Antônio Chaves

O POETA DE NEBULOSA
Maria do Socorro Rios Magalhães*

A estreia literária de Antônio Chaves ocorreu em 1907, com Almas irmãs, obra publicada em parceria com Celso Pinheiro e Zito Batista. Em 1909, a imprensa de Teresina anunciava a publicação de Poema de mágoas,“pequeno folheto contendo versos” . Contudo, a obra da maturidade, só veio em 1916, com o livro Nebulosas, com o qual obteve os maiores aplausos da imprensa, através de artigos críticos de Matias Olímpio, Ney da Silva e Celso Pinheiro, além de outros não assinados.

Nebulosas, escrito em cento e trinta e uma páginas, reúne noventa e dois poemas, entre inéditos e esparsos pelos jornais, distribuídos em três partes: Musa Erradia, Rimas de amor e Evocações. O livro traz um grande número de dedicatórias, sendo a principal a da esposa do autor, a quem foi ofertada a obra como um todo. Contudo, muitos dos poemas do livro são dedicados a pessoas que viveram naquela época – familiares e amigos do poeta – entre os quais diversos intelectuais que exerciam a crítica literária na imprensa local: Clodoaldo Freitas, Corinto Andrade, João Pinheiro, Abdias Neves, Jônatas Batista, Lucídio Freitas, Cristino Castelo Branco, Matias Olímpio e Arimathéa Tito.

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