Lucídio Freitas

SUA VIDA/SUA OBRA
Maria Gomes Figueiredo dos Reis*
 
Há oitenta anos, precisamente a 30 de dezembro de 1917, Lucídio Freitas fundava, ao lado de um grupo de intelectuais, a Academia Piauiense de Letras.

A data que estamos a festejar é um marco significativo para a história da cultura piauiense e, coincidentemente, para a memória de Lucídio Freitas. Nesta data, festejamos, igualmente, os ointenta anos da publicação de sua obra Vida Obscura e os setenta e cinco anos da sua morte prematura.

Muito já se escreveu sobre Lucídio Freitas: sua poesia, sua prosa; sua vida, sua morte; seu ideal, sua glória.

Hygino Cunha, Martins Napoleão, Abdias Neves foram alguns dos que traçaram linhas sobre a biografia do poeta.

O poeta louro de tantos versos sonoros, iluminados e ótimos, tinha um encanto pessoal irresistível: – bonito, amável, simples, alegre, comunicativo, bem educado, trajando com esmero, causeur delicioso, pleno de elegância, de graça, de espírito, de finura e de distinção, parecia um ser a parte, baixando do Olimpo à terra…

E assim que o descreve Cristino Castelo Branco em conferência pronunciada em 1930, oito anos após a morte do poeta, sob o título “A Glória de Lucídio Freitas.”

Dele também nos faz um retrato de corpo e alma o grande poeta Celso Pinheiro, em Sombras imortais. Eis o soneto em que o Autor o descreve como um deus pagão, qualifica-o de gênio e o compara ao próprio Cristo.

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