APL valoriza cultura nos municípios

“Chá das 5” recebe Ernâni Getirana, de Pedro II.

A Academia Piauiense de Letras tem procurado uma maior aproximação com os polos culturais do interior do Piauí, através do programa “Chá das 5”, apresentado toda quinta-feira, às 17h, na TV Nestante (YouTube).

Intelectuais e produtores culturais de várias regiões do Piauí já foram entrevistados no programa. Com isso, a APL busca promover uma conexão com os polos regionais e locais de cultura.

Já foram entrevistados, entre outros, os professores e escritores Claucio Ciarlini; da Academia Parnaibana de Letras; Ernâni Getirana, da Academia de Letras e Artes de Pedro II; e Ozildo Batista de Barros, que influenciou uma geração de autores na região de Picos.

O presidente da APL, Zózimo Tavares, disse que é fundamental esse contato da Academia com os escritores e produtores culturais que vivem praticamente isolados no interior e afastados da cena cultural de Teresina.

Ele adiantou que a Academia promoverá outros eventos para estreitar e intensificar essa relação, de modo a dar voz e visibilidade também aos que fazem cultura nos municípios.

O acadêmico observou que a APL trouxe também para o seu programa nomes nacionais das letras, como os escritores Aldo Rebelo e Carlos Castelo, de São Paulo; e Edmilson Caminha Júnior e Paulo Castelo Branco, de Brasília.

“Chá das 5” recebe Ozildo Batista de Barros, de Picos.

Novo Currículo é homologado com Ensino de Literatura Piauiense

O currículo do Novo Ensino Médio, aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, foi homologado ontem (13/07), durante evento híbrido na sede da Secretaria de Estado da Educação que reuniu membros do Conselho, a cúpula da Seduc e educadores.

O novo currículo está estruturado em um período de três anos, com a carga horária de 1.800 horas, destinadas à Formação Geral Básica, e 1.200 horas, referentes aos Itinerários Formativos.

A formação básica contempla as quatro Áreas do Conhecimento, expressas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), contextualizadas com a realidade do ensino local.

Os Itinerários Formativos ampliam as aprendizagens relacionadas às competências gerais da BNCC, às Áreas de Conhecimento e/ou à Formação Técnica e Profissional

Além das aprendizagens comuns e obrigatórias, definidas pela BNCC, que completam a Formação Geral Básica, os estudantes poderão, por meio dos Itinerários Formativos, escolher se aprofundar nos conhecimentos que mais se relacionam com seus interesses e talentos, conforme condições das escolas e das redes de ensino.

Literatura Piauiense nas Escolas

O ensino de Literatura Piauiense é uma das novidades do currículo do Novo Ensino Médio.

A inclusão da disciplina foi reivindicada pela Academia Piauiense de Letras, com boa receptividade do Conselho Estadual de Educação e da Equipe Pro BNCC (Base Nacional Comum Curricular) no Piauí.

O processo para elaboração do Novo Currículo do Ensino Médio foi iniciado em 2019, coletivamente, pela Secretaria da Educação.

(Com informações da Seduc e APL)

Saneamento também é cultura, afirma diretor do IAE

O diretor-geral do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (IAE), advogado, escritor e acadêmico Magno Pires, afirmou que saneamento básico também é cultura.

“Os países que cresceram e se desenvolveram econômico, social e culturalmente, com estabilidade duradoura de suas atividades econômicas e financeiras, tiveram no saneamento de águas e esgotos uma de suas bases fundamentais do desenvolvimento”, observa.

Para Magno Pires, atual vice-presidente da Academia Piauiense de Letras, as sociedades sem águas e esgotos tratados são pobres e não crescem; e a população é constantemente doente e as mortes se multiplicam.

Marco Regulatório

O Instituto de Águas e Esgotos do Piauí está empenhado, no momento, para fazer cumprir o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, que determina a universalização de água a 99% dos municípios brasileiros e do sistema de agosto a 90% das cidades até 2033.

Para tanto, o Governo do Estado vai encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que divide o Piauí em 11 microrregiões, com o objetivo de facilitar o alcance da meta no Piauí.

“Nenhum outro projeto no Piauí terá a extensão, dimensão e profundidade, bem como capilaridade e repercussões na sociedade como o Marco Regulatório do Saneamento Básico. Será o maior investimento a ser realizado no Estado. E suas consequências benéficas serão de longo prazo, e permanente, com proveito constante e insubstituível à sociedade”, entusiasma-se o diretor geral do IAE.

Acadêmico faz palestra sobre saneamento básico

“Políticas de saneamento básico no Brasil e experiência do Piauí” foi o tema da palestra proferida hoje (07/07) pelo economista, professor e acadêmico Felipe Mendes, na sede do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (IAE-PI).
Felipe Mendes repassou para técnicos e dirigentes do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí, o Conselho Estadual de Saneamento Básico (composto de 13 membros) e demais interessados os seus conhecimentos sobre o assunto.
O palestrante é mestre em Saneamento Básico e foi secretário de Planejamento, deputado federal e presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Debate democrático
O diretor-geral do IAE-PI, advogado, escritor e acadêmico Magno Pires, explica que a discussão sobre o projeto do novo Marco do Saneamento foi democrática, envolvendo a sociedade civil e especialistas, por meio de audiências públicas realizadas por todo o mês de junho.
“Nas discussões, foram apresentados os entraves e as soluções sugeridas para alcançar nossa meta”, afirma o diretor.
Cobertura
O Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (IAE-PI) está mobilizado para cumprir o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico.
Esse marco determina a universalização de água em 99% dos municípios brasileiros e do sistema de agosto em 90% das cidades até 2033.
O presidente do IAE informou que, para isso, o Governo do Estado vai enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que divide o Piauí em 11 microrregiões, para facilitar o alcance da meta no Estado do Piauí.

Livro mostra beleza e riqueza da caatinga

“OLHAIS” é o título do novo livro do jornalista e fotógrafo André Pessoa. A obra foi lançada na sexta-feira à noite, em evento virtual, pela Brigada Mandu Ladino.

Durante o lançamento, que contou com a participação de estudiosos, ambientalistas e outros convidados, foram exibidos documentários sobre a preservação da caatinga no Piauí.

Olhais fica no Corredor Ecológico Capivara-Confusões, uma das áreas ainda puras no Nordeste do Brasil. Totens de pedras, animais raros, inscrições rupestres gigantes compõem as imagens do livro.

Entre os convidados, o cineasta Toni Nogueira, o professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, e o deputado federal Paes Landim.

Eles defenderam que a região da caatinga seja reconhecida como Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade.

O jornalista André Pessoa disse que a caatinga é uma biblioteca que foi largada no meio do sertão e que seus livros ainda não foram lidos pelos cientistas.

O coordenador da live de lançamento do livro foi o professor e acadêmico Luiz Ayrton Santos Júnior.

O evento foi prestigiado também pelo acadêmico Felipe Mendes e pelo presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares.

Descendentes de Valério Coelho criam associação e site

A partir de agora, informações sobre um dos troncos mais antigos das famílias do Piauí podem ser acessadas através de um site recém-criado pela Associação dos Descentes de Valério Coelho – ADVC.

A associação foi fundada no início deste ano, com o objetivo de cuidar da preservação da história do português Valério Coelho Rodrigues e de seus descendentes.

O seu primeiro presidente da entidade é Josinaldo Miguel de Sousa. São considerados sócios-fundados todos que se cadastraram até 31 de maio.

O site

A ADVC registrou o domínio coelhorodrigues.ong.br e criou o site http://www.coelhorodrigues.ong.br, que entrou em operação em 1º de junho de 2021, já com mais de 11 mil descendentes de Valério Coelho cadastrados.

O site será atualizado diariamente, através de informações enviadas por descendentes de Valério Coelho Rodrigues, diretamente para o e-mail corrigir@coelhorodrigues.ong.br, na hipótese de tratar-se de pedir correção de dados, ou para o e-mail parente@coelhorodrigues.ong.br, para o envio de nomes para serem adicionados ao site.

Pesquisas

A ideia da aproximação dos membros da família nasceu em 2013, quando foi realizado em Paulistana o “Encontro Nacional dos Descendentes de Valério Coelho”, alusivo ao seu tricentenário de nascimento.

No evento, o então governador Wilson Martins instituiu a Medalha Valério Coelho. Ele é um dos descendentes de Valério.

Muitas pessoas passaram a colaborar com importantes informações sobre a família Coelho Rodrigues.

O auditor fiscal Francisco Antônio de Alencar, natural de Pio IX-PI, por exemplo, conseguiu junto ao professor Mairton Celestino, da Universidade Federal do Piauí, os registros digitalizados dos Livros de Registros Religiosos de Oeiras, a partir de 1766, e Jaicós-PI, a partir de 1850.

Com a disponibilização desses registros, muitos documentos foram localizados, especialmente por parte dos pesquisadores José Ernandes de Carvalho e Ivonete Paixão. Ivonete, uma engenheira paulista que mora em Milão-Itália, também foi a criadora da logomarca da ADVC.

Quem é Valério

“Valério Coelho Rodrigues foi personagem importante no processo de colonização do Piauí e no assentamento de sua base econômica”, destaca o historiador e acadêmico Reginaldo Miranda, que tem se dedicado ao estudo da genealogia das principais famílias piauienses.

Em 2017, ele publicou o livro “Memória dos Ancestrais”, pela Coleção Genealogia Piauiense, da Academia Piauiense de Letras.

Valério Coelho nasceu em 3 de setembro de 1713, na freguesia de São Salvador do Paço de Sousa, Bispado do Porto, em Portugal.

Morou em São Paulo e veio para o Piauí, onde fez fortuna e gerou uma família que se projetou na cena política nacional até os dias de hoje.

A descendência

Entre seus descendentes, assinala Reginaldo Miranda, muitos foram abastados fazendeiros, coronéis no Império e na República Velha, líderes na política regional do Piauí, Pernambuco, Bahia e outras unidades federativas.

Outros foram juristas, advogados, magistrados, escritores, jornalistas, médicos, profissionais liberais em geral, clérigos, servidores públicos e, também, parlamentares, presidentes de províncias, governadores de estados e até um presidente da República (José Sarney).

Outro acadêmico que vem se dedicando à pesquisa sobre as famílias piauienses é Homero Castelo Branco, que em 2018 publicou o livro “História do Piauí – Passageiros do Passado”, com vários registros relevantes sobre Valério Coelho e sua descendência.

 

APL participa de audiência pública na Assembleia

A Academia Piauiense de Letras participou, hoje (31/05), através de seu presidente, Zózimo Tavares, de audiência pública da Assembleia Legislativa para discussão do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022.

A audiência foi realizada de 10h às 11h20, em sessão híbrida da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Henrique Pires (MDB).

Ao todo, foram 50 convidados, entre instituições governamentais, incluindo o Governo do Estado (Secretaria de Planejamento e Secretaria de Fazenda), Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Ministério Público, e não governamentais.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias orienta a elaboração e estruturação do Orçamento Anual do Estado, que será apreciado pelo Legislativo no segundo semestre deste ano.

Nova audiência

O presidente da APL informou que foi a primeira vez que a entidade recebeu convite da Assembleia para esse tipo de discussão.

Ele agradeceu o convite do deputado Henrique Pires e elogiou a iniciativa, destacando que ela busca dar maior transparência ao debate sobre um dos pontos mais relevantes da agenda legislativa, a LDO.

O deputado Henrique Pires anunciou que haverá nova audiência pública sobre o assunto depois que o Governo do Estado encaminhar à Casa a proposta orçamentária para o próximo ano.

A Academia Piauiense de Letras vai acompanhar a discussão do orçamento estadual com foco na destinação de recursos para a área da cultura.

 

 

Livro mostra paisagens icônicas do Piauí

A live de lançamento do livro “Piauí – Celeiro de icônicas paisagens” será realizada neste sábado, 29/07, às 17h.

A obra, publicada pela Brigada Mandu Ladino, é do fotógrafo Juscelino Reis.

As imagens estão entremeadas por poemas de Diego Mendes Sousa, da Academia Parnaibana de Letras, e Luiz Ayrton Santos Junior, da Academia Piauiense de Letras.

“O livro é uma especial lembrança para os turistas que visitam a nossa terra, bem como para os filhos do sol do Equador”, afirma Luiz Ayrton Santos Júnior.

O lançamento será através da plataforma Meet, no endereço: meet.google.com/dhe-fxrc-hnq

Dobal, o poeta ecumêmico, silenciava há 13 anos

O silêncio do poeta H. Dobal, ocupante da Cadeira 10, também está sendo lembrado pela Academia Piauiense de Letras nas efemérides de maio.

O poeta nasceu em Teresina, em 17 de outubro de 1927, e faleceu em sua terra natal, em 22 de maio de 2008. Nos últimos anos de sua vida enfrentou o Mal de Parkinson.

Além de poeta, foi cronista e professor. Formou-se na turma de 1952 da Faculdade de Direito do Piauí. Era auditor fiscal do Ministério da Fazenda. Exerceu suas atividades funcionais no Rio de Janeiro e em Brasília. Morou em Londres e Berlim.

Dobal ingressou na atividade cultural como membro do Movimento Meridiano, que se reunia em torno de uma revista literária com o mesmo nome. O grupo era liderado pelo professor M. Paulo Nunes e dele faziam parte ainda O. G. Rego de Carvalho, Eustachio Portella e Vitor Gonçalves Neto, entre outros.

Publicou seu primeiro livro, “O Tempo Consequente”, em 1966 e com a segunda obra, “O Dia Sem Presságios” (1970), conquistou o Prêmio Jorge de Lima, do Instituto Nacional do Livro.

Sobre “O Tempo Consequente”, escreveu Manuel Bandeira: “Poeta ecumênico, chamou Odylo a Dobal no seu tão belo e compreensivo estudo apresentando o novo poeta. Mas eu prefiro dizer o poeta total, o poeta por excelência … Só mesmo um poeta “ecumênico” como Dobal podia fixar a sua província com expressão tão exata, a um tempo tão fresca e tão seca, despojada de quaisquer sentimentalidades, mas rica do sentimento profundo, visceral da terra.”

Obra completa

A Academia Piauiense de Letras acaba de publicar a Obra Completa de Dobal (Poesia). É volume 104 da Coleção Centenário, a ser lançado em breve.

A obra é composta dos livros “O Tempo Consequente” (1966); “As Formas Incompletas”; ‘O Dia Sem Presságios” (1970); “A Província Deserta”; “A Serra das Confusões” (1978); “A Cidade Substituída”(1978); “Os Signos e as Siglas” (1987) e “Ephemera” (1995).

“A poesia de H. Dobal toca fundo a alma, bate no peito e emociona o olhar. Vai esculpindo a paisagem, mas, ao mesmo tempo, descreve o homem e seu interior, como se descamasse os aspectos da existência humana”, escreve o acadêmico Nelson Nery, na apresentação do livro.

O professor Cineas Santos, editor da primeira edição das Obras Completas de H. Dobal, em 1997, assim lembra o poeta: “Dono de uma voz reconhecível, Dobal permanece vivo na poesia que nos legou”.

RÉQUIEM

Nestes verões jaz o homem

sobre a terra. E a dura terra

sob os pés lhe pesa. E na pele

curtida in vivo arde-lhe o sol

destes outubros. Arde o ar

deste campo maior desta lonjura

onde entanguidos bois pastam a poeira.

E se tem alma não lhe arde o desespero

de ser dono de nada. Tão seco é o homem

nestes verões. E tão curtida é a vida,

tão revertida ao pó nesta paisagem

neste campo de cinza onde se plantam

em meio às obras-de-arte do DNOCS

o homem e os outros bichos esquecidos.

Do livro “O Tempo Consequente” (1966)

Sai o edital do Patrimônio Vivo

O Edital do Patrimônio Vivo do Piauí será lançado na próxima segunda-feira, dia 24, beneficiando, este ano, 30 mestres da cultura popular.

Todos eles passarão a receber uma ajuda financeira do Estado a fim de que possam continuar ensinado o que sabem fazer às novas gerações.

O projeto foi apresentado na Assembleia Legislativa pela deputada Flora Isabel, sendo aprovado e transformado em lei após a sanção do governador Wellington Dias (Lei nº 5.816/2008).

O decreto que regulamenta a matéria foi assinado em fevereiro passado pela governadora em exercício, Regina Sousa.

O documento faz com que mestres e grupos que atuam em ofícios tradicionais piauienses reconhecidos no Brasil e no mundo – tais como arte santeira, renda de bilro – ou manifestações culturais ligadas à dança, música e literatura de cordel, possam receber aporte financeiro para transmitir seus conhecimentos e experiências e, assim, perpetuar estes ofícios.

A luta em defesa do patrimônio vivo foi encampada desde o início pelo Conselho Estadual de Cultura, presidido atualmente pelo acadêmico Nelson Nery Costa. O edital recebe o nome do conselheiro e professor Cineas Santos.