APL faz Ciclo de Conferências do Bicentenário

A Academia Piauiense de Letras realizou, sexta-feira (16) e ontem (17), o Ciclo de Conferências da Independência.

Com o título O Piauí e a Independência do Brasil – Conferências do Bicentenário, o evento ofereceu quatro palestras de especialistas sobre o tema.

Na sexta-feira (16), abrindo o programa, o escritor Reginaldo Miranda, ex-presidente da APL, ministrou a conferência A Guerra da Independência e a Unidade Nacional.

A seguir, a historiadora Teresina Queiroz, professora da UFPI e integrante da APL, proferiu a conferência 24 de janeiro de 1823: nomes, eventos e significados na História da Independência do Brasil.

No sábado (17/09), o evento teve prosseguimento com a conferência “Morra, é corcunda!”: a onda de saques em Campo Maior na Independência do Piauí., ministrada pelo professor João Paulo Peixoto Costa.

A última conferência do evento, intitulada 19 de Outubro – Projetos de Independência, foi proferida pelo historiador Fonseca Neto, professor da UFPI e membro da Academia Piauiense de Letras.

O evento foi coordenador pelo escritor e acadêmico Elmar Carvalho. Segundo o presidente da APL, Zózimo Tavares, foi mais uma ação da Academia para celebrar os 200 anos da Independência.

As palestras podem ser vistas no Canal da APL no YouTube.

Ele lembrou que em 5 de setembro a APL participou de um evento realizado conjuntamente pelo Governo do Estado e o Conselho Estadual de Cultura.

Nesse evento, foi aberta a exposição Pioneiras, homenageando mulheres piauienses, e lançados três livros da Coleção Bicentenário, todos eles tratando das lutas pela Independência no Piauí.

Acadêmica Teresinha Queiroz
Acadêmico Reginaldo Miranda
Professor João Paulo
Acadêmico Fonseca Neto
Acadêmico Elmar Carvalho fala sobre o evento.

Piauí celebra os 200 anos da Independência

Três atos realizados no Palácio de Karnak marcaram a cerimônia de abertura das celebrações dos 200 anos da Independência no Piauí, nesta segunda-feira (5/9).

O primeiro foi o lançamento de três livros da Coleção Bicentenário, organizada pelo Governo do Estado, através das Secretarias de Cultura e da Educação, pelo Conselho Estadual de Cultura e pela Academia Piauiense de Letras.

Os livros que inauguram a coleção são: “Memória Cronológica, Histórica e Corográfica da Província do Piauí”, de Pereira da Costa; “A Guerra do Fidié”, de Abdias Neves, e “A Contribuição do Piauí na Guerra do Paraguai”, com textos de Anísio Brito, Monsenhor Chaves, Nelson Nery, Odilon Nunes e Reginaldo Miranda organizados pelo acadêmico Felipe Mendes.

Outros cinco volumes da coleção serão publicados até o final do ano.

A governadora Regina Sousa lembrou que no Piauí as comemorações da Independência seguirão até março de 2023.

Exposição

A seguir, foi aberta a exposição ‘Pioneiras’, homenageando a força e representatividade da mulher piauiense.

A Academia Piauiense de Letras está representada por três das 29 homenageadas: Luiza Amélia de Queiroz, Fides Angélica e Niéde Guidon.

Com a curadoria da coordenadora do Centro Cultural M. Paulo Nunes, Poliana Sepúlveda, a exposição é uma viagem abrangente pela experiência feminina nos séculos XIX a XXI, enaltecendo ícones das mais distintas áreas no Estado. 

Cidade cenográfica

Por fim, foi instalada nos jardins do Palácio de Karnak uma cidade cenográfica, com a representação das vilas e cidades que constituíam o Piauí na época das lutas pela Independência.

As exposições estão abertas à visitação pública até outubro, quando deverão ser deslocadas para outros espaços.

Governadora Regina Sousa preside cerimônia pelo bicentenário da Independência
Judoca Sarah Menezes fala em nome das homenageadas
Governadora Regina Sousa, uma das homenageadas na exposição Pioneiras.
Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery, fala sobre exposição.
Acadêmico Felipe Mendes, organizador de livro sobre os 200 anos da Independência.
Presidente da APL, Zózimo Tavares, fala sobre a Coleção Bicentenário.
Cidade cenográfica montada nos jardins do Palácio de Karnak.

Piauí lança livros sobre a Independência

“Contribuição do Piauí na Guerra do Paraguai” é um dos livros que serão lançados na segunda-feira (5/09), às 11h, no Palácio de Karnak, nas celebrações dos 200 anos da Independência.

A obra foi organizada pelo professor e acadêmico Felipe Mendes e reúne textos de Anísio Brito, Monsenhor Chaves, Nelson Nery, Odilon Nunes e Reginaldo Miranda.

Também serão lançadas na ocasião as obras Memória Cronológica, Histórica e Corográfica da Província do Piauí e A Guerra do Fidié, da Coleção Bicentenário, organizada pelo Governo do Estado, através das Secretarias de Cultura e da Educação; do Conselho Estadual de Cultura, da Academia Piauiense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.

Outros volumes da Coleção Bicentenário serão publicados e lançados até o final do ano, segundo o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Nelson Nery, que coordena a coleção.

Teresina recebe o poeta Antonio Cicero, da ABL

O filósofo e poeta Antonio Cicero, da Academia Brasileira de Letras, fará palestra na Academia Piauiense de Letras na próxima segunda-feira, às 19 horas.

Ele abordará o tema “O percurso filosófico do verso”, através do qual contará a sua trajetória literária.

O acadêmico é o homenageado da I Caminhada Literária de Teresina, que será realizada na terça-feira (16) à tarde, no Parque da Cidadania, pela Academia Teresinense de Letras, com o apoio da APL.

O filósofo

Antonio Cicero Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de outubro de 1945. É compositor, poeta, crítico literário, filósofo e escritor.

É filho dos piauienses Amélia Correia Lima e Ewaldo Correia Lima. Seu pai foi um dos intelectuais fundadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), tendo sido também diretor do BNDE durante o governo JK.

Antonio Cicero fez seus estudos secundários nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, começa a cursar filosofia na PUC do Rio de Janeiro e, depois, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Concluiu o curso na Universidade de Londres.

O poeta

Antonio Cicero escreve poesia desde jovem, mas seus poemas só apareceram para o grande público quando sua irmã, a cantora e compositora Marina Lima, musicou um deles.

A partir desse momento, passou a escrever, além de poemas para serem lidos, letras para as melodias que sua irmã – e, depois, outros parceiros – lhe enviavam.

Produziu, então, várias letras de canções como, por exemplo, as de FullgásPra começar e À francesa – as duas primeiras em parceria com sua irmã, e a última com Cláudio Zoli.

A partir de então, Cicero tornar-se-ia um dos mais próximos parceiros de Marina. Entre outras parcerias, destacam-se aquelas com Waly Salomão, João Bosco, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos (co-autor, junto com Antonio Cicero e Sérgio Souza, do hit O Último Romântico, de 1984).

Em 1996, lançou o livro de poemas Guardar, vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira na categoria estreante. Lançou também um CD em 1996, Antonio Cicero por Antonio Cicero, onde recita seus poemas.

Poema premiado

Em 2001, seu poema “Guardar” foi incluído na antologia Os cem melhores poemas brasileiros do século, organizada por Ítalo Moriconi.

Em 2005, lançou o livro de ensaios filosóficos Finalidades sem fim, que foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria “Teoria / Crítica literária”.

Em 2017, o escritor Antonio Cicero foi eleito para a cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o crítico e ex-ministro Eduardo Portella.

(Com informações da ABL)

 

Presidente do Supremo faz palestra no TCE-PI

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, proferiu ontem (05/08), em Teresina, a palestra de abertura do programa de comemorações dos 123 anos do Tribunal de Contas do Estado.

Sob o título “Os Tribunais de Contas e o STF: Eficiência, Controle e Accountability”, a palestra destacou a relevância institucional do TCE como órgão de controle e de busca da eficácia da gestão pública.

A palestra do presidente do Supremo foi assistida por autoridades, membros e servidores do Tribunal de Contas e outros convidados.

Homenagem

Na oportunidade, o ministro foi agraciado com a Outorga da Medalha do Mérito Conselheiro Jesualdo Cavalcanti, pelos relevantes serviços prestados à causa do controle externo e da administração pública.

A sessão foi conduzida pela presidente do TCE-PI, conselheira Lilian Martins, que classificou como ímpar a visita do presidente da Suprema Corte ao Piauí.

A Academia Piauiense de Letras foi representada no evento pelo seu presidente, Zózimo Tavares.

Ministro Luiz Fux no Piauí/Imagens: TCE
Presidente do Supremo recebe homenagem no TCE-PI

APL sugere edital específico para obras de autores piauienses

A Academia Piauiense de Letras encaminhou ofício à Secretaria Estadual de Educação sugerindo edital específico para a aquisição de obras de autores piauienses.

O presidente da APL, Zózimo Tavares, informou que em janeiro deste ano a Seduc lançou edital para aquisição de livros didáticos e paradidáticos para compor o acervo das bibliotecas e salas de leitura da rede estadual de ensino, incluindo obras da Literatura Piauiense.

Conforme o edital, a lista das obras recomendas sairia no final de fevereiro, após avaliação técnica da equipe da Secretaria de Educação do Estado.

Em função da elevada quantidade de títulos apresentados, a divulgação do resultado já foi adiada quatro vezes.

Mais de 3 mil títulos foram inscritos, em sua esmagadora maioria por grandes editoras que vendem livros didáticos para todo o país.

A seleção dos livros , através de chamada pública, ocorre em etapa diferente e separada do processo licitatório para compra.

Daí, a Academia sugeriu o edital específico para a aquisição de obras de autores piauienses, com o objetivo de dar maior celeridade e transparência ao processo.

Ofício da APL dirigido à Secretaria Estadual de Educação.

Acadêmico lança no Salipi o livro mais pesquisado sobre o Piauí

O livro “Economia e Desenvolvimento do Piauí”, lançado em segunda edição no 20º Salão do Livro do Piauí (Salipi), é o mais citado nas pesquisas bibliográficas sobre o Estado.

O autor da obra é o economista, professor e acadêmico Felipe Mendes, que fez a apresentação do livro no Bate-Papo Literário do Salipi, seguida de debate.

O livro foi publicado pela Editora da Universidade Federal do Piauí (EDUFPI), através de convênio com a Academia Piauiense de Letras.

A primeira edição saiu em 2003 e foi publicada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

A nova edição é revista e atualizada.

O livro

O livro se divide em quatro partes. Na primeira, o autor aborda a questão da economia do Piauí, com foco nos fatores de produção e no sistema produtivo.

Na segunda parte, cuida das limitações e possibilidades de desenvolvimento do Piauí.

Já na terceira parte, seu foco é a política e o desenvolvimento recente (1950-2002).

Neste ponto, apresenta as conclusões da primeira e da segunda edições, estabelecendo um comparativo entre ambas.

Por fim, a quarta parte traz as referências bibliográficas, os dados estatísticos e outros documentos distribuídos ao longo das 480 páginas do livro, que pode ser adquirido na Livraria da UFPI, no Espaço Rosa dos Ventos, Campus da Ininga.

A capa do livro do acadêmico Felipe Mendes.

 

Livro conta a história da terra no Piauí

Terras: domínio e servidão, um dos livros lançados por membros da Academia Piauiense no 20º Salão do Livro do Piauí, trata da fundação historiográfica integrante do Relatório sobre o Acervo dos Registros Históricos de Gestão e Cadastros Fundiários do Piauí.

O livro é de autoria do historiador, professor, advogado e acadêmico Fonseca Neto e foi publicado pela editora Nova Aliança.

A obra destina-se, especialmente, aos interessados na história da luta social pela posse da terra nos sertões do Piauí.

O lançamento foi feito no Bate-Papo Literário do Salipi, seguido de debate com o autor.

Três séculos de história

A obra está dividida em quatro capítulos: 1) O desterro dos povos originários; 2) Sesmarias: terras virgens, terras de lavrar; 3) Condado de Oeiras, inventário de possuidores; e 4) Sinais do domínio: das marcas no chão ao punho dos escribas.

Segundo Fonseca Neto, o livro “é uma contribuição, entre outras, com vistas ao conhecimento de mais de três séculos e meio de fixação do quadro-territorial-fundiário na bacia do rio Punaré, chamado depois, e até hoje, de rio Parnaíba”.

Capa do livro do acadêmico Fonseca Neto lançado no Salipi 22.

 

 

APL e SEPLAN lançam mais 5 livros sobre o Piauí

Mais cinco volumes da Coleção Pensamento Piauiense foram lançados pela Academia Piauiense de Letras e a Secretaria Estadual de Planejamento/Fundação Cepro.

O lançamento das obras ocorreu no sábado passado (21/05), no auditório da APL, com a presença da secretária de Planejamento, Rejane Tavares, e da superintendente da Fundação Cepro, Liége Moura.

Também se fizeram presentes o vice-reitor da UFPI, Viriato Campelo, e Aarão Santana, filho do professor e acadêmico R. N. Monteiro de Santana, entre outros convidados.

O professor e acadêmico Felipe Mendes, economista e ex-secretário de Planejamento, fez a apresentação de seu livro Políticas Públicas para o Desenvolvimento do Piauí: 1975-1986.

A secretária Rejane Tavares destacou a importância dos livros lançados e do convênio da Seplan com a APL, enfatizando que através dele são publicadas obras de alto valor técnico a baixo custo.

O acadêmico Nelson Nery, coordenador do projeto na APL, apresentou os livros Propriedade Territorial do Piauí e Outros escritos, de Simplício de Sousa Mendes; Integração Nacional da Economia Brasileira e Transamazônica: Desenvolvimento Urbano e Rural e Espaço e Planejamento Regional, de R. N. Monteiro de Santana; e Aspectos do Piauí: Formação Territorial, Composição Ética, Valores Econômicos, Organização Política, de Abdias Neves.

As obras foram editadas nos últimos dois anos, durante o período da Pandemia da Covid-19 e, segundo o presidente da APL, Zózimo Tavares, integram o programa de retomada dos lançamentos de livros da Academia.

APL divulga pesquisa pioneira sobre leitura no Piauí

A Academia Piauiense de Letras e o Instituto Amostragem divulgaram hoje (22/04) a pesquisa sobre hábitos de leitura dos piauienses.

O questionário da pesquisa foi aplicado no período de 24 a 28 de fevereiro do ano em curso, com um total de 2.000 entrevistas com homens e mulheres com 16 anos ou mais, residentes nas zonas urbana e rural dos 90 dos maiores municípios piauienses.

A amostra estatística apresenta um nível de confiança de 95% e margem de erro de até 2,19%, para mais ou para menos.

A pesquisa pioneira e foi realizada com o objetivo de se ter melhor conhecimento do assunto e, em consequência, oferecer sugestões de políticas públicas de incentivo à edição e divulgação de livros de autores piauienses, ou de temática sobre o Estado.

Os resultados

A pesquisa identificou que 27,9% das pessoas entrevistadas afirmaram ter o hábito de leitura, o que resulta em um público estimado de 687.938 leitores com idade de 16 anos e mais.

O coordenador da pesquisa na APL, economista, professor e acadêmico Felipe Mendes, destacou que esse é um número muito pequeno, inferior a um terço da população piauiense nas faixas etárias pesquisadas.

Mulheres leem mais

Entre as mulheres, o hábito é maior (30,2%) do que entre os homens (25,4%). Curiosamente, o hábito decresce com a idade, pois atinge 41,4% na faixa de 16 a 24 anos, 34,9% na faixa de 25 a 34 anos, 27,0% na faixa de 35 a 44 anos, 22,5% na faixa de 45 a 59 anos, e de 18,4% na faixa de 60 anos e mais.

Instrução

Ao contrário, como é de se esperar, o hábito aumenta na medida do grau de instrução: 4,8% para quem apenas lê e escreve; 16,7% entre os que têm ensino fundamental incompleto ou completo; 36,0% entre os que possuem ensino médio incompleto ou completo; de 61,2% entre os que possuem o ensino superior incompleto; e 62,1% entre os que têm ensino superior completo.

Renda

Também como esperado, o hábito de leitura cresce em razão da renda familiar dos entrevistados: 26,7% para quem tem renda até R$1.212,00; 23,0% para a faixa de R$1.212,01 a R$2.424,00; 34,9% para a faixa de R$2.424,01 a 6.060,00; 41,9% para a faixa de R$6.060,01 a 12.120,00; e de 58,3% para a faixa de mais de R$12.120,00.

O hábito de leitura está mais presente entre os moradores da zona urbana (32,0%) do que os da zona rural (19,3%), o que é igualmente um resultado esperado.

A divulgação

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Amostragem com apoio do Grupo Meio Norte de Comunicação, que patrocinou o levantamento.

Os dados foram divulgados no Salão da Galeria dos Acadêmicos, com a presença do presidente da APL, Zózimo Tavares, acadêmicos e convidados, entre eles o presidente da recém-criada Associação Piauiense de Editoras, Leonardo Dias; o diretor da Editora da UFPI, professor Cleber de Deus; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, professor e acadêmico Fonseca Neto; e a professora Jasmine Malta, que ministra a disciplina de Literatura Piauiense na Universidade Federal do Piauí.