Livro remonta 100 anos da história da Academia Piauiense de Letras

O desembargador e imortal Nildomar da Silveira Soares se debruçou sobre os 100 anos da Academia Piauiense de Letras para contar essa história. O Livro do Centenário será lançado em solenidade especial no próximo dia 24, com a presença de intelectuais, autoridades e dos membros da APL, no Cine Teatro da Assembleia Legislativa, às 19h. Durante a solenidade também será entregue a Medalha do Centenário, homenageando nomes diretamente ligados à cultura piauiense.

A data é emblemática. Além de ter sido no dia 24 de janeiro de 1918 a sessão que instalou a Academia Piauiense de Letras, também o dia do Piauí era comemorado nessa data, já que foi em 24 de janeiro de 1823 que o clã Sousa Martins proclamou a independência de Oeiras, ocasionando a reação das tropas de Fidié, culminando com a sangrenta Batalha do Jenipapo.

Assim, a história da Academia Piauiense de Letras se confunde com a própria história do Piauí. Diversos intelectuais, políticos e magistrados foram imortais, pessoas decisivas para o desenvolvimento do Estado e sua cultura.

O Livro do Centenário representa a essência dessa história de bravura na luta pelo desenvolvimento e incentivo à produção literária. “A Academia está em festa desde o mês de dezembro nas comemorações do seu centenário e, durante todo este ano de 2018, estará em curso uma programação para lembrar como foi o seu início e debatermos como será o seu futuro. Essa obra, o Livro do Centenário, é o resgate dessa história que não pode ser esquecida. Nele estão os fundadores, suas motivações, seu trabalho e o de todos que os sucederam. Este ano temos muito que celebrar”, ressalta Nelson Nery Costa, presidente da APL.

Neste primeiro semestre, continua-se a lançar obras da Coleção Centenário e da Coleção Século XXI. Deve ocorrer o lançamento também de série especial chamada Coleção 100 Anos, e outras reedições, como Antologia da Academia Piauiense de Letras, de Wilson Gonçalves, Os Fundadores, e outros inéditos, como História da APL, de Celso Barros, e História Piauiense: aventura, sonho e cultura, da autoria de Nelson Nery Costa, com quase mil páginas.

Ainda este ano, sob a coordenação da imortal Fides Angélica Ommati, acontecerá o seminário Piauí 2.100, que tem a intenção de refletir sobre o Piauí e de como estará o mesmo no final do século XXI, em termos de desenvolvimento econômico e social, de sustentabilidade, de temperatura, e de cultura, que deve contar com palestra de encerramento do Min. João Paulo dos Reis Veloso. A APL também promoverá um concurso literário destinado a estudantes do ensino médio e também para o ensino universitário, em poesia, conto e crônica, com premiação até setembro do próximo ano. Acontecerá ainda em 2018 o Centenário da Revista da Academia Piauiense de Letras

História

A Academia Piauiense de Letras foi criada, efetivamente, por um grupo de intelectuais, no dia 30 de dezembro de 1917, no salão do Conselho Municipal. Inicialmente, a ideia era organizar, como já acontecia em outros centros do país, um grêmio literário, com a finalidade de desenvolver a literatura piauiense.

No grupo, nomes expressivos da intelectualidade na época. A primeira sessão do novo grupo, em que foi escolhida a primeira diretoria, foi liderada por Lucídio Freitas. A diretoria foi formada por Clodoaldo Freitas, presidente; João Pinheiro, secretário geral; Fenelon Castelo Branco, primeiro secretário; Jônathas Baptista, segundo secretário; Antonio Chaves, tesoureiro; Édison Cunha era o bibliotecário. Além destes, estiveram presentes ainda a essa sessão histórica Benedito Aurélio de Freitas, Celso Pinheiro e Higino Cunha.

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Teresina deve ganhar Centro de Referência sobre a História do Piauí

O presidente da Academia Piauiense de Letras (APL), Nelson Nery Costa e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, professor Fonseca Neto, estiveram reunidos na segunda-feira, 08 de janeiro, com o governador Wellington Dias no Palácio de Karnak. Na ocasião, os líderes convidaram o Chefe do Poder Executivo Estadual para participar das comemorações de 100 anos das instituições e trataram da criação de um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí. O projeto ficaria localizado na Rua Álvaro Mendes, na região central de Teresina. “Nós viemos destacar um projeto em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico para a gente participar dessa recuperação do Centro de Teresina, o município está fazendo muito esforço, o próprio Estado através da Secretaria de Cultura está buscando recuperar muitos espaços no Centro, o próprio prédio da Secult, o museu da imagem e do som, e a Academia junto com o Instituto gostaria de participar desse projeto”, apontou Nelson Nery.

O projeto ousado propõe um resgate histórico no Piauí, difundindo as informações para toda a sociedade. A ação foi bem recebida pelo governador, que buscará viabilizar a concessão do espaço para a implantação do Centro de Referência. O presidente da Academia Piauiense de Letras, Nelson Nery Costa, indicou que a intenção é contribuir no processo de recuperação do centro da capital piauiense. Diante disso, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, Fonseca Neto, reiterou a importância do novo projeto para a propagação da pesquisa histórica local e a otimização dos espaços no centro da cidade. “Nós temos uma proposta concreta de dotar o centro de Teresina com mais um equipamento cultural, num desses prédios antigos do Centro da cidade que são propriedade do próprio Estado, nós entendemos que alguns prédios antigos devem ser ‘refuncionalizados’ para que o Centro histórico tenha vida, um deles é o antigo prédio onde funcionou o Tribunal de Contas do Estado, na Álvaro Mendes”, disse.

Fonseca Neto também sinalizou que o Centro de Referência marcaria os 300 anos da criação da capitania do Piauí. “Esse prédio é muito bonito e nesse momento está sem função, então estamos pedindo ao governador que nos autorize a ocupar esse espaço, criando um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí aproveitando esses 300 anos da criação capitania do Piauí e que ali seja mais um ponto de referência de difusão da pesquisa histórica do Estado, de expansão das literaturas, um centro cultural que possa chamar outras instituições culturais para animar o centro de Teresina”, finalizou.

Academia Piauiense de Letras comemora 100 anos neste sábado (30)

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito presidente da Academia Piauiense de Letras (APL) neste mês de dezembro, para administrar a instituição no biênio 2018/2019.

O centenário da Academia será comemorado no próximo sábado, 30 de dezembro, com uma série de atividades.

Nelson Nery Costa foi entrevistado no Cidade Verde Notícias desta quinta-feira (28) para falar dos desafios no comando da instituição, que incluem a criação de um museu na sede da APL.

Ouça na íntegra:

Nelson Nery Costa é reeleito para presidência da Academia Piauiense de Letras

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito, neste sábado (16), presidente da Academia Piauiense de Letras. A nova diretoria vai administrar a instituição durante o biênio 2018/2019, dando continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no incentivo à produção literária piauiense.

A eleição contou com os votos de 28 membros. A nova diretoria é composta por Nelson Nery Costa, presidente; Zózimo Tavares, vice-presidente; Herculano Moraes, secretário geral; José Elmar Carvalho, primeiro secretário; Wilson Nunes Brandão, segundo secretário; e Humberto Guimarães, tesoureiro.

“A administração da Academia dará continuidade ao que vem desenvolvendo em termos de incentivo à produção tanto por parte dos acadêmicos quanto entre autores que vem despontando na literatura piauiense. Temos em voga duas coleções de livros, responsáveis por um boom na produção desta casa. Além disso, estamos em plena programação do aniversário de 100 anos da Academia. Isso vem motivando para que possamos pensar no futuro. Estamos realizando uma reforma na sede, a Casa de Lucídio Freitas, e instalando o Museu da Cultura Literária Piauiense, que conterá todo o acervo da academia”, avalia Nelson Nery Costa.

O centenário da instituição, comemorado no dia 30 de dezembro, será marcado ainda por uma missa em ação de graças, lançamento de obras e do Livro do Centenário da Academia e solenidade de entrega da Medalha do Centenário.

Casa de Lucídio Freitas abrigará Museu da Academia Piauiense de Letras

No ano em que completa o seu centenário, a Academia Piauiense de Letras fundará um museu destinado à exposição de telas de grandes nomes das artes plásticas piauienses, peças doadas por imortais e todo o seu acervo acumulado ao longo desses 100 anos. Para isso, a Casa de Lucídio Freitas, prédio que abriga a instituição, está passando por uma reforma para adequar-se ao projeto.

“Vamos iniciar o compromisso que temos com a cidade que é de dar à Teresina um museu. Temos um acervo rico na Academia e queremos expor para que as pessoas conheçam, temos uma pinacoteca com os principais artistas do Estado. Queremos dar mais essa contribuição à cultura piauiense. Nós tivemos 152 acadêmicos ao longo da história e mais os 40 patronos. Então, temos quase 200 nomes dentro da Academia entre produtores culturais, literatos, intelectuais, jornalistas e produtores de teatro. Essa é uma forma de interagir, já que nos últimos 100 anos nós temos feito parte da história do Piauí”, destaca Nelson Nery Costa, presidente da Academia Piauiense de Letras.

O prédio, localizado na avenida Miguel Rosa, uma das principais vias da cidade, foi doado à Academia no dia 29 de abril de 1986, pelo Governo do Estado através do governador Hugo Napoleão. Na época, a presidência da Academia era exercida por Arimathéa Tito Filho, que permaneceu no cargo entre 1971 e 1992.

A reforma, cujo projeto é da arquiteta Lavínia Brandão, contemplará todos os cômodos. Além de adequar o prédio ao propósito de abrigar o museu, a intenção é melhorar as instalações, garantindo espaço adequado para cada atividade exercida pelos imortais e para os eventos que são organizados pela instituição.

A entrega do museu deverá acontecer em dezembro, durante a programação do aniversário de 100 anos de fundação da APL. Além desse evento, os imortais preparam o Seminário Piauí 2100, que tem a intenção de discutir o Estado dentro de uma perspectiva de futuro, e a festa no dia 15 de dezembro.

“O centenário é dia 30 de dezembro e queremos fazer comemoração integrada. Teremos o Seminário Piauí 2100, olhando para o Piauí do futuro e ao mesmo tempo fazendo a trajetória da sua existência. Também temos muitos livros para lançar até dezembro. São sete livros já editados e ainda não lançados e outros quatro sendo produzidos. Ao todo, teremos 100 livros da Coleção Centenário lançados até o final do ano. É um processo em linha industrial e estamos conseguindo cumprir esse papel. Na Coleção Século XXI temos 16 livros lançados e lançaremos mais três no próximo sábado. Teremos também o Livro do Centenário da Academia, organizado pelo desembargador Nildomar Silveira, que é o nosso registro dos 100 anos. Estamos reeditando uma obra chamada Os Fundadores, que conta a história da fundação da APL. Ou seja, temos muito o que comemorar. A vida da academia é a vida do Piauí. Nós somos a alma intelectual do Piauí. A gente quer expor a história, a cultura e a alma piauiense”, finaliza Nelson Nery Costa.

Concurso premia melhor obra literária do Piauí em R$ 100 mil

A Academia Piauiense de Letras e a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves estão lançando, em uma parceria inédita, o Concurso de Livros Publicados Poeta H. Dobal, que vai eleger a melhor publicação entre os anos de 2014 e 2017. O vencedor receberá um prêmio de R$ 100 mil.

O presidente da APL, Nelson Nery Costa, ressalta a importância desse tipo de iniciativa. “Assim como estamos fazendo na Academia com a Coleção Centenário, estimulando que nossos autores publiquem mais, esse concurso é uma oportunidade de valorizar essa produção, fazendo com que nossos escritores mostrem o que estão publicando”, afirma.

Poderão ser inscritos livros publicados entre o perído de 1º de janeiro de 2014 e 30 de abril de 2017, nas categorias ficção, como conto, poesia, romance e crônica; e obra técnica, como ensaio, crítica e trabalho científico. O edital determina que os autores devem ter nascido no Piauí ou serem radicados no estado há mais de 10 anos.

O julgamento das obras inscritas ficará a cargo de uma comissão montada pela Academia Piauiense de Letras, formada por cinco imortais, mais cinco professores ou intelectuais, nomeados pelo presidente da APL, que atuarão no auxílio aos julgadores. Esse processo começará no dia em que forem encerradas as inscrições (20 de junho) e terá duração de 90 dias a partir desse prazo.

A comissão avaliará todos os inscritos e apenas um será o vencedor, contemplado com uma premiação de R$ 100 mil. Esse valor é oriundo de destinação de emenda parlamentar do deputado estadual Robert Rios.

A solenidade de lançamento do concurso acontecerá nesta quarta-feira (24), no Salão Nobre do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura de Teresina, às 17h30, com a presença do prefeito Firmino Filho, do presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, do presidente da APL, Nelson Nery Costa, e demais autoridades do município.

Nelson Nery relata andanças ao redor do mundo em ‘Contos de Viagem’

A Academia Piauiense de Letras dedica este sábado (20) para o lançamento de quatro obras, sendo três pertencentes à Coleção Século XXI: Contos de Viagem, de Nelson Nery Costa; Mediquês – “O falar nordestino, na consulta médica”, de Gisleno Feitosa; Histórias de Évora, de Elmar Carvalho, todos da Coleção Século XXI.

 Em Contos de Viagem, o presidente da Academia, Nelson Nery costa, relata suas descobertas, histórias e roteiros desbravados em vários países por onde passou, motivado pela experiência que teve ao escrever para a revista De Repente.

“Voltei a escrever literatura na maturidade, pois me concentrei no estudo do Direito e da História do Piauí e, quando retornei à ficção, não superei minha fase anterior, mas me diverti muito. O Pedro Costa, que gosta de aboiar as pessoas, acabou me convencendo a escrever contos para a Revista De Repente, uma das publicações mais longevas e com maior sucesso na cultura piauiense. No retorno de uma viagem a Croácia, escrevi o conto Casamento em Zagreb, como uma brincadeira, mas acabei gostando do texto. Com o convite, passei a fazer os contos para a revista acima, durante vinte meses ininterruptos, escrevendo quase profissionalmente, de 2009 a 2011”, explica.

Ele explica que se valeu do conto e da crônica para relatar seus passeios ao redor do mundo. “Não são propriamente contos, pois também são crônicas ao descreverem vários roteiros turísticos. Para mim, trata-se de contos-crônicas, juntando informações, descrições e reflexões típicas das crônicas, com uma breve e simples narrativa, matéria do conto. As informações e os dados históricos foram pesquisados, mas os lugares mencionados foram efetivamente visitados, apesar de algumas informaões poderem estar equivocadas ou desatualizadas”, comenta.

Também será lançado neste sábado o livro Cordéis Gonzaguianos e A festa da Asa Branca – Uma História com pássaros cantados por Luís Gonzaga, escrito por Wilson Seraine, um verdadeiro apaixonado pela vida e pela obra do Rei do Baião.

A solenidade de lançamento acontecerá neste sábado (20), no auditório da Academia Piauiense de Letras, a partir das 10h.

Festa literária irá celebrar os 100 anos da Academia Piauiense de Letras

Para comemorar o centenário da Academia Piauiense de Letras, que acontece neste ano, seus integrantes estão irmanados em torno de atividades visando registrar esse momento significativo na cultura piauiense. A trajetória secular está registrada em diversas publicações, principalmente em recentes coleções lançadas, na Revista da Academia, e na memória dos acadêmicos que já passaram por lá.

A data começou a ser lembrada com a publicação de duas coleções: a Coleção Centenário, que a partir de reedição de algumas obras do passado de enorme carga cultural, vem fazendo um resgate dessa história da literatura piauiense; e a Coleção Século XXI, que tem por objetivo oportunizar a publicação de autores novos, títulos inéditos, revelar nomes e, assim, enriquecer a literatura piauiense.
A Coleção Centenário vem sendo editada em forma de força-tarefa literária. Em todas as etapas até o lançamento, a iniciativa conta com a colaboração de vários acadêmicos, desde a coleta do material, até a revisão final. O início dos trabalhos se deu sob a coordenação do então presidente da APL, Reginaldo Miranda, e teve sequência pelo atual presidente, Nelson Nery Costa.

“Acho que ela faz um caleidoscópio da cultura, da literatura, da história e da geografia do Piauí dos últimos duzentos anos. Estão presentes obras como do Leonardo Castelo Branco, do início do século XIX, já com dois livros, até autores atuais, como Oton Lustosa, com o romance Meia-Vida. Além disso, tem autores como Lucídio de Freitas, Clodoaldo Freitas, Higino Cunha, Martins Napoleão, João Pinheiro, e muitas obras, com Da Costa e Silva, H. Dobal e Alvina Gameiro. Tem autores clássicos e autores ainda vivos, como Assis Brasil, Reginaldo Miranda e Paulo Nunes “, destaca Nelson Nery Costa.
Já a Coleção Centenário Século XXI é uma coleção inédita, com autores diversificados e diferentes fontes de financiamento. “É uma Coleção que está em formação e ainda com um perfil a ser definido com o tempo. Alguns autores são consagrados, como Celso Barros Coelho, com “Perfis Jurídicos Paralelos”, e artistas, como Lázaro do Piauí. Aposto muito na coleção que já está se aproximando de vinte números”, afirma o presidente.
Além dessas publicações, ao longo deste ano, a Academia está se preparando para receber eventos comemorativos. A expectativa é que a instituição receba o público em geral além de nomes da literatura piauiense, para festividade sem comemoração ao seu centenário. O calendário de atividades prevê que a casa se transformará em palco de lançamentos literários, bate-papos e discussões importantes acerca do Estado, de sua cultura, de sua gente.
Revista da Academia 
 
A trajetória da Academia Piauiense de Letras também está documentada na Revista da Academia, que terá mais uma edição lançada durante as comemorações do centenário. Trata-se da publicação mais antiga da APL. Data de janeiro de 1918, logo após a funda- ção da instituição, a primeira publicação, que ocorreu normalmente até 1929, com exce- ção do ano de 1920. Depois de seis anos sem circular, A revista volta a ser publicada em 1936 com a edição n.º 15, seguindo regularmente até o ano de 1939, com uma edição anual. Entre 1942 e 1943 são lançadas as edições n.º 19 e 20, respectivamente. A 21.ª edição só sai em 1962. A partir de 1972, sob a presidência de José de Arimathéa Tito Filho, a revista teve publicação regular.

Por: Yuri Ribeiro

Jonathas Nunes lança livro neste sábado

O ex-reitor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e membro da Academia Piauiense de Letras, Jonathas de Barros Nunes, lança, neste sábado (11), a obra “A moça da igreja e o homem da rosa vermelha”, um resgate da história de vida de seus pais Maria Baldoíno de Barros (dona Cota Nunes) e Aurino da Rocha Nunes, que se confunde com o resgate histórico sobre a macro-região de Picos. A relação de amor familiar é contada por Jonathas Nunes movido pela saudade e pelas lembranças, porém de forma contextualizada, permeando a história da cidade.

“Meus pais nasceram na última década da década de 1800. Famílias inteiras, fugindo das intempéries do sertão, encontraram ali a topografia do vale estuante de vida, cercado e protegido pelos picos picoenses. Duas famílias estão nesse meio. Dois de seus integrantes, nascidos na última década do século dezenove merecem aqui destaque. Um deles exibe na linhagem a presença dos Nunes, Rocha, Pereira e Araújo. O outro abre os olhos para a vida e chega aos Picos em plena noite de Natal de 1899; traz na fisionomia a eugenia dos Baldoínos, Barros, Leal e Borges. São movidos pelo fervor religioso, herdado do laço ibérico”, descreve o autor.

A obra é apresentada pela professora Maria Oneide Fialho Rocha, também ex-reitora da Uespi e integrante dessa linhagem familiar. Segundo Oneide, Jonathas, “no seu afã de pesquisador, adentrou nos caminhos da saga familiar, bebendo nas fontes da história oral e escrita. Nessa dinâmica, consultou arquivos, jornais, livros e sites em busca de pedras preciosas da história de sua família”.

Cid de Castro Dias toma posse na Academia Piauiense de Letras

Tomou posse na cadeira número 15 da Academia Piauiense de Letras o engenheiro Cid de Castro Dias na manhã deste sábado (30) na sede da APL. Cid de Castro, ao discursar, falou de sua satisfação em ocupar a cadeira de imortal da Academia por se tratar de um cargo ocupado por pessoas renomadas e importantes para o Piauí.

Cid de Castro já tem quatro obras publicadas, dentre elas uma sobre a historiografia do Piauí. Com a posse, agora ele ocupa a cadeira deixada por Deoclécio Dantas. Em sua profissão como engenheiro, ele participou da construção de obras importantes como as  do estádio Albertão, da Universidade Federal do Piauí e do Porto de Luís Correia.

O novo imortal agradeceu à oportunidade e à família. “Para mim não tem satisfação maior do que poder ocupar um lugar que os melhores nomes da intelectualidade do Estado ocupam. Agradeço à Academia Piauiense de Letras pela oportunidade e a minha família pelo apoio”.

Ele destacou que fica contente pelos acadêmicos acharem que ele já pode fazer parte da Academia como imortal. “O sonho de todo escritor é vir para a Academia, que na verdade não é o fim, mas o início de um outro trabalho e eu quero intensificar mais ainda a minha luta pela preservação ambiental”.

O presidente da APL, Nelson Nery Costa, disse que Cid é um poeta sensível e  gabaritado para ocupar a vaga “Não foi fácil escolher alguém para ocupar a vaga de Delclécio, mas escolhemos um que no momento achamos que fosse mais adequado que foi o Cid. Então, é uma pessoa que tem uma literatura diferente, voltada para a engenharia, mas que representa um resgate da própria história do Piauí”.