APL e SEPLAN lançam mais 5 livros sobre o Piauí

Mais cinco volumes da Coleção Pensamento Piauiense foram lançados pela Academia Piauiense de Letras e a Secretaria Estadual de Planejamento/Fundação Cepro.

O lançamento das obras ocorreu no sábado passado (21/05), no auditório da APL, com a presença da secretária de Planejamento, Rejane Tavares, e da superintendente da Fundação Cepro, Liége Moura.

Também se fizeram presentes o vice-reitor da UFPI, Viriato Campelo, e Aarão Santana, filho do professor e acadêmico R. N. Monteiro de Santana, entre outros convidados.

O professor e acadêmico Felipe Mendes, economista e ex-secretário de Planejamento, fez a apresentação de seu livro Políticas Públicas para o Desenvolvimento do Piauí: 1975-1986.

A secretária Rejane Tavares destacou a importância dos livros lançados e do convênio da Seplan com a APL, enfatizando que através dele são publicadas obras de alto valor técnico a baixo custo.

O acadêmico Nelson Nery, coordenador do projeto na APL, apresentou os livros Propriedade Territorial do Piauí e Outros escritos, de Simplício de Sousa Mendes; Integração Nacional da Economia Brasileira e Transamazônica: Desenvolvimento Urbano e Rural e Espaço e Planejamento Regional, de R. N. Monteiro de Santana; e Aspectos do Piauí: Formação Territorial, Composição Ética, Valores Econômicos, Organização Política, de Abdias Neves.

As obras foram editadas nos últimos dois anos, durante o período da Pandemia da Covid-19 e, segundo o presidente da APL, Zózimo Tavares, integram o programa de retomada dos lançamentos de livros da Academia.

APL divulga pesquisa pioneira sobre leitura no Piauí

A Academia Piauiense de Letras e o Instituto Amostragem divulgaram hoje (22/04) a pesquisa sobre hábitos de leitura dos piauienses.

O questionário da pesquisa foi aplicado no período de 24 a 28 de fevereiro do ano em curso, com um total de 2.000 entrevistas com homens e mulheres com 16 anos ou mais, residentes nas zonas urbana e rural dos 90 dos maiores municípios piauienses.

A amostra estatística apresenta um nível de confiança de 95% e margem de erro de até 2,19%, para mais ou para menos.

A pesquisa pioneira e foi realizada com o objetivo de se ter melhor conhecimento do assunto e, em consequência, oferecer sugestões de políticas públicas de incentivo à edição e divulgação de livros de autores piauienses, ou de temática sobre o Estado.

Os resultados

A pesquisa identificou que 27,9% das pessoas entrevistadas afirmaram ter o hábito de leitura, o que resulta em um público estimado de 687.938 leitores com idade de 16 anos e mais.

O coordenador da pesquisa na APL, economista, professor e acadêmico Felipe Mendes, destacou que esse é um número muito pequeno, inferior a um terço da população piauiense nas faixas etárias pesquisadas.

Mulheres leem mais

Entre as mulheres, o hábito é maior (30,2%) do que entre os homens (25,4%). Curiosamente, o hábito decresce com a idade, pois atinge 41,4% na faixa de 16 a 24 anos, 34,9% na faixa de 25 a 34 anos, 27,0% na faixa de 35 a 44 anos, 22,5% na faixa de 45 a 59 anos, e de 18,4% na faixa de 60 anos e mais.

Instrução

Ao contrário, como é de se esperar, o hábito aumenta na medida do grau de instrução: 4,8% para quem apenas lê e escreve; 16,7% entre os que têm ensino fundamental incompleto ou completo; 36,0% entre os que possuem ensino médio incompleto ou completo; de 61,2% entre os que possuem o ensino superior incompleto; e 62,1% entre os que têm ensino superior completo.

Renda

Também como esperado, o hábito de leitura cresce em razão da renda familiar dos entrevistados: 26,7% para quem tem renda até R$1.212,00; 23,0% para a faixa de R$1.212,01 a R$2.424,00; 34,9% para a faixa de R$2.424,01 a 6.060,00; 41,9% para a faixa de R$6.060,01 a 12.120,00; e de 58,3% para a faixa de mais de R$12.120,00.

O hábito de leitura está mais presente entre os moradores da zona urbana (32,0%) do que os da zona rural (19,3%), o que é igualmente um resultado esperado.

A divulgação

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Amostragem com apoio do Grupo Meio Norte de Comunicação, que patrocinou o levantamento.

Os dados foram divulgados no Salão da Galeria dos Acadêmicos, com a presença do presidente da APL, Zózimo Tavares, acadêmicos e convidados, entre eles o presidente da recém-criada Associação Piauiense de Editoras, Leonardo Dias; o diretor da Editora da UFPI, professor Cleber de Deus; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, professor e acadêmico Fonseca Neto; e a professora Jasmine Malta, que ministra a disciplina de Literatura Piauiense na Universidade Federal do Piauí.

 

Piauí ganha o Museu das Letras

O Piauí ganhou um novo e amplo espaço cultural, o Museu das Letras, instalado na Casa Odilon Nunes, em Amarante – a 170 quilômetros ao Sul de Teresina.

O equipamento foi entregue ontem (27/03) pela vice-governador Regina Sousa, e o secretário de Cultura, Fábio Novo.

O mais novo museu do Estado segue uma tendência moderna de interação com os visitantes.

No acervo estão o quarto completo do escritor e historiador Odilon Nunes, objetos do poeta Da Costa e Silva, ambos da Academia Piauiense de Letras, e várias salas homenageando diversas manifestações da escrita piauiense.

A Sala Azul é dedicada aos poetas. O espaço dispõe ainda de salas exclusivas para os povos indígenas, com destaque para a obra de Mandu Ladino.

O espaço também conta com homenagem ao acadêmico Anfrísio Castelo Branco; Sala dos Historiadores; Sala do Ciclo do Couro, sobre a labuta do vaqueiro; Sala sobre o falar piauiense; e outra destinada aos negros.

Na montagem do acervo foi desenvolvido um trabalho que se estendeu por sete meses, com o suporte de um conselho curador, formado por representantes da Universidade Federal do Piauí, da Universidade Estadual do Piauí, da Fundação Dom Quixote e de outros segmentos da literatura.

O trabalho foi planejado, executado e coordenado pelo arquiteto e professor Paulo Vasconcelos, curador do museu.

O espaço conta, ainda, com o Café com Letras e uma pequena lojinha com obras dos autores homenageadas.

O presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, e o presidente do Conselho Estadual de Cultural, Nelson Nery Costa, participaram da inauguração do Museu das Letras.

As propostas da APL para as celebrações dos 200 anos da Independência

Reunião da Comissão dos 200 anos, no Palácio de Karnak.

 

 

A Academia Piauiense de Letras apresentou à Comissão dos 200 anos da Independência do Brasil as suas propostas para as celebrações do bicentenário no Piauí.

As sugestões foram sistematizadas pelo representante da APL na Comissão, acadêmico Felipe Mendes, depois de consulta aos colegas, e entregues na reunião realizada no último dia 3, no Palácio de Karnak, sob a presidência do secretário de Governo, Osmar Júnior, coordenador geral da Comissão.

Eis o documento com as propostas da Academia:

O Piauí ofereceu ao Brasil, com lutas e sangue derramado, duas importantes contribuições à Independência e à consolidação da grandeza nacional: a Batalha do Jenipapo, de todos conhecida, e a participação na Guerra do Paraguai, para onde foram enviados cerca de 3.500 homens. Com uma população estimada, na época, de 220.000 habitantes, o contingente representou 1,6% da população total. Poucos retornaram à terra natal.

Para ilustrar, os bravos piauienses enviados para a Guerra do Paraguai corresponderiam, atualmente, à população total dos municípios de Oeiras, Simplício Mendes e Paes Landim (cerca de 54.000 habitantes)

Em outras oportunidades, os soldados piauienses atenderam ao chamado da Pátria, e foram lutar com as Forças Expedicionárias Brasileiras, nos campos da Segunda Guerra Mundial, na Itália, ou cumpriram missões de paz organizadas pela ONU, integrando as forças de Paz no Oriente Médio (Suez), entre outras missões.

Em resumo, as sugestões da APL à Comissão dos 200 anos da Independência são:

  1. Prestar homenagem aos Heróis da Batalha do Jenipapo, em seu Monumento de Campo Maior, e definir formas apropriadas de render a gratidão do Piauí aos heróis da Guerra do Paraguai – Voluntários e Soldados – especialmente nas cidades de onde partiram contingentes, como Santa Filomena, Parnaguá, Jaicós, Teresina, Barras e Parnaíba.
  2. Em caso de ser criada uma Condecoração para celebrar os 200 anos da Independência do Brasil, e em particular a contribuição do Piauí, sugiro seja conferida apenas a Instituições que tenham sido e sejam importantes na preservação e divulgação dos feitos históricos, bem como na participação do Piauí na afirmação do Brasil como grande Nação. Para tanto, relaciono algumas dessas Instituições merecedoras de homenagem: a) Academia Piauiense de Letras, por seu conjunto da obra e pela contribuição de alguns de seus membros na pesquisa e divulgação de fatos históricos relacionados ao tema, como Abdias Neves, Hermínio Conde, Odilon Nunes, Wilson Brandão e Monsenhor Joaquim Chaves, bem assim de outros Acadêmicos que prestaram relevantes serviços ao governo federal, em funções ministeriais, como Félix Pacheco, João Paulo dos Reis Velloso, Petrônio Portella e Hugo Napoleão do Rego Neto; b) Arquivo Público do Piauí; c) Museu do Piauí; d) Fundação do Homem Americano – FUNDHAM – cujas pesquisas arqueológicas no Parque Nacional da Serra da Capivara tornaram o Piauí conhecido em todo o Mundo, inclusive com o reconhecimento do Parque, pela UNESCO, como Patrimônio da Humanidade; e e) 25º Batalhão de Caçadores, como representante das guarnições militares às quais os piauienses dedicaram seus esforços, e suas vidas, em tempos de conflito e de paz e f) IHGPi – Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
  3. Realizar eventos em cidades que se tornaram Lugares de Memória, como Parnaíba (Independência, com Simplício Dias e João Cândido, e embarque das forças militares para a Guerra do Paraguai), Piracuruca (Independência, com Leonardo Castelo Branco), Campo Maior (Batalha do Jenipapo), Oeiras (Independência, com o Brigadeiro Manoel de Souza Martins); União, Parnaguá, Santa Filomena (embarque do 2º Corpo de Voluntários da Pátria, no local denominado “Remanso do Choro”, à margem direita do rio Parnaíba), Jaicós (de onde partiu um grupo de Voluntários da Pátria, inclusive Jovita Feitosa), e ainda Barras e Teresina.
  4. Articular com Prefeituras, Universidades e entidades da sociedade civil, especialmente nas cidades mencionadas no item 3, a coparticipação em eventos e serviços definidos pela Comissão, como cursos e conferências.
  5. Editar (ou reeditar) livros, dissertações de Mestrado e teses de Doutorado pertinentes ao assunto, sob a coordenação da APL, da UFPI e da UESPI, inclusive a elaboração de texto-resumo a ser distribuído nas escolas públicas da rede estadual.
  6. Promover concursos de redação entre os estudantes da rede estadual de ensino, sobre o tema “O Piauí e os 200 anos da Independência do Brasil”, com premiação e ampla divulgação.
  7. Relacionar os monumentos históricos que mereçam serviços de conservação, inclusive os que prestam homenagem a personalidades importantes da História.
  8. Criar uma Subcomissão de Sistematização para organizar as sugestões recebidas e dar-lhes a redação final a ser apresentada ao Exmo. Sr. Governador do Estado.

                                                                                                                                    Felipe Mendes

                                                                                                                               Representante titular da APL”

 

Amostragem faz pesquisa sobre leitura no Piauí

Estatístico Batista Teles discute pesquisa sobre leitura com acadêmicos

O Instituto Amostragem está fazendo uma pesquisa sobre leitura no Piauí.

A pesquisa foi solicitada pela Academia Piauiense de Letras com o objetivo de mapear o hábito de leitura dos piauienses.

Os objetivos da pesquisa e sua metodologia foram discutidos por uma comissão de acadêmicos com o diretor do Amostragem, professor e estatístico Batista Teles, na Sala de Reuniões da Academia.

Participaram do encontro os acadêmicos Felipe Mendes (coordenador do trabalho na APL) e Elmar Carvalho, além do presidente Zózimo Tavares.

O acadêmico Dilson Lages também colaborou com a formulação do questionário.

O acadêmico Felipe Mendes, economista, professor da UFPI e ex-secretário de Planejamento, disse que se trata da primeira pesquisa do gênero no Piauí.

O resultado do estudo deve sair em fevereiro próximo.

Piauí cria Associação de Editoras

Editores se reúnem na APL para fundar associação.

A fundação da Associação Piauiense de Editoras vem sendo discutida desde o final do ano passado, em Teresina, por empresários do setor, escritores e ativistas culturais.

Três reuniões do grupo já foram realizadas na sede da Academia Piauiense de Letras com esse objetivo.

A nova associação terá, entre as suas finalidades, prestar apoio e orientação às editoras piauienses e apoiar as políticas de difusão do livro no Estado.

Participam do movimento pela criação da entidade representantes das editoras Bienal, Filadélfia, Fundação de Desenvolvimento Cultural do Piauí, Nova Aliança, Piauí Agora, Oficina da Palavra, Quimera e Quixote.

O advogado e acadêmico Nelson Nery vem dando a orientação jurídica para a criação da Associação Piauiense de Editoras.

Livro e leitura

O presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, disse que a nova entidade, além de buscar a profissionalização da atividade livreira no Piauí, nasce com o espírito de colaborar com a difusão do livro e do incentivo à leitura, o mesmo que domina a APL.

A Lei nº 10.753, conhecida como a “Lei do Livro”, de 30 de outubro de 2003 e que institui a Política Nacional do Livro, define o livro como “o meio principal e insubstituível da difusão da cultura e transmissão do conhecimento, do fomento à pesquisa social e científica, da conservação do patrimônio nacional, da transformação e aperfeiçoamento social e da melhoria da qualidade de vida”.

Começa o Salão do Livro do Piauí

Fotos: Carlos Rubem

Abertura do Salipi 21, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos/UFPI.

A solenidade de abertura do Salão do Livro do Piauí 2021 foi realizada ontem (13/12) à noite, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, da Universidade Federal do Piauí.

A Academia Piauiense de Letras se fez presente à cerimônia através de seu presidente, Zózimo Tavares.

Após a abertura oficial, houve lançamento do livro “Os gatos quando os dias passam”, do poeta Thiago E.

A outra atividade da noite de abertura foi o show da banda Validuaté, no Palco Marcos Peixoto (montado no estacionamento do Espaço Rosa dos Ventos).

A edição deste ano do Salipi é dupla e homenageia os poetas piauienses Graça Vilhena e Climério Ferreira.

O evento prossegue até domingo, com vasta programação.

Formato híbrido reduzido

Este ano o Salipi adotou o formato híbrido por conta da pandemia da Covid-19.

Por isso, no momento da inscrição para palestras e seminários no site oficial do evento (www.salipi.com.br), o público poderá optar em participar dos espaços presencialmente ou de forma virtual.
Outra mudança é com relação aos livreiros. “Estamos em formato reduzido, com poucos livreiros participando esse ano”, explica Edilva Barbosa, uma das coordenadoras do Salipi.

Público presente à abertura do Salipi 21.

Salão do Livro do Piauí volta com duas edições

Fotos: Carlos Rubem

Abertura do Salipi 21, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos/UFPI.

 

A solenidade de abertura do Salão do Livro do Piauí 2021 foi realizada ontem (13/12) à noite, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, da Universidade Federal do Piauí.

A Academia Piauiense de Letras se fez presente à cerimônia através de seu presidente, Zózimo Tavares.

Após a abertura oficial, houve lançamento do livro “Os gatos quando os dias passam”, do poeta Thiago E.

A outra atividade da noite de abertura foi o show da banda Validuaté, no Palco Marcos Peixoto (montado no estacionamento do Espaço Rosa dos Ventos).

A edição deste ano do Salipi é dupla e homenageia os poetas piauienses Graça Vilhena e Climério Ferreira.

O evento prossegue até domingo, com vasta programação.

Formato híbrido reduzido

Esse ano o Salipi adotou o formato híbrido por conta da pandemia da Covid-19.

Por isso, no momento da inscrição para palestras e seminários no site oficial do evento (www.salipi.com.br), o público poderá optar em participar dos espaços presencialmente ou de forma virtual.
Outra mudança é com relação aos livreiros. “Estamos em formato reduzido, com poucos livreiros participando esse ano”, explica Edilva Barbosa, uma das coordenadoras do Salipi.

 

Público presente à abertura do Salipi 21.

SALIPI volta este mês com duas edições

Imagens: Ascom/APL

Professores Jasmine Malta e Kássio Gomes, da Coordenação do Salpi, na APL

O Salão do Livro do Piauí (SALIPI) está de volta, e em dose dupla.

Duas edições do SALIPI serão realizadas no período de 13 a 19 deste mês, no Espaço Cultural Rosa dos Ventos, na Universidade Federal do Piauí.

A 18ª edição do SALIPI homenageia a poetisa Graça Vilhena. A 19ª. presta homenagem ao poeta Climério Ferreira.

Os dois eventos serão realizados nos formatos híbrido e virtual.

A coordenação do SALIPI esteve na Academia Piauiense de Letras apresentando as duas versões do evento e convidando a APL a se fazer presente.

Os professores foram recebidos na APL pelos acadêmicos Zózimo Tavares (presidente), Magno Pires (vice-presidente) e Fonseca Neto (1º secretário).

O evento não foi realizado em 2020 por causa da pandemia da Covid-19.

Calou-se um homem de letras

Escritor  e acadêmico Assis Brasil, um dos grandes nomes da moderna Literatura Brasileira

Cineas Santos (*)

Saiu de cena hoje (28/11/ ) Francisco de ASSIS Almeida BRASIL ( 92 anos de idade), um dos grandes nomes da moderna literatura brasileira. Certa feita Assis afirmou: “Eu não vivi; tive apenas vida literária”. Não era força de expressão: o autor de Beira Rio Beira Vida escreveu mais de cem obras, de literatura infanto-juvenil a ensaios filosóficos.

Piauiense, de Parnaíba, Assis Brasil viveu quase sempre distante do Piauí. Jornalista, professor, ficcionista e crítico literário, tornou-se conhecido a partir de 1965 quando publicou Beira rio beira vida, romance que lhe rendeu o Prêmio WALMAP, obra integra a Tetralogia Piauiense, que se completa com A Filha do meio quilo, O salto do cavalo cobridor e Pacamão. Dez anos depois, voltaria a ganhar o mesmo prêmio com Os que bebem como os cães.

Quando H. Dobal foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras (2002), na companhia de alguns amigos, fui ao Rio de Janeiro com o poeta. Já no final da homenagem, apareceu Assis Brasil escorando-se nas paredes do auditório. Com voz sumida, explicou: “Estou saindo de uma depressão terrível” e mais não disse. Cumprimentou o Dobal e desapareceu.

Em 2006, os organizadores do SALIPI resolvemos homenageá-lo. Coube a mim a incumbência de convidá-lo. Assis Brasil agradeceu a homenagem, mas afirmou que, por problemas de saúde, não poderia vir a Teresina. Recorremos à professora Francigelda Ribeiro, amiga do escritor, para tentar convencê-lo a vir. Depois de demorada negociação, Assis afirmou que viria, mas, em hipótese alguma, falaria ao público. Contrafeito, veio.

Às 19 h, Assis Brasil adentrou o auditório do Centro de Convenções de Teresina para a abertura da 4ª edição do SALIPI. Ao ser anunciado, as 700 pessoas que lotavam o espaço levantaram-se e o aplaudiram por mais de dez minutos. Aturdido, emocionado e feliz, Assis agarrou o microfone e falou mais de 40 minutos. Afável e cordial, respondeu às perguntas, distribuiu autógrafos, ressuscitou… Emocionado, não me contive e repeti G. García Márquez:” O que a felicidade não curar nada cura”. No ano seguinte, Assis Brasil mudou-se de mala e cuia para Teresina onde, festejado pelo público e sob o guarda-chuva do afeto de Leonardo Dias, escreveu mais uns dez livros.

Seu silêncio deixa-nos mais pobres e mais tristes. De qualquer forma, sua obra permanecerá viva.

(*) Professor, escritor, editor e membro do Conselho Estadual de Cultura.