Maria da Inglaterra ganha livro em quadrinhos desenhado pelo cartunista Jota A

Uma entrevista da cantora piauiense Maria da Inglaterra, publicada em 2002, no jornal Correio Corisco é o tema do livro Maria da Inglaterra em quadrinhos, que será lançada, nesta quinta-feira, 19 de abril, no restaurante Baião de Dois. Vários artistas da música piauiense irão se apresentar e realizar um show com entrada gratuita em prol da artista, patrimônio vivo da cultura do nosso Estado.

A ideia do livro partiu do professor Wilson Seraine, “Comprei um livro em quadrinhos de Jackson do Pandeiro, e vi que tinha outras publicações no mesmo estilo de grandes nomes da cultura paraibana, como Ariano Suassuna, João Pessoas, Augusto dos Anjos, então pensei porque não fazer também dos piauienses? Procurei o Cineas Santos, mostrei o projeto e a partir daí a história passou a ser contada. Maria da Inglaterra em quadrinhos é o primeiro volume da coleção “Gente Querida”, que irá trazer outros nomes importantes da cultura piauiense.

Com ilustrações e diagramação do cartunista Jota A, a publicação teve tiragem de mil exemplares, e sua venda será revertida em prol da cantora.

Maria da Inglaterra é um patrimônio vivo da cultura piauiense. A música “O Peru rodou” tornou-se uma das canções mais populares do Piauí. Uma figura que honra e dignifica nossa cultura. Como na canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, “Maria é um dom, uma certa magia/uma força que nos alerta…”  Longa vida à “rainha das canções do Piauí”, ensina o professor Cineas Santos no prefácio do livro.

Para mim foi uma grande honra participar desse projeto e homenagear uma figura tão interessante como Maria da Inglaterra. Já conhecia um pouco de sua música e história e durante o período que estava desenhando os quadrinhos ficava ouvindo suas músicas para absorver ao máximo suas melodias e repassar isso aos desenhos. Acho que a história da Maria daria um bom filme, pois é cheia de magia, reviravoltas, ensinamentos e personagens fantásticos” diz o cartunista Jota A.

No lançamento do livro, com entrada franca, os cantores Gonzaga Lu, Zé Roraima, Soraya Castelo Branco, Edvaldo Nascimento, Júlio Medeiros, Geraldo Brito, Lázaro do Piauí, Wagner Ribeiro e as bandas As Fulô do Sertão e  Caju Pinga Fogocantarão músicas da compositora. Maria da Inglaterra também estará presente e fará uma participação especial.

Com 78 anos, Maria da Inglaterra mora na periferia de Teresina, enfrenta muitos problemas de saúde e vive com a ajuda dos filhos e de alguns amigos. Compositora de mais de 2 mil músicas, mesmo sem saber ler e escrever, lançou seu primeiro CD em 2002, “O Peru Rodou”.

Duas das músicas desse disco foram parar no CD do projeto Rumos do Itaú Cultural, uma coletânea de músicas de 50 artistas populares brasileiros. O seu segundo disco “Alegria de Viver”, foi lançado em 2009 e teve apoio da lei de incentivo à cultura A. Tito Filho. Neste disco se destaca a música “Baião do Cajueiro”, “Pancada da Ponte” e “Piripiri”.

O estilo adotado para o disco foi bem variado indo do xote ao samba, recebe um apoio dos músicos Júlio Medeiros (baixo), Geraldo Brito (violão), Anderson Nóbrega (violão) e Jeová (zabumba). Com a participação de Lázaro do Piauí e de João Claudio Moreno.

180graus

Livro do Acadêmico faz inventário de obras do Piauí

“Engenharia Piauiense” é o novo livro do engenheiro civil, professor e escritor Cid de Castro Dias. A obra foi lançada sábado passado, na Academia Piauiense de Letras, com apresentação do próprio autor, que fez um inventário das principais obras públicas construídas no Piauí desde José Antônio Saraiva, o fundador de Teresina.

Cid Dias, membro da APL, explicou que seu livro mostra uma visão panorâmica sobre a engenharia piauiense a partir da década de 1850, quando Saraiva, presidente da Província, implantou os primeiros prédios públicos de Teresina, a nova capital, objetivando abrigar a máquina governamental que se deslocara de Oeiras.

Cid Dias apresenta seu novo livro na APL
Cid Dias apresenta seu novo livro na APL

“Através dos relatórios dos Presidentes da Província, vamos viajar no tempo, visitando o canteiro de obras dessas edificações, acompanhar seu dia a dia e entrar em contato com obras que se arrastam por longo tempo”, ressalta.

O autor informa ainda que, de posse de um manancial de informações colhidas ao longo de anos, teve a ideia de disponibilizar aos interessados esse elenco de obras abrangendo prédios públicos, pontes, barragens, viadutos, galerias, praças, avenidas e estradas.

Muito bem documentado com rico acervo de imagens, o livro, apesar de técnico, se torna de leitura fácil e atraente. Em suas páginas estão parte significativa de quase dois séculos da história do Piauí.

O autor

Com 76 anos, Cid de Castro Dias tem uma longa experiência profissional. Ele formou-se em engenharia em 1968 e desde o início de sua carreira acompanha de perto, como técnico e pesquisador, as obras realizadas no Piauí nos últimos 50 anos.

Ele é autor de várias obras ligadas à historiografia piauiense, entre elas “Os caminhos do Rio Parnaíba” e “Piauí – Projetos Estruturantes”.

Na mesma solenidade, foram lançadas mais duas obras da “Coleção Século XXI”, da Academia Piauiense de Letras: “Educação no Piauí – 1880-1930”, da historiadora, professora e acadêmica Teresinha Queiroz, e “Viagens para fim de ida”, da professora e advogada Maria Magalhães.

Fonte: Zózimo Tavares – APL

APL ganha reforma e Museu da Cultura Literária Piauiense

Diversas personalidades foram homenageadas na manhã deste sábado (10/03) pela Academia Piauiense de Letras, que em 2018 comemora seu centenário. Durante o evento foi também inaugurado o Museu da Cultura Literária Piauiense, oferecendo à sociedade mais um espaço de cultura e pesquisa sobre a história do estado.

“Estamos homenageando pessoas que têm colaborado para a cultura e com a própria academia. Mostrando que estes somatório de forças podem emergir a cultura do Piauí, sejam de órgãos públicos ou aqueles que trabalham com cultura e literatura”, comentou Nelson Nery Costa, presidente da instituição.

O museu instalado na sede da academia reúne quadros, fotografias, obras literárias antigas, além de objetos pessoais pertencentes a imortais que foram membros da entidade.

A solenidade marcou ainda o lançamento de obras escritas por dois dos maiores intelectuais da atualidade: Assis Brasil (O Prestígio do Diabo) e Manoel Paulo Nunes (Modernismo & Vanguarda), que fazem parte da Coleção Centenário.

Representando o governador Wellington Dias (PT) – que seria homenageado, mas cancelou presença em cima da hora -, o deputado estadual e secretário de Cultura, Fábio Novo, destacou a parceria com a APL, que possibilitou a reforma da sede da academia, hoje completamente estruturada.

“Acho que estamos vivendo momento especial da cultura do Piauí, da literatura em especial”, comemora Nelson Nery ao tratar das diversas editoras hoje atuando no estado com importantes publicações, seja resgatando autores ou no surgimento de novos nomes, e destaca o gás e toda vitalidade para seguir por mais 100 anos de academia.

Além do secretário Fábio Novo, também foram agraciados com a Medalha do Centenário personalidades como Assis Brasil, o empresário Jesus Elias Tajra, o desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, os colunistas sociais Nelito Marques e Rivanildo Feitosa, o jornalista Carlos Said, o empresário Sergisnando Alencar, dentre outros.

Da solenidade participaram ainda, dentre outros, nomes como o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí, Chico Lucas, o desembargador Edvaldo Moura, e o secretário de Comunicação da prefeitura de Teresina, Fernando Said.

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Confira os registros da solenidade que celebrou o centenário da APL

Aconteceu na noite da última quarta-feira a solenidade que celebrou o Centenário da Academia de Letras do Piauí, movimentando a semana de eventos de Teresina. O Cine Teatro da Assembleia Legislativa foi o ambiente ideal para comemoração, com entrega de medalhas e o lançamento do livro “Centenário da Academia Piauiense”, do desembargador Nildomar de Silveira Soares. O presidente da APL, Nelson Nery, conduziu as cerimônias. Veja os clicks by Inside do evento! Fotos: Tácio Baptista e Magal

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Livro remonta 100 anos da história da Academia Piauiense de Letras

O desembargador e imortal Nildomar da Silveira Soares se debruçou sobre os 100 anos da Academia Piauiense de Letras para contar essa história. O Livro do Centenário será lançado em solenidade especial no próximo dia 24, com a presença de intelectuais, autoridades e dos membros da APL, no Cine Teatro da Assembleia Legislativa, às 19h. Durante a solenidade também será entregue a Medalha do Centenário, homenageando nomes diretamente ligados à cultura piauiense.

A data é emblemática. Além de ter sido no dia 24 de janeiro de 1918 a sessão que instalou a Academia Piauiense de Letras, também o dia do Piauí era comemorado nessa data, já que foi em 24 de janeiro de 1823 que o clã Sousa Martins proclamou a independência de Oeiras, ocasionando a reação das tropas de Fidié, culminando com a sangrenta Batalha do Jenipapo.

Assim, a história da Academia Piauiense de Letras se confunde com a própria história do Piauí. Diversos intelectuais, políticos e magistrados foram imortais, pessoas decisivas para o desenvolvimento do Estado e sua cultura.

O Livro do Centenário representa a essência dessa história de bravura na luta pelo desenvolvimento e incentivo à produção literária. “A Academia está em festa desde o mês de dezembro nas comemorações do seu centenário e, durante todo este ano de 2018, estará em curso uma programação para lembrar como foi o seu início e debatermos como será o seu futuro. Essa obra, o Livro do Centenário, é o resgate dessa história que não pode ser esquecida. Nele estão os fundadores, suas motivações, seu trabalho e o de todos que os sucederam. Este ano temos muito que celebrar”, ressalta Nelson Nery Costa, presidente da APL.

Neste primeiro semestre, continua-se a lançar obras da Coleção Centenário e da Coleção Século XXI. Deve ocorrer o lançamento também de série especial chamada Coleção 100 Anos, e outras reedições, como Antologia da Academia Piauiense de Letras, de Wilson Gonçalves, Os Fundadores, e outros inéditos, como História da APL, de Celso Barros, e História Piauiense: aventura, sonho e cultura, da autoria de Nelson Nery Costa, com quase mil páginas.

Ainda este ano, sob a coordenação da imortal Fides Angélica Ommati, acontecerá o seminário Piauí 2.100, que tem a intenção de refletir sobre o Piauí e de como estará o mesmo no final do século XXI, em termos de desenvolvimento econômico e social, de sustentabilidade, de temperatura, e de cultura, que deve contar com palestra de encerramento do Min. João Paulo dos Reis Veloso. A APL também promoverá um concurso literário destinado a estudantes do ensino médio e também para o ensino universitário, em poesia, conto e crônica, com premiação até setembro do próximo ano. Acontecerá ainda em 2018 o Centenário da Revista da Academia Piauiense de Letras

História

A Academia Piauiense de Letras foi criada, efetivamente, por um grupo de intelectuais, no dia 30 de dezembro de 1917, no salão do Conselho Municipal. Inicialmente, a ideia era organizar, como já acontecia em outros centros do país, um grêmio literário, com a finalidade de desenvolver a literatura piauiense.

No grupo, nomes expressivos da intelectualidade na época. A primeira sessão do novo grupo, em que foi escolhida a primeira diretoria, foi liderada por Lucídio Freitas. A diretoria foi formada por Clodoaldo Freitas, presidente; João Pinheiro, secretário geral; Fenelon Castelo Branco, primeiro secretário; Jônathas Baptista, segundo secretário; Antonio Chaves, tesoureiro; Édison Cunha era o bibliotecário. Além destes, estiveram presentes ainda a essa sessão histórica Benedito Aurélio de Freitas, Celso Pinheiro e Higino Cunha.

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Teresina deve ganhar Centro de Referência sobre a História do Piauí

O presidente da Academia Piauiense de Letras (APL), Nelson Nery Costa e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, professor Fonseca Neto, estiveram reunidos na segunda-feira, 08 de janeiro, com o governador Wellington Dias no Palácio de Karnak. Na ocasião, os líderes convidaram o Chefe do Poder Executivo Estadual para participar das comemorações de 100 anos das instituições e trataram da criação de um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí. O projeto ficaria localizado na Rua Álvaro Mendes, na região central de Teresina. “Nós viemos destacar um projeto em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico para a gente participar dessa recuperação do Centro de Teresina, o município está fazendo muito esforço, o próprio Estado através da Secretaria de Cultura está buscando recuperar muitos espaços no Centro, o próprio prédio da Secult, o museu da imagem e do som, e a Academia junto com o Instituto gostaria de participar desse projeto”, apontou Nelson Nery.

O projeto ousado propõe um resgate histórico no Piauí, difundindo as informações para toda a sociedade. A ação foi bem recebida pelo governador, que buscará viabilizar a concessão do espaço para a implantação do Centro de Referência. O presidente da Academia Piauiense de Letras, Nelson Nery Costa, indicou que a intenção é contribuir no processo de recuperação do centro da capital piauiense. Diante disso, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, Fonseca Neto, reiterou a importância do novo projeto para a propagação da pesquisa histórica local e a otimização dos espaços no centro da cidade. “Nós temos uma proposta concreta de dotar o centro de Teresina com mais um equipamento cultural, num desses prédios antigos do Centro da cidade que são propriedade do próprio Estado, nós entendemos que alguns prédios antigos devem ser ‘refuncionalizados’ para que o Centro histórico tenha vida, um deles é o antigo prédio onde funcionou o Tribunal de Contas do Estado, na Álvaro Mendes”, disse.

Fonseca Neto também sinalizou que o Centro de Referência marcaria os 300 anos da criação da capitania do Piauí. “Esse prédio é muito bonito e nesse momento está sem função, então estamos pedindo ao governador que nos autorize a ocupar esse espaço, criando um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí aproveitando esses 300 anos da criação capitania do Piauí e que ali seja mais um ponto de referência de difusão da pesquisa histórica do Estado, de expansão das literaturas, um centro cultural que possa chamar outras instituições culturais para animar o centro de Teresina”, finalizou.

Academia Piauiense de Letras comemora 100 anos neste sábado (30)

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito presidente da Academia Piauiense de Letras (APL) neste mês de dezembro, para administrar a instituição no biênio 2018/2019.

O centenário da Academia será comemorado no próximo sábado, 30 de dezembro, com uma série de atividades.

Nelson Nery Costa foi entrevistado no Cidade Verde Notícias desta quinta-feira (28) para falar dos desafios no comando da instituição, que incluem a criação de um museu na sede da APL.

Ouça na íntegra:

Nelson Nery Costa é reeleito para presidência da Academia Piauiense de Letras

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito, neste sábado (16), presidente da Academia Piauiense de Letras. A nova diretoria vai administrar a instituição durante o biênio 2018/2019, dando continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no incentivo à produção literária piauiense.

A eleição contou com os votos de 28 membros. A nova diretoria é composta por Nelson Nery Costa, presidente; Zózimo Tavares, vice-presidente; Herculano Moraes, secretário geral; José Elmar Carvalho, primeiro secretário; Wilson Nunes Brandão, segundo secretário; e Humberto Guimarães, tesoureiro.

“A administração da Academia dará continuidade ao que vem desenvolvendo em termos de incentivo à produção tanto por parte dos acadêmicos quanto entre autores que vem despontando na literatura piauiense. Temos em voga duas coleções de livros, responsáveis por um boom na produção desta casa. Além disso, estamos em plena programação do aniversário de 100 anos da Academia. Isso vem motivando para que possamos pensar no futuro. Estamos realizando uma reforma na sede, a Casa de Lucídio Freitas, e instalando o Museu da Cultura Literária Piauiense, que conterá todo o acervo da academia”, avalia Nelson Nery Costa.

O centenário da instituição, comemorado no dia 30 de dezembro, será marcado ainda por uma missa em ação de graças, lançamento de obras e do Livro do Centenário da Academia e solenidade de entrega da Medalha do Centenário.

Casa de Lucídio Freitas abrigará Museu da Academia Piauiense de Letras

No ano em que completa o seu centenário, a Academia Piauiense de Letras fundará um museu destinado à exposição de telas de grandes nomes das artes plásticas piauienses, peças doadas por imortais e todo o seu acervo acumulado ao longo desses 100 anos. Para isso, a Casa de Lucídio Freitas, prédio que abriga a instituição, está passando por uma reforma para adequar-se ao projeto.

“Vamos iniciar o compromisso que temos com a cidade que é de dar à Teresina um museu. Temos um acervo rico na Academia e queremos expor para que as pessoas conheçam, temos uma pinacoteca com os principais artistas do Estado. Queremos dar mais essa contribuição à cultura piauiense. Nós tivemos 152 acadêmicos ao longo da história e mais os 40 patronos. Então, temos quase 200 nomes dentro da Academia entre produtores culturais, literatos, intelectuais, jornalistas e produtores de teatro. Essa é uma forma de interagir, já que nos últimos 100 anos nós temos feito parte da história do Piauí”, destaca Nelson Nery Costa, presidente da Academia Piauiense de Letras.

O prédio, localizado na avenida Miguel Rosa, uma das principais vias da cidade, foi doado à Academia no dia 29 de abril de 1986, pelo Governo do Estado através do governador Hugo Napoleão. Na época, a presidência da Academia era exercida por Arimathéa Tito Filho, que permaneceu no cargo entre 1971 e 1992.

A reforma, cujo projeto é da arquiteta Lavínia Brandão, contemplará todos os cômodos. Além de adequar o prédio ao propósito de abrigar o museu, a intenção é melhorar as instalações, garantindo espaço adequado para cada atividade exercida pelos imortais e para os eventos que são organizados pela instituição.

A entrega do museu deverá acontecer em dezembro, durante a programação do aniversário de 100 anos de fundação da APL. Além desse evento, os imortais preparam o Seminário Piauí 2100, que tem a intenção de discutir o Estado dentro de uma perspectiva de futuro, e a festa no dia 15 de dezembro.

“O centenário é dia 30 de dezembro e queremos fazer comemoração integrada. Teremos o Seminário Piauí 2100, olhando para o Piauí do futuro e ao mesmo tempo fazendo a trajetória da sua existência. Também temos muitos livros para lançar até dezembro. São sete livros já editados e ainda não lançados e outros quatro sendo produzidos. Ao todo, teremos 100 livros da Coleção Centenário lançados até o final do ano. É um processo em linha industrial e estamos conseguindo cumprir esse papel. Na Coleção Século XXI temos 16 livros lançados e lançaremos mais três no próximo sábado. Teremos também o Livro do Centenário da Academia, organizado pelo desembargador Nildomar Silveira, que é o nosso registro dos 100 anos. Estamos reeditando uma obra chamada Os Fundadores, que conta a história da fundação da APL. Ou seja, temos muito o que comemorar. A vida da academia é a vida do Piauí. Nós somos a alma intelectual do Piauí. A gente quer expor a história, a cultura e a alma piauiense”, finaliza Nelson Nery Costa.

Concurso premia melhor obra literária do Piauí em R$ 100 mil

A Academia Piauiense de Letras e a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves estão lançando, em uma parceria inédita, o Concurso de Livros Publicados Poeta H. Dobal, que vai eleger a melhor publicação entre os anos de 2014 e 2017. O vencedor receberá um prêmio de R$ 100 mil.

O presidente da APL, Nelson Nery Costa, ressalta a importância desse tipo de iniciativa. “Assim como estamos fazendo na Academia com a Coleção Centenário, estimulando que nossos autores publiquem mais, esse concurso é uma oportunidade de valorizar essa produção, fazendo com que nossos escritores mostrem o que estão publicando”, afirma.

Poderão ser inscritos livros publicados entre o perído de 1º de janeiro de 2014 e 30 de abril de 2017, nas categorias ficção, como conto, poesia, romance e crônica; e obra técnica, como ensaio, crítica e trabalho científico. O edital determina que os autores devem ter nascido no Piauí ou serem radicados no estado há mais de 10 anos.

O julgamento das obras inscritas ficará a cargo de uma comissão montada pela Academia Piauiense de Letras, formada por cinco imortais, mais cinco professores ou intelectuais, nomeados pelo presidente da APL, que atuarão no auxílio aos julgadores. Esse processo começará no dia em que forem encerradas as inscrições (20 de junho) e terá duração de 90 dias a partir desse prazo.

A comissão avaliará todos os inscritos e apenas um será o vencedor, contemplado com uma premiação de R$ 100 mil. Esse valor é oriundo de destinação de emenda parlamentar do deputado estadual Robert Rios.

A solenidade de lançamento do concurso acontecerá nesta quarta-feira (24), no Salão Nobre do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura de Teresina, às 17h30, com a presença do prefeito Firmino Filho, do presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, do presidente da APL, Nelson Nery Costa, e demais autoridades do município.