Wilson Gonçalves – Perfil Biográfico

Acadêmico Wilson Gonçalves.
Acadêmico Wilson Gonçalves.
Acadêmico Wilson Gonçalves.

Por Francisco Miguel de Moura*

O acadêmico e escritor Wilson Carvalho Gonçalves nasceu em 21-04-1923, em Barras-PI, e faleceu em 15-10-2021, em Teresina-PI. Formado em Farmácia, funcionário público aposentado, professor, pesquisador e historiador. o Acadêmico WILSON CARVALHO GONÇALVES foi, por sua operosidade, sua lhaneza, seu caráter e sua simplicidade, uma figura das mais simpáticas da Casa de Lucídio Freitas. Entre suas obras históricas merecem destaque o “Roteiro Cronológico da História do Piauí” e a “Antologia da Academia Piauiense de Letras”.

Fez o curso primário no Grupo Escolar “Matias Olímpio”, em Barras, e o curso secundário no Liceu Piauiense. Formado pela Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro, foi membro do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, durante três mandatos.  Na sua vida profissional fez diversos cursos e exerceu funções diversas, entre as quais contam-se as de Auditor Fiscal da Secretaria da Receita Federal, Secretário da Interventoria Federal do Piauí, Secretário da Delegacia do Ministério da Fazenda, Chefe do CETREMFA-PI e Coordenador da ESAF-PI (Escola Superior de Administração Fazendária).

Membro da nossa Academia, onde ocupava a cadeira nº 12, patroneada por Coelho Rodrigues, pertence também ao Instituto Histórico e Geográfico do Piauí e à Academia de Letras do Vale do Longá. Recebeu, da Academia Paulistana de História do Estado de São Paulo, o Prêmio “Clio de História”, em 1998, de reconhecimento pela obra “Grande Dicionário HistóricoBiográfico Piauiense”.  Mais algumas honrarias constam do seu currículo como “Diplomas de Honra ao Mérito” conferidos pelo Conselho Federal de Farmácia e pela Escola Superior de Administração Fazendária, Brasília – DF, por exemplo.

Publicou os seguintes livros: “Terra dos Governadores” (1987), “Os Homens que Governaram o Piauí” (1989), “Teresina – Pesquisas Históricas” (1991), “Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense” (lª e 2ª edições, respectivamente 1992 e 1993), “Vultos da História de Barras” (1994), “Roteiro Cronológico da História do Piauí” (1996); “Grande Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense” (1997) e “Antologia da Academia Piauiense de Letras” (2000). Deixou ainda inédito: “História Administrativa e Política do Piauí”.

Conhecia-o, primeiramente, como pesquisador e historiador, não como crítico. Mas, depois,  no encarte “Lucílio de Albuquerque” comparece também como um ótimo crítico de arte.  Do grande apreciador da arte, coisa que eu já sabia, e não poderia ser diferente, com o exemplo que tinha em sua própria casa – sua filha, Josefina Gonçalves, uma artista plástica do mais alto gabarito, experimentadora e realizadora – Wilson Gonçalves se saiu muito bem.  Basta ler-se “Figuras Notáveis da História do Piauí” fascículo 3, da série publicada pelo jornal “Meio Norte”,  focalizando o pintor Lucílio de Albuquerque, autor que foi do referido fascículo, nascido, como ele, em Barras-PI e se tornou nome nacional, na arte. Wilson Carvalho Gonçalves.  Lembramos, por oportuno, que todos os fascículos da série acima referenciados tiveram a finalidade de divulgar a vida e a obra dos homens importantes que fizeram nosso Estado, afim de que se sejam sempre lembrados e reverenciados.  Os fascículos, se não me engano, foram 16, ao todo. O Prof. Raimundo Nonato Monteiro de Santana, então presidente da APL, demonstrou ser muito ativo no que diz respeito a publicações da e sobre a Academia. Digo isto porque, na época, eu era o seu Secretário Geral e o acompanhava nesse trabalho, visitando pessoas e empresas que pudessem prestar colaboração. Lembro do “Banco do Nordeste” e da “Caixa Econômica”, além do empresário João Claudino, entre os que pedimos colaboração para tanto. Assim, como colaborador, além do trabalho de organização e revisão, eu assinei dentre os fascículos mencionados os que versaram sobre Fontes Ibiapina e Félix Pacheco.

Enfim, a memória de Wilson Gonçalves, entre nós acadêmicos, é a de uma pessoa simples, cordata e culta, humana e sensível, que deixa seus traços de verdade, nas obras escritas com caráter e paciência, sempre cuidadoso na consulta das fontes mais seguras.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta e prosador, membro da Academia Piauiense de Letras.