Niéde Guidon recebe prêmio internacional

A arqueóloga Niéde Guidon, ocupante da Cadeira 24 da Academia Piauiense de Letras, foi escolhida para receber o Prêmio Hypathia Internacional 2020, uma das maiores honrarias do mundo.

Niéde Guidon foi homenageada ao lado de outros nove cientistas que se destacaram em diversas áreas.

Além da premiação, ela teve uma intensa e vasta divulgação do seu trabalho arqueológico durante a Bienal de Arquitetura e Restauração Urbana (BRAU5), que se encerra hoje (30) na Itália.

O Prêmio foi entregue dentro da programação da BRAU5, Bienal de Arquitetura e Restauração Urbana que acontece na Itália.

O evento cultural internacional e interdisciplinar seria realizado originalmente de 15 a 30 de outubro de 2020, mas foi transferido para o período de 15 a 30 de abril de 2021.

Niéde Guidon completou 88 anos em março passado. É paulista e mora no Piauí há 50 anos. É conhecida mundialmente por suas pesquisas e descobertas arqueológicas e a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, hoje patrimônio da humanidade reconhecido pela Unesco.

Vencedores do Prêmio Hypatia 2020:

Prof. Eng. Assia Harbi (Algéria), Sismologia, Geofísica

Prof. Eng. Hasnaa Chennaoui Aoudjehane (Marrocos), Geologia Planetária

Dr. Thi Duong Chi Nguen (França), Medicina, Saúde Pública

Prof. Eng. Amado Gustavo Ayala Milian (México), Sismologia

Dr. Teruko Kawabata (Japão), Educação Nutricional

Prof. Dra. Irma Della Giovanpaola (Itália), Arqueologia

Eng. Fatima Hossaini (Afeganistão), Arte, Fotografia

Dra. Niède Guidon (Brasil), Arqueologia

Prof. Eng. Inas Oma (Egito), Preservação Ambiental

Prof. Arq. Alberto Satolli (Itália) Arquivista, Designer

Filme

No ano passado, foi lançado o filme “Niède”, com direção de Tiago Tambelli. O documentário reconstrói o percurso dos primeiros homens que povoaram o continente americano, por meio da história de Niède Guidon.

Acadêmico Alberto da Costa e Silva lança novo livro “A África e os africanos na história e nos mitos”

O Acadêmico Alberto da Costa e Silva acaba de lançar seu novo livro “A África e os africanos na história e nos mitos”. A obra, publicada pela Editora Nova Fronteira, traz fragmentos de histórias orais, transcrições de época, tradições e relatos de povos, líderes, linguistas, viajantes e diversos estudiosos. A nova publicação proporciona ao leitor uma visita ao continente africano e à sua história através da narração do Acadêmico. 

O Acadêmico

Alberto da Costa e Silva é o quarto ocupante da Cadeira nº 9, tendo sido eleito em 27 de julho de 2000, na sucessão de Carlos Chagas Filho, e recebido pelo acadêmico Marcos Vinicios Vilaça em 17 de novembro de 2000. Presidiu a Academia Brasileira de Letras entre 2002 e 2003. Foi membro do Conselho Nacional de Direito Autoral, entre 1984 e 1985; do Comitê Científico do Programa Rota do Escravo, da UNESCO, de 1997 a 2005 e do Júri do Prêmio Camões em 2001 e 2003. Foi Doutor Honoris Causa em Letras pela Universidade Obafemi Awolowo (ex-Uni­versidade de Ifé), da Nigéria, em 1986 , e em História pela Universidade Federal Fluminense, em 2009, e pela Universidade Federal da Bahia, em 2012. Recebeu o Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano de 2003, da União Brasileira de Escritores e  Folha de S. Paulo. É membro do PEN Clube do Brasil, sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História.

Acadêmico Antônio Torres participa do festival português “Livros a Oeste”

 Acadêmico Antônio Torres participou, no dia 13 de maio, do festival “Livros a Oeste”, realizado pelo município de Lourinhã, em Portugal. O Acadêmico apresentou uma mesa-redonda junto ao escritor angolano Ondjaki, sob coordenação do jornalista português João Morales. Maiores informações sobre o evento e a programação completa podem ser acessadas através do link.

Sobre o Acadêmico

Antônio Torres é o oitavo ocupante da Cadeira nº 23, eleito em 7 de novembro de 2013, na sucessão de Luiz Paulo Horta e recebido em 9 de abril de 2014 pela Acadêmica Nélida Piñon. Estreou na literatura em 1972, com o romance “Um cão uivando para a Lua”, considerado pela crítica a revelação do ano. É também contista, cronista e autor de uma história para crianças. Sua obra tem tido várias edições no Brasil e traduções em muitos países, da Argentina ao Vietnã. De 1999 a 2005, foi Escritor Visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde realizou oficinas literárias, palestras e aulas inaugurais nos campos do Maracanã, São Gonçalo (Faculdade de Formação de Professores) e Duque de Caxias (Faculdade de Educação da Baixada Fluminense).

Lições de Hemingway que valem muito na pandemia

William Lederer era um tenente da marinha americana na Segunda Guerra Mundial e, por volta de 1942, estava baseado na região de Xuquim, no sudoeste da China e hoje a cidade mais populosa do mundo. Um de seus costumes na época era participar de leilões feitos no escuro. A plateia não sabia ao certo o que era exatamente a peça vendida e a fama do leiloeiro não era das melhores, pois vivia trapaceando os clientes. Numa certa noite, ele arrematou, por 30 dólares, um baú lacrado sem saber seu conteúdo. Ao abri-lo, ainda na frente dos amigos, descobriu que havia no interior duas caixas de uísque – um artigo raríssimo naquele momento. Recebeu várias ofertas pelas garrafas, mas decidiu não as vender. Sua transferência estava próxima e pensou em usar toda aquela bebida para turbinar sua festa de despedida.

Alguns dias depois, o escritor Ernest Hemingway visitou a canhoneira na qual servia. Encontrou Lederer e, grande bebedor, já foi direto ao assunto:

– Ouvi dizer que você tem duas caixas de uísque. Quanto quer por seis garrafas?

Lederer deu a desculpa de praxe e o escritor não se deu por vencido. Tirou um maço enorme de notas do bolso e disse que pagaria o que ele quisesse. O tenente, então, propôs o seguinte:

– Troco seis garrafas por seis aulas sobre como escrever.

Hemingway topou e, nos cinco dias seguintes, deu-lhe cinco preleções. Ao final de uma dessas conversas, o autor de “O Velho e o Mar” perguntou se ele já havia experimentado alguma garrafa que comprara. Lederer disse que não e falou da tal festa. Recebeu o conselho de não adiar um momento tão precioso quanto aquele. Em seu último dia em Xuquim, deu-lhe a última aula, que se resumia a uma única frase: “Antes de escrever sobre as outras pessoas, você precisa ser um homem civilizado. E, para isso, necessita de duas coisas: compaixão e capacidade de aceitar os contras da vida. Jamais ria de alguém para quem a sorte tenha sido ruim. Se a sorte for contrária, não lute contra ela. Deixe-se levar e depois salte outra vez para frente. Isso é fundamental para tudo o que quiser fazer na vida”.

Quando estava se despedindo do tenente, disse-lhe:

– Você faria bem em provar o seu uísque antes de mandar os convites para a festa, rapaz.

Lederer ficou intrigado com a última frase e, chegando em casa, abriu uma garrafa e se serviu. Arregalou os olhos e abriu outra. E mais uma. E mais outra. Acabou destampando todas e provando seu conteúdo. Descobriu, atônito, que as garrafas estavam cheias de chá – sem nenhum teor alcoólico. No fim, tinha sido enganado pelo leiloeiro chinês.

Hemingway soube disso desde que arrematou as garrafas. Mas percebeu a inocência de Lederer e foi um homem civilizado, sem rir do jovem. Não lutou contra a má sorte, cumprindo sua parte no acordo, e foi em frente – não antes sem alertar o rapaz do papelão que ele estava prestes a fazer.

Essa lição de vida cai feito uma luva para quem tem de enfrentar a falta de empatia alheia diariamente. É preciso hombridade, paciência e generosidade em meio a uma crise como a gerada pela pandemia. E, neste cenário, é primordial ter a capacidade de entender que suas ações neste momento vão ter implicações futuras. É como o próprio Hemingway disse: “Today is only one day in all the days that will ever be. But what will happen in all the other days that ever come can depend on what you do today” (“Hoje é um dia único entre todos que virão. Mas o que vai acontecer nesses outros dias vindouros pode depender daquilo que você vai fazer no dia de hoje”). Este é um ensinamento precioso, pois mostra a todos a eterna relação causa e efeito que enfrentamos, muitas vezes sem perceber, em nossa vida atribulada. Nos últimos meses, porém, sob o signo da comoção e da adversidade, pudemos ver que nossas ações tiveram consequências sérias durante o momento pandêmico. Quem conseguiu ser comedido ou interpretar melhor os desafios de nosso tempo vai sair fortalecido ao final deste período de agruras.

E quanto a Lederer? O que aconteceu com o tenente que comprou garrafas de uísque cheias de chá? Aprendeu muito bem as lições ensinadas e buscou implementar tudo o que Heminguay lhe ensinara. Sua obra foi extensa: escreveu um roteiro de cinema e 17 livros. Um deles, “The Ugly American”, em parceria com Eugene Burdick, foi um grande best seller e inspirou a diplomacia do governo Kennedy a criar em 1961 o Corpo da Paz (Peace Corps), uma entidade dos EUA que presta ajuda socioeconômica aos países mais carentes.

Nada mal para quem foi engabelado em um leilão e gastou cerca de 500 dólares (valor nos dias de hoje) com 24 garrafas de chá.CORONAVÍRUSGOVERNANÇALITERATURA

Mercado editorial recupera o passo e revela os best-sellers de 2020

livro mais vendido no Brasil em 2020 foi Do Mil ao Milhão Sem Cortar o Cafezinho. Com esse título publicado em novembro de 2018 pela HarperCollins Brasil e que fechou 2019 na terceira posição do ranking, Thiago Nigro, criador do canal Primo Rico, desbancou Mark Manson – com A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, o americano ficou no topo durante dois anos consecutivos. O levantamento exclusivo foi feito pela Nielsen a pedido do Estadão e, segundo a editora da obra, foram comercializados cerca de 350 mil exemplares no ano passado.

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Há menos autoajuda (pessoal ou financeira) entre os 15 livros mais vendidos de 2020 do que tinha em 2019 – foram nove agora e 13 antes (os outros dois eram títulos infantis do youtuber Luccas Neto).

Se em 2019 nenhuma ficção chegou à lista, agora aparecem dois de George Orwell – A Revolução dos Bichos, em 7.º lugar, e 1984, em 10.º -, e Sol da Meia-Noite, de Stephenie Meyer, em 14.º. O livro de Meyer, aliás, que resgata os personagens e o universo de sua saga best-seller Crepúsculo, foi o único publicado no ano passado a entrar no ranking.

Outras duas novidades, em não ficção: Pequeno Manual Antirracista, obra de Djamila Ribeiro de 2019, ficou em 12.º, e Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, livro de Yuval Noah Harari que chegou às livrarias brasileiras em 2015, voltou à lista, na última colocação.

Entre os best-sellers, apenas quatro são mulheres (eram duas no ano anterior): Clarissa Pinkola Estes, Carol S. Dweck, Djamila Ribeiro e Stephenie Meyer. E o grupo Companhia das Letras é quem tem mais títulos na lista – são cinco.

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores para o mercado editorial brasileiro, que ainda não tinha se levantado do baque da recuperação judicial da Saraiva e da Cultura e dos novos calotes das duas redes, e viu todas as livrarias fechadas por causa da pandemia. Sem saber o que aconteceria com o mundo dali para a frente e sem sua principal vitrine para expor e divulgar os lançamentos, as editoras tiraram o pé do freio e cancelaram ou adiaram projetos. E, contra todas as expectativas, o mercado editorial fechou o ano recuperado.

Foi isso o que mostrou o 13.º Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020, divulgado nesta quarta, 20, pela Nielsen Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Segundo o levantamento, o mês de dezembro foi o período com o maior registro de vendas do ano, apresentando 4,98 milhões de livros vendidos e faturamento de R$ 197,81 milhões. Em porcentuais, houve um crescimento de 7,6% em volume e de 4,9% em valor quando comparado com o mesmo período em 2019.

De acordo com o Snel, os bons números do período 13 (entre o final de novembro e de dezembro) contribuíram para manter o ritmo de recuperação do setor livreiro e fechar o ano de 2020 com números praticamente iguais aos de 2019. Em 2020, foram comercializados 41,91 milhões de livros, o que representa um crescimento de 0,87% em relação a 2019. Já em valores, o setor movimentou R$ 1,74 bilhão contra R$1,75 bilhão em 2019, registrando queda de 0,48%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Leandro Karnal é eleito para a Academia Paulista de Letras

O historiador, escritor, professor e colunista do Estadão Leandro Karnal foi eleito para a Academia Paulista de Letras. Ele passa a ocupar a cadeira nº 7 da instituição, vaga desde a morte da escritora e tradutora Anna Maria Martins.

Após receber 27 de 34 votos válidos, Karnal se une a outros intelectuais de renome, como Lygia Fagundes Telles, Ignácio de Loyola Brandão, Jô Soares, Maurício de Sousa, Maria Adelaide Amaral, Eros Grau, Ruth Rocha e maestro João Carlos Martins.

A votação ocorreu em reunião virtual entre os membros da academia presidida por José Renato Nalini.

Karnal é o segundo a ocupar uma cadeira da APL em 2021, depois da eleição de João Lara Mesquita, em janeiro, para a cadeira antes ocupada por Zuza Homem de Mello.

Conheça os 14 livros que mudaram a vida desses CEOs

literatura sempre influenciou a maneira de como os CEOs lideram os seu negócios. Através dos livros, é possível conhecer a experiência das pessoas por trás das empresas de sucesso e entender as estratégias que mais dão certo na hora de empreender. Para além da famosa lista anual dos livros lidos por Bill Gates, 14 CEOs e empresários de sucesso brasileiros recomendam os livros que mudaram o rumo de suas vidas profissionais. Confira:

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Regina Jordão, CEO da rede de depilação Pello Menos, indica o livro “A essência do líder”, do Warren Bennis. “O autor, que foi um grande consultor, inclusive de vários presidentes dos Estados Unidos, tem uma escrita muito enriquecedora, pois ajuda empresários a entenderem a essência da liderança e auxilia no desenvolvimento dela”. 

Fritz Paixão, CEO da CleanNew, rede especializada em blindagem e impermeabilização de estofados com unidades no Brasil, Colômbia, Argentina e Estados Unidos, indica o livro “O Monge que vendeu sua Ferrari” de Robin Sharma. “É um dos livros mais interessantes que já li, pois conta a estória de um advogado bem sucedido que largou tudo para realizar uma peregrinação na Índia e explica, por meio de uma fábula, o segredo para encontrar o caminho do sucesso, cultivar relacionamentos e viver plenamente o presente”. 

Claudinei dos AnjosCEO da rede Anjos Colchões & Sofás, indica o livro “Os Segredos da Mente Milionária”, do  Eker, T. Harv. “O livro explica exatamente a mentalidade das pessoas que guardam dinheiro, comparando-as com aquelas que somente gastam. Mostra também como as crenças limitantes sobre dinheiro, jamais levarão a riqueza. Ajuda a fazer uma reprogramação no cérebro, de como alcançar a riqueza”.

Gabriel ConconCEO da rede Pizza Prime, maior rede de franquias de pizzas 100% brasileira, indica o “Sonho Grande”, da Cristiane Correa. “O livro conta a trajetória de sucesso de três dos maiores empresários do Brasil. A história desses empreendedores me inspira a dar o melhor de mim, tanto para a construção da minha rede como para meus colaboradores”.

Nathan Schmucler, diretor geral da rede de escolas Luminova, elege o livro “O poder do hábito”, de Charles Duhigg. “Para buscar alta performance na vida pessoal ou profissional, precisamos de autoconhecimento e o livro ajuda a encontrar caminhos na reflexão de hábitos positivos e negativos, a reconstrução de novos que possam estar mais alinhados com nosso propósito pessoal/profissional”.   

Renato Ticoulat, CEO da Limpeza com Zelo, especializada em residências, escritórios e endereços comerciais, cita o livro “Contratos de franquia – Origem, evolução legislativa e controvérsias”, de Tatiana Dratovsky Sister. “Este livro me atualizou com relação à legislação do franchising e, dentro de seus exemplos e comentários, trouxe a solução para vendas de franquia MEI”.

Paulo Arruda, Co-CEO e Co-Founder da Park Education, rede de ensino de idiomas e cursos livres, elege o livro: “The Age of Influence: The Power of Influencers to Elevate Your Brand”, de Neal Schaffer. “Este livro, embora ainda pouco conhecido entre executivos, é obrigatório para se entender como aproveitar o poder dos influenciadores para alavancar os resultados das empresas”.

Bruno Gorodichtdiretor das redes Bendito e Espetto Carioca, de brownies e cookies e bares e restaurantes, respectivamente, escolheu o livro “Ponto de Inflexão”, de Flávio Augusto. “Ele conta a história de sua vida como empreendedor e traz vários momentos que chama de ponto de inflexão, com o objetivo de fazer o leitor repensar sobre sua conduta, forma de pensar e agir. Eu adoro biografias e já li algumas, mas essa dá tanto prazer e prende tanto, que em apenas uma tarde você lê o livro inteiro”.

Joel Amorim, diretor da The Insiders na América Latina, recomenda o livro O Apanhador no Campo de Centeio”,de JD Salinger. “Este livro me ajudou muito como pessoa. Li e reli algumas vezes e gosto da mensagem que é enxergarmos as coisas boas no lado simples da vida e reconhecermos estes momentos” e  Purple Cow, de Seth Godin. “Pensando que na área de Marketing e Publicidade o mercado mudou muito, é importante ser inusitado e se destacar na multidão e o segredo está na estratégia. Sem ela não fazemos nada sustentável”  

Raphael Matos, CEO da PremiaPão, rede de publicidade em saco de pão, indica o livro “O Jogo Infinito”, de Simon Sinek. “Todo empresário que está a frente de uma empresa e tem que liderar pessoas no século 21 precisa ler este livro, melhor que ler precisa aplicar os quatro princípios do jogo infinito aos negócios”.   

Artur Hipólitosócio-diretor da Home Angels Brasil, rede de cuidadores, indica o livro Subliminar”, de Leonard Mlodnow, que retrata de forma realista e científica a importância do subconsciente nas tomadas de decisões de cada um de nós. “É na conquista do subconsciente que está o verdadeiro trabalho de Marketing. Imperdível leitura”.

Poliana Alves, CFO da DUXcoworkers, empresa pioneira no Brasil a fazer das boas práticas de UX uma cultura de trabalho, indica “Blink”, de Malcom Gladwell. “Blink é um livro que incentiva, para a lideranças e para a vida, treinar a intuição na tomada de decisões. O poder de pensar sem pensar.” 

Dr. Paulo Zahr, CEO da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do mundo, sugere o livro “Feitas para Vencer”, de Jim Collins. “O grande aprendizado foi ler várias formas de levar nossa empresa ao crescimento e distinguir diferenças entre empresas pares, porque umas cresceram muito e outras não existem mais. O livro também ajuda a não se conformar e entender que podemos ser ótimos e não somente bons. Fazer melhor a todo dia, ser melhor sempre que o concorrente”.

Clayton Mangulin, CEO da Campinas Celulares, rede de assistência técnica multimarcas especializada na manutenção de celulares, smartphones e tablets nacionais e importados, indica o livro “O catador de Sonhos”, de Geraldo Rufino. “O livro conta a história de um empresário que começou catando latinhas, empreendeu muitas vezes e quebrou algumas delas. Me fez refletir sobre a importância de pensar positivo, principalmente nesses tempos de pandemia e, consequentemente, crise financeira. É uma injeção de superação”.

Assombro e silêncio marcam o livro ‘A Visão das Plantas’

Djaimilia Pereira de Almeida conheceu Celestino, o personagem de A Visão das Plantas (Todavia), 15 anos atrás, num livro de Raul Brandão. Ele estava ali, em Os Pescadores, com toda sua contradição. Um capitão de navio negreiro que volta para casa, em Portugal, depois de cometer inimagináveis atrocidades. Ele, então, passa a se ocupar do jardim de sua casa abandonada – abandonada porque sua mãe e as tias morreram enquanto ele cruzava o Atlântico levando africanos para serem escravizados no Brasil, enquanto ele trancava o porão do navio depois de um companheiro jogar cal sobre todos os cativos durante uma revolta e eles morrerem asfixiados e serem jogados ao mar.

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A Visão das Plantas é o terceiro livro publicado no Brasil desta portuguesa nascida em Angola em 1982. Ele ficou em segundo lugar no Prêmio Oceanos no ano passado (perdeu para Torto Arado). Em 2019, a autora ficou em primeiro, com Luanda, Lisboa, Paraíso (Companhia das Letras), sobre um pai e seu filho que nasceu com uma deformidade no pé. Eles partem para Portugal em busca de tratamento e nunca mais conseguem voltar para Angola. Sua estreia, Esse Cabelo (Leya; em 2022 ele ganha nova edição pela Todavia), a trouxe à Flip em 2017. Djaimilia conversou com o Estadão por e-mail. Leia trechos da entrevista.

Da Exame

O Primo Rico e a jornada como influenciador e autor de livros

Thiago Nigro já tinha um canal de sucesso no YouTube, o Primo Rico, quando decidiu que era hora de escrever um livro. Procurou algumas editoras e foi recusado ou ignorado por todas elas. O segundo passo foi contar essa sua ideia nos stories do Instagram. E então apareceu a HarperCollins Brasil. Do Mil ao Milhão Sem Cortar o Cafezinho foi publicado no final de 2018. No ano seguinte, ele foi o terceiro livro mais vendido no País, segundo levantamento da Nielsen, e o primeiro de um autor brasileiro no ranking.

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Hoje, com 4,5 milhões de seguidores no YouTube e outros 4 milhões no Instagram, sem contar as outras redes sociais, de números mais modestos, e uma boa conta bancária, Thiago, de 30 anos, está no auge. Mas nem sempre foi assim. Na primeira vez que investiu, e lá se vão 12 anos, perdeu tudo.

Ele tinha acabado de fazer 18 anos e ganhou R$ 5 mil de presente dos pais. Apaixonado pelos filmes de mercado financeiro em que a pessoa fica rica muito rapidamente e achando que sabia investir, colocou tudo na bolsa de valores. Uma semana depois, adeus dinheiro. “A culpa não foi da bolsa, mas minha”, reconhece em entrevista ao Estadão, por telefone. “Eu não sabia o que estava fazendo. Fui um tolo.” Tolo, para ele, é aquela pessoa muito arrogante ou ignorante em um assunto.

DA Exame

Alfredo Bosi, professor e crítico literário, morre aos 84 anos

O crítico literário e professor Alfredo Bosi morreu nesta quarta-feira, 7, aos 84 anos, vítima da covid-19. Ocupante da cadeira número 12 da Academia Brasileira de Letras desde 2003, Alfredo Bosi nasceu em São Paulo, em 1936, descendente de italianos. Formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, e logo recebeu uma bolsa de estudos na Itália, onde ficou um ano letivo em Florença.

De volta ao Brasil, assumiu os cursos de língua e literatura italiana na USP. Embora professor de literatura italiana, Alfredo Bosi sempre teve grande interesse pela literatura brasileira, o que o levou a escrever os livros Pré-Modernismo (1966) e História Concisa da Literatura Brasileira (1970), que se tornou obra de referência obrigatória.

Foi responsável, entre 1963 e 1970, pela seção Letras Italianas do Suplemento Literário do Estadão, no qual publicou mais de vinte artigos sobre autores diversos, como Leopardi, Pirandello, Moravia, Buzzati, Manzoni, Gadda, Ungaretti, Montale, Quasimodo, Pasolini, entre outros.

O assunto passou a dominar seu interesse em 1970, quando se decidiu pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Da Exame