A história da Cadeira nº 2 da Academia Piauiense de Letras (APL) é marcada pela passagem de intelectuais que construíram trajetórias em diferentes áreas do conhecimento. Sob o patronato do poeta Hermínio de Carvalho Castelo Branco (1851–1889), a cadeira teve quatro ocupantes, desde João Pinheiro até o atual titular, Jonathas de Barros Nunes.
Hermínio de Carvalho Castelo Branco é o patrono da Cadeira nº 2. Nascido em Barras, em 1851, destacou-se como poeta, com uma produção marcada pela representação da linguagem e dos costumes sertanejos. Sua obra Lira Sertaneja integra sua contribuição à poesia piauiense.
O primeiro ocupante foi João Pinheiro (1877–1946), um dos fundadores da Academia. Odontólogo, poeta e contista, também atuou na direção do Liceu Piauiense e na área da instrução pública. Sua trajetória está ligada à formação da instituição e ao desenvolvimento da literatura no estado.
Deolindo Augusto de Nunes Couto (1902–1992) sucedeu João Pinheiro. Médico e professor, tomou posse na Academia em 1965. Sua trajetória reuniu a atuação científica e acadêmica, integrando o grupo de intelectuais que deram continuidade à história da cadeira.
José Expedito de Carvalho Rêgo (1928–2000), médico e escritor natural de Oeiras, foi o terceiro ocupante. Sua trajetória na instituição está associada à produção literária e à valorização de temas ligados à cultura e à realidade piauiense, ampliando a tradição intelectual representada pela cadeira.
O quarto e atual ocupante é Jonathas de Barros Nunes, professor, cientista e escritor. Sua trajetória reúne experiências nas áreas acadêmica e científica, dando continuidade à história da Cadeira nº 2 na Academia Piauiense de Letras.
A sucessão dos quatro ocupantes demonstra a continuidade da Cadeira ao longo da história da Academia, preservando a memória de seus integrantes e as contribuições de diferentes gerações à vida intelectual e cultural do Piauí.
Por Maria Luisa Ribeiro