APL divulga pesquisa pioneira sobre leitura no Piauí

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Divulgação da pesquisa sobre leitura na APL/Imagens: Dantércio Cardoso/MN
Divulgação da pesquisa sobre leitura na APL/Imagens: Dantércio Cardoso/MN

A Academia Piauiense de Letras e o Instituto Amostragem divulgaram hoje (22/04) a pesquisa sobre hábitos de leitura dos piauienses.

O questionário da pesquisa foi aplicado no período de 24 a 28 de fevereiro do ano em curso, com um total de 2.000 entrevistas com homens e mulheres com 16 anos ou mais, residentes nas zonas urbana e rural dos 90 dos maiores municípios piauienses.

A amostra estatística apresenta um nível de confiança de 95% e margem de erro de até 2,19%, para mais ou para menos.

A pesquisa pioneira e foi realizada com o objetivo de se ter melhor conhecimento do assunto e, em consequência, oferecer sugestões de políticas públicas de incentivo à edição e divulgação de livros de autores piauienses, ou de temática sobre o Estado.

Os resultados

A pesquisa identificou que 27,9% das pessoas entrevistadas afirmaram ter o hábito de leitura, o que resulta em um público estimado de 687.938 leitores com idade de 16 anos e mais.

O coordenador da pesquisa na APL, economista, professor e acadêmico Felipe Mendes, destacou que esse é um número muito pequeno, inferior a um terço da população piauiense nas faixas etárias pesquisadas.

Mulheres leem mais

Entre as mulheres, o hábito é maior (30,2%) do que entre os homens (25,4%). Curiosamente, o hábito decresce com a idade, pois atinge 41,4% na faixa de 16 a 24 anos, 34,9% na faixa de 25 a 34 anos, 27,0% na faixa de 35 a 44 anos, 22,5% na faixa de 45 a 59 anos, e de 18,4% na faixa de 60 anos e mais.

Instrução

Ao contrário, como é de se esperar, o hábito aumenta na medida do grau de instrução: 4,8% para quem apenas lê e escreve; 16,7% entre os que têm ensino fundamental incompleto ou completo; 36,0% entre os que possuem ensino médio incompleto ou completo; de 61,2% entre os que possuem o ensino superior incompleto; e 62,1% entre os que têm ensino superior completo.

Renda

Também como esperado, o hábito de leitura cresce em razão da renda familiar dos entrevistados: 26,7% para quem tem renda até R$1.212,00; 23,0% para a faixa de R$1.212,01 a R$2.424,00; 34,9% para a faixa de R$2.424,01 a 6.060,00; 41,9% para a faixa de R$6.060,01 a 12.120,00; e de 58,3% para a faixa de mais de R$12.120,00.

O hábito de leitura está mais presente entre os moradores da zona urbana (32,0%) do que os da zona rural (19,3%), o que é igualmente um resultado esperado.

A divulgação

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Amostragem com apoio do Grupo Meio Norte de Comunicação, que patrocinou o levantamento.

Os dados foram divulgados no Salão da Galeria dos Acadêmicos, com a presença do presidente da APL, Zózimo Tavares, acadêmicos e convidados, entre eles o presidente da recém-criada Associação Piauiense de Editoras, Leonardo Dias; o diretor da Editora da UFPI, professor Cleber de Deus; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, professor e acadêmico Fonseca Neto; e a professora Jasmine Malta, que ministra a disciplina de Literatura Piauiense na Universidade Federal do Piauí.