos (corruptela ou malformação da palavra throug)ou drive-ins aplicada na Europa estendendo o sentido para outros serviços além das comidas recebidas através do carro e por aí vai, enquanto as nossas se atrofiam e desaparecem por falta de uso. Estas coisas lembram-me as abelhas italianas e as africanas que invadiram a nossa flora, mataram as nossas abelhas nativas e se impuseram com rainha, zangão e tudo.

Nildomar, naquele discurso, reavivou a batalha inacabada do professor A.Tito Filho, e foi depois dele que eu mandei fazer um quadro grande com o soneto de Olavo Bilac, Língua Portuguesa, que doei à nossa Academia.

Mas, voltando ao ex-paciente que me apareceu para pedir voto para Nildomar, na eleição acadêmica, citado no começo destas linhas: “Você é amigo dele?” – perguntei. “Sou, doutor, ele é que pagou meu tratamento”.

Era este o Nildomar da Silveira Soares que admirávamos e que acabamos de perder!

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(*) Psiquiatra e membro da Academia Piauiense de Letras, onde ocupa a Cadeira 7.

Academia relembra a história da FAFI

A FAFI funcionou neste prédio, na Praça Saraiva.

A história da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí será lembrada neste sábado (21/08) em sessão especial da Academia Piauiense de Letras.

Durante o evento, o professor e acadêmico Pedro S. Ribeiro vai proferir a palestra “FAFI: Vivências e Memórias”.

O acadêmico foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia, criada pelo arcebispo metropolitano de Teresina, dom Avelar Brandão Vilela, e instalada oficialmente em 1958.

50 anos da UFPI

O presidente da APL, Zózimo Tavares, informou que a Academia vem realizando sessões especiais para homenagear as faculdades que contribuíram para a criação da Universidade Federal do Piauí.

“A FAFI foi um desses pilares, juntamente com a Faculdade de Direito, já homenageada pela APL. Vamos homenagear ainda as Faculdades de Odontologia, Medicina e Administração, que são as fundadoras da UFPI”, adiantou.

Com esses eventos, a Academia Piauiense de Letras está celebrando os 50 anos de criação da UFPI.

A sessão deste sábado está marcada para as 10h e será realizada no formato virtual, com transmissão pelo Canal da APL no YouTube.