APL lança site com ferramentas para pesquisa e loja virtual de livros piauienses

A Academia Piauiense de Letras lançará, neste sábado (28), seu novo site, com uma quantidade maior de informações e disponibilizará uma loja virtual, um espaço para a comercialização das obras literárias que a Academia vem editando ao longo do tempo. Na solenidade também serão lançadas quatro obras literárias: Memorial de um lutador obstinado, de William Palha Dias; Tarot de Marselha, de Socorro Cabral; Maria da Inglaterra em Quadrinhos, de Wilson Seraine; e Lições de Vida, de João José Bastos Lapa.

A nova versão do site da instituição (www.academiapiauiensedeletras.org.br) traz uma quantidade maior de informações e maior facilidade de navegação. Nele estão contidos a história da Academia e seus fundadores e patronos, um acervo de fotografias e vídeos de entrevistas e outros produzidos pelos próprios acadêmicos. Também serão disponibilizadas algumas obras gratuitamente, além de artigos e textos escritos pelos imortais periodicamente.

A novidade é a loja virtual. Segundo o presidente da APL, Nelson Nery Costa, a instituição vem produzindo uma grande quantidade de obras, principalmente em decorrência das comemorações do seu aniversário de 100 anos, e a loja virtual é uma alternativa para dar oportunidade de acesso ao público. “Apenas da Coleção Centenário temos mais de 100 livros publicados. É um volume grande de obras que, aos poucos, disponibilizaremos para que o público adquira através do site da Academia, de forma fácil e ágil”, explica.

O site, agora repaginado, permite ao internauta uma navegação fácil. Ele será atualizado periodicamente, tanto com conteúdo de notícias sobre as atividades da instituição quanto com conteúdo produzido pelos acadêmicos. “A internet é uma ferramenta que pode estreitar os nossos laços com o público leitor e também com quem deseja pesquisar sobre os 100 anos de história da academia. É uma ferramenta que nos mostra que temos muito do passado, mas também nos coloca no futuro”, analisa Nelson Nery Costa.

Obras

No sábado (28) também haverá o lançamento das obras Memorial de um lutador obstinado, de William Palha Dias, pela Coleção Centenário; Tarot de Marselha, de Socorro Cabral, pela Coleção Nada em Ordem; Maria da Inglaterra em Quadrinhos, de Wilson Seraine; e Lições de Vida, de João José Bastos Lapa.

A solenidade, que acontecerá às 10h no auditório localizado na sede da Academia Piauiense de Letras, contará com a presença de autores e convidados.

Dr. Nelson Nery Costa e os 100 anos da APL

Uma das mais antigas academias de letras do país faz 100 anos. Fundada em 1917, por uma  ativa geração de escritores,  a Academia Piauiense de Letras chega ao seu centenário com muito a comemorar, com destaque para a Coleção Centenário, conjunto de 135 livros (parte significativa editada), com possibilidades de edição de mais títulos, organizada em torno de obras piauienses de história, geografia, sociologia e, principalmente, literárias no sentido específico do termo. A maioria dos livros compõe-se de obras de domínio público já sem edição na atualidade; muitas, embora de relevância para se entender o Piauí, sequer eram conhecidas das gerações de hoje.

À frente da Casa de Lucídio Freitas, o escritor, professor universitário e defensor público Dr. Nelson Nery Costa, que promoveu uma revolução na instituição (a história e o tempo cuidarão de registrar isso) e que foi recentemente reeleito para gerir os destinos da entidade por mais dois anos (2018-2019), fala sobre os projetos, obstáculos e desafios da instituição, renovando as esperanças em uma literatura que, de olho no sagrado papel de preservar a memória, renova-se.

(ASCOM APL) — Nos dois anos de mandato, qual dos projetos o senhor destaca como primordial?

Ninguém representa a si próprio, mas a seu grupo social ou a sua geração, assim nada mais sou do que a expressão dos escritores que hoje compõem a Academia Piauiense de Letras.  Tive a oportunidade de ingressar na instituição relativamente cedo, com pouco mais de quarenta anos e agora como seu presidente, inicialmente por dois mandatos.  Excepcionalmente, em razão das festividades do Centenário, em 30 de dezembro de 2017, que já começaram e vão se desenvolver no próximo ano, fui eleito para mais um mandato, o terceiro.  Nos próximos dois anos, então, vamos desenvolver várias atividades, em 2018, tanto pelo Centenário da Academia, como pelo Centenário da Revista da Academia Piauiense de Letras, com o primeiro número lançado em 1918, uma das mais longevas do país, publicada até hoje.  Em 2019, fazem trinta anos da doação da sede da Academia, também motivo para mais celebração.  Talvez, nos próximos dois anos, minha missão principal seja auxiliar no desenvolvimento da cultura local.

(ASCOM APL) — Da Coleção Centenário, quantas edições faltam ser publicadas?

A Coleção Centenário tem vida própria e está traçando seus próprios caminhos.  Iniciou sem uma fixação de número, ainda na gestão do Reginaldo Miranda, mas alusiva ao Centenário da Academia Piauiense de Letras.  Depois, foi planejada por mim a edição de cem números, divididos em duas partes.  A primeira parte, com 51 obras, já foi completada; da segunda, foram lançados 30, com 8 prontas, mas não lançadas e 24 em produção.  Porém, atualmente, planejo chegar até o número 140, mas foram lançados o nº 101, Zodíado, de Da Costa e Silva, bem como o nº 132, Argila da Memória, do Clóvis Moura, pois não dá para seguir a ordem numérica, vez que os livros têm tempos diversos de produção.

(ASCOM APL) — Como foram selecionadas as obras da Coleção Centenário, quais critérios adotados?

Acredito que no início a coleção não tivesse bem um caráter, assemelhado talvez a outra importante coleção, que foi os Grandes Textos, com noves exemplares, três dos quais foram também reciclados para Coleção Centenário. No entanto, eu vejo que desde o começo passou a ter um padrão, de expor as tessituras da literatura e da pesquisa feitas no Piauí ou sobre o Piauí, como um grande calendoscópio cultural.  Assim, em torno dos escritores da própria Academia Piauiense de Letras, mas não só eles, inclusive outros bens anteriores, como Leonardo Castelo Branco e Padre Antônio Vieira, que não tiveram nada com a instituição.  Foram selecionadas as formas literárias, como poesia, contos, romances e crônicas, e as obras técnicas de história, de geografia, de sociologia ou de economia, do século XVII ao século XXI.  Os autores mais significantes tiveram mais de uma obra, como Higino Cunha, Clodoaldo Freitas e outros.  Em alguns casos, aglutinaram-se dois livros, como na obra de Renato Castelo Branco, que tem seu romance Teodoro Bicanca junto com o clássico da sociologia local A Civilização do Couro.

(ASCOM APL) — À frente da APL, qual foi o seu grande desafio?

O financeiro, sem dúvida, pois a Academia Piauiense de Letras vive em meio a muita penúria e é surpreendente que tenha sobrevido cem anos, pois do ponto de vista econômico já devia ter perecido há muito tempo, como ocorreu com inúmeras outras instituições semelhantes.  A força interior da instituição, sim, mostra-se muito poderosa e capaz de resistir a tudo, seja pela perseverança, seja pela energia positiva que dela emana.  Desse modo, tal deve ser meu principal desafio para que ela possa ter recursos e mostrar toda sua pujança com a publicação de obras, com a realização de evento e com a produção dos acadêmicos nos principais jornais e revistas do Piauí.  Com a boa vontade do Governo do Estado e da Prefeitura de Teresina, foi possível a Academia continuar a realizar seus propósitos, auxiliada ainda pela Universidade Federal do Piauí, pela Gráfica do Senado Federal e pelos recursos do Siec, além da boa vontade de muita gente.

(ASCOM APL) — O que tinha planejado fazer e não houve tempo hábil?

Faltou ligar a Academia Piauiense de Letras ao século XXI e isto só vai ser possível quando melhorar muito seu site www.academiapiauiensedeletras.org.br e quando interagir mais nas redes sociais.  Por hora, por mais relevante que seja na vida social piauiense, a instituição está muito distante das novas gerações, dos secundaristas e dos universitários, assim como das pessoas mais pobres e dos que vivem fora de Teresina.  Não foi por falta de tempo, não, foi por pura incompetência, que nem eu, nem os outros acadêmicos que tentaram me ajudar, avançamos na questão na linguagem e da tecnologia.  Espero, agora, com muita coisa andando sozinha, ter mais tempo para me dedicar ao aperfeiçoamento do site, que possamos oferecer alguns livros digitalizados em pdf para acesso ao grande público, como o nome provisório de “Livros na Rede”, alguns da Coleção Centenário, em 2018.  Por outro lado, acho necessário que a Academia participe de outras mídias, como facebook, instagram, youtube e outros meios.  Ah, apesar de não ser da responsabilidade financeira da Academia, também não houve a premiação de cem mil reais do Enéas Barros, no Concurso H. Dobal, mas vamos tentar resolver o problema, em 2018.

(ASCOM APL) — Qual a sua meta para o biênio 2018/2019?

A Academia Piauiense de Letras vai ter o incremento de despesas com o funcionamento do Museu da Cultural Literária Piauiense e com as festividades previstas para os próximos dois anos, de modo que talvez meu maior objetivo seja dar sustentabilidade financeira para a instituição.  Tentei muito e consegui bons recursos, com base na imagem da Academia, nos meus relacionamentos pessoais e também com a boa vontade de muita gente das secretarias estaduais e municipais e da Fundação Monsenhor Chaves, enfim, dos simples servidores públicos aos principais gestores.  Sinto, porém, que não foi o bastante.  É preciso que tais recursos sejam permanentes e também que a instituição possa sobreviver bem depois de concluído meu terceiro mandato, hora então de ir embora, mas gostaria de deixar a casa arrumada para o próximo Presidente da Academia.  Junto com o Prof. Fonseca Neto, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, pretende a Academia assumir a gestão do prédio público estadual onde funcionou o Tribunal de Contas e depois o fórum de Teresina, para transformá-lo em um centro cultural, tudo com base na revitalização da área histórica da Capital.

(ASCOM APL) — Quais projetos pretende desenvolver?

Acima de tudo, a realização das festividades alusivas ao Centenário da Academia Piauiense de Letras, com uma longa programação em andamento, como a inauguração do Museu da Cultura Literária Piauiense e da reforma de sua sede, na Av. Miguel Rosa, sul, no começo do próximo ano, e a solenidade do Centenário, no dia 24 de janeiro, data da instalação da Academia, antigo Dia do Piauí. Vai ser a reunião mais relevante, inclusive com a entrega da Medalha do Centenário, em amplo auditório. No primeiro semestre do próximo ano, continua-se a lançar obras da Coleção Centenário e da Coleção Século XXI.  Deve ocorrer o lançamento também de série especial chamada Coleção 100ANOS, inclusive com a obra do Des. Nildomar Silveira, O Livro do Centenário da Academia Piauiense de Letras, e outras reedições, como Antologia da Academia Piauiense de Letras, de Wilson Gonçalves, Os Fundadores, e, inéditos,  História da APL, de Celso Barros, e, História Piauiense: aventura, sonho e cultura, de minha autoria, com quase mil páginas, em 17 de março de 2018.  Dra. Fides Angélica Ommati está me ajudando a organizar o Seminário Piauí 2100, que tem a intenção de refletir sobre o Piauí e de como estará o mesmo no final do século XXI, em termos de desenvolvimento econômico e social, de sustentabilidade, de temperatura, e de cultura, que deve contar com palestra de encerramento do Min. João Paulo dos Reis Veloso.  Pretendemos promover concurso literário para o ensino médio e também para o ensino universitário, em poesia, conto e crônica, com premiação até setembro do próximo ano, com recursos já assegurados. Em 2018, ocorrerá também o Centenário da Revista da Academia Piauiense de Letras, com dois números previstos para o próximo ano.

(ASCOM APL) — O orçamento da cultura é baixo, como o senhor sabe por já ter presidido o Conselho Municipal de Cultura.  Qual o orçamento disponível da APL?

A Academia Piauiense de Letras tem recursos próprios da venda dos livros por ela editados e também do aluguel de imóvel na rua Álvaro Mendes, o que não é muito mas ajuda no seu custeio.  Parte do seu pessoal vem de órgãos públicos, como cedidos, e outros contratados.  A instituição também tem projetos junto a Secretaria de Estado do Governo, com o Dep. Merlong Solano, junto à Fundação Monsenhor Chaves, com o Dr. Luís Carlos, e junto ao Siec, sob a liderança do Dep. Fábio Novo, além de tentar captar com a Lei Roaunet e também junto à Fundação Roberto Marinho.  Ou seja, há muitos projetos, resultados  de negociações e de captações.   Tivemos muito auxílio do Grupo Claudino, mas hoje nossa parceira é com as Drogarias Globo. Não é fácil conseguir recursos para a cultura, mas não é impossível, pois existem muitas fontes.

(ASCOM APL) — No momento, há algumas vaga a ser preenchida?

Sim, a Cadeira nº 24 está vaga, tendo a mesma por patrono Jonas de Moraes Correia, da qual Paulo de Tarso Mello e Freitas era o quarto ocupante, tendo falecido no começo de 2017.  Para o preenchimento da referida cadeira, precisa-se de maioria absoluta, com vinte votos, dos trinta e nove com validade, o que não foi preenchido no último edital, mesmo em dois turnos, em que um candidato conseguiu muitos votos, mas não o suficiente para seu sucesso.  Assim, vai ser lançado novo edital, tão logo a nova Diretoria tome posse e que acabe o recesso do mês de janeiro de 2018; provavelmente em fevereiro próximo haja a abertura da concorrência para a Cadeira nº 24.  Espero não ter nenhuma mais até o final da gestão, pois além de dar muito trabalho é sempre triste ver a partida de um confrade.  Apesar disto, vou contar uma anedota atribuída ao Prof. Manoel Paulo Nunes, nosso grande líder ainda hoje, em que um escritor veio lhe pedir o voto para uma vaga ainda inexistente, pois ninguém tinha falecido, ao que ele respondeu – “voto, desde que não seja na minha vaga”.

(ASCOM APL) — Como está o processo de criação do Museu da Escrita?
Bem, a ideia mudou bastante, pois como  disse antes, estamos preparando a inauguração agora em janeiro do Museu da Cultura Literária Piauiense, mas com uma área sobre a escrita, inclusive com acervo que eu devo doar para o mesmo.  Teve-se que arquivar, provisoriamente, o Museu da Cultura Piauiense, no antigo Meduna e hoje em um shopping. Era previsto material interativo sobre a cultura local em todos os seus aspectos, desde a literatura, a música, a dança, o teatro, as artes visuais, o folclore e a arte popular. A ideia continua de pé e pretende-se realizá-lo ainda, em parceria com o Prefeito Firmino Filho e com o apoio do Prof. Charles Camilo.  Também está no radar, como já comentado, junto com o Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, de promover um centro cultural na antiga sede do Tribunal de Contas do Estado, próximo do Palácio de Karnak.  As ideias são muitas, talvez falte dinheiro e tempo, mas como disse o Max Weber, “só se consegue o possível, sonhando com o impossível”.

Maria da Inglaterra ganha livro em quadrinhos desenhado pelo cartunista Jota A

Uma entrevista da cantora piauiense Maria da Inglaterra, publicada em 2002, no jornal Correio Corisco é o tema do livro Maria da Inglaterra em quadrinhos, que será lançada, nesta quinta-feira, 19 de abril, no restaurante Baião de Dois. Vários artistas da música piauiense irão se apresentar e realizar um show com entrada gratuita em prol da artista, patrimônio vivo da cultura do nosso Estado.

A ideia do livro partiu do professor Wilson Seraine, “Comprei um livro em quadrinhos de Jackson do Pandeiro, e vi que tinha outras publicações no mesmo estilo de grandes nomes da cultura paraibana, como Ariano Suassuna, João Pessoas, Augusto dos Anjos, então pensei porque não fazer também dos piauienses? Procurei o Cineas Santos, mostrei o projeto e a partir daí a história passou a ser contada. Maria da Inglaterra em quadrinhos é o primeiro volume da coleção “Gente Querida”, que irá trazer outros nomes importantes da cultura piauiense.

Com ilustrações e diagramação do cartunista Jota A, a publicação teve tiragem de mil exemplares, e sua venda será revertida em prol da cantora.

Maria da Inglaterra é um patrimônio vivo da cultura piauiense. A música “O Peru rodou” tornou-se uma das canções mais populares do Piauí. Uma figura que honra e dignifica nossa cultura. Como na canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, “Maria é um dom, uma certa magia/uma força que nos alerta…”  Longa vida à “rainha das canções do Piauí”, ensina o professor Cineas Santos no prefácio do livro.

Para mim foi uma grande honra participar desse projeto e homenagear uma figura tão interessante como Maria da Inglaterra. Já conhecia um pouco de sua música e história e durante o período que estava desenhando os quadrinhos ficava ouvindo suas músicas para absorver ao máximo suas melodias e repassar isso aos desenhos. Acho que a história da Maria daria um bom filme, pois é cheia de magia, reviravoltas, ensinamentos e personagens fantásticos” diz o cartunista Jota A.

No lançamento do livro, com entrada franca, os cantores Gonzaga Lu, Zé Roraima, Soraya Castelo Branco, Edvaldo Nascimento, Júlio Medeiros, Geraldo Brito, Lázaro do Piauí, Wagner Ribeiro e as bandas As Fulô do Sertão e  Caju Pinga Fogocantarão músicas da compositora. Maria da Inglaterra também estará presente e fará uma participação especial.

Com 78 anos, Maria da Inglaterra mora na periferia de Teresina, enfrenta muitos problemas de saúde e vive com a ajuda dos filhos e de alguns amigos. Compositora de mais de 2 mil músicas, mesmo sem saber ler e escrever, lançou seu primeiro CD em 2002, “O Peru Rodou”.

Duas das músicas desse disco foram parar no CD do projeto Rumos do Itaú Cultural, uma coletânea de músicas de 50 artistas populares brasileiros. O seu segundo disco “Alegria de Viver”, foi lançado em 2009 e teve apoio da lei de incentivo à cultura A. Tito Filho. Neste disco se destaca a música “Baião do Cajueiro”, “Pancada da Ponte” e “Piripiri”.

O estilo adotado para o disco foi bem variado indo do xote ao samba, recebe um apoio dos músicos Júlio Medeiros (baixo), Geraldo Brito (violão), Anderson Nóbrega (violão) e Jeová (zabumba). Com a participação de Lázaro do Piauí e de João Claudio Moreno.

180graus

Livro do Acadêmico faz inventário de obras do Piauí

“Engenharia Piauiense” é o novo livro do engenheiro civil, professor e escritor Cid de Castro Dias. A obra foi lançada sábado passado, na Academia Piauiense de Letras, com apresentação do próprio autor, que fez um inventário das principais obras públicas construídas no Piauí desde José Antônio Saraiva, o fundador de Teresina.

Cid Dias, membro da APL, explicou que seu livro mostra uma visão panorâmica sobre a engenharia piauiense a partir da década de 1850, quando Saraiva, presidente da Província, implantou os primeiros prédios públicos de Teresina, a nova capital, objetivando abrigar a máquina governamental que se deslocara de Oeiras.

Cid Dias apresenta seu novo livro na APL
Cid Dias apresenta seu novo livro na APL

“Através dos relatórios dos Presidentes da Província, vamos viajar no tempo, visitando o canteiro de obras dessas edificações, acompanhar seu dia a dia e entrar em contato com obras que se arrastam por longo tempo”, ressalta.

O autor informa ainda que, de posse de um manancial de informações colhidas ao longo de anos, teve a ideia de disponibilizar aos interessados esse elenco de obras abrangendo prédios públicos, pontes, barragens, viadutos, galerias, praças, avenidas e estradas.

Muito bem documentado com rico acervo de imagens, o livro, apesar de técnico, se torna de leitura fácil e atraente. Em suas páginas estão parte significativa de quase dois séculos da história do Piauí.

O autor

Com 76 anos, Cid de Castro Dias tem uma longa experiência profissional. Ele formou-se em engenharia em 1968 e desde o início de sua carreira acompanha de perto, como técnico e pesquisador, as obras realizadas no Piauí nos últimos 50 anos.

Ele é autor de várias obras ligadas à historiografia piauiense, entre elas “Os caminhos do Rio Parnaíba” e “Piauí – Projetos Estruturantes”.

Na mesma solenidade, foram lançadas mais duas obras da “Coleção Século XXI”, da Academia Piauiense de Letras: “Educação no Piauí – 1880-1930”, da historiadora, professora e acadêmica Teresinha Queiroz, e “Viagens para fim de ida”, da professora e advogada Maria Magalhães.

Fonte: Zózimo Tavares – APL

APL ganha reforma e Museu da Cultura Literária Piauiense

Diversas personalidades foram homenageadas na manhã deste sábado (10/03) pela Academia Piauiense de Letras, que em 2018 comemora seu centenário. Durante o evento foi também inaugurado o Museu da Cultura Literária Piauiense, oferecendo à sociedade mais um espaço de cultura e pesquisa sobre a história do estado.

“Estamos homenageando pessoas que têm colaborado para a cultura e com a própria academia. Mostrando que estes somatório de forças podem emergir a cultura do Piauí, sejam de órgãos públicos ou aqueles que trabalham com cultura e literatura”, comentou Nelson Nery Costa, presidente da instituição.

O museu instalado na sede da academia reúne quadros, fotografias, obras literárias antigas, além de objetos pessoais pertencentes a imortais que foram membros da entidade.

A solenidade marcou ainda o lançamento de obras escritas por dois dos maiores intelectuais da atualidade: Assis Brasil (O Prestígio do Diabo) e Manoel Paulo Nunes (Modernismo & Vanguarda), que fazem parte da Coleção Centenário.

Representando o governador Wellington Dias (PT) – que seria homenageado, mas cancelou presença em cima da hora -, o deputado estadual e secretário de Cultura, Fábio Novo, destacou a parceria com a APL, que possibilitou a reforma da sede da academia, hoje completamente estruturada.

“Acho que estamos vivendo momento especial da cultura do Piauí, da literatura em especial”, comemora Nelson Nery ao tratar das diversas editoras hoje atuando no estado com importantes publicações, seja resgatando autores ou no surgimento de novos nomes, e destaca o gás e toda vitalidade para seguir por mais 100 anos de academia.

Além do secretário Fábio Novo, também foram agraciados com a Medalha do Centenário personalidades como Assis Brasil, o empresário Jesus Elias Tajra, o desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, os colunistas sociais Nelito Marques e Rivanildo Feitosa, o jornalista Carlos Said, o empresário Sergisnando Alencar, dentre outros.

Da solenidade participaram ainda, dentre outros, nomes como o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí, Chico Lucas, o desembargador Edvaldo Moura, e o secretário de Comunicação da prefeitura de Teresina, Fernando Said.

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Confira os registros da solenidade que celebrou o centenário da APL

Aconteceu na noite da última quarta-feira a solenidade que celebrou o Centenário da Academia de Letras do Piauí, movimentando a semana de eventos de Teresina. O Cine Teatro da Assembleia Legislativa foi o ambiente ideal para comemoração, com entrega de medalhas e o lançamento do livro “Centenário da Academia Piauiense”, do desembargador Nildomar de Silveira Soares. O presidente da APL, Nelson Nery, conduziu as cerimônias. Veja os clicks by Inside do evento! Fotos: Tácio Baptista e Magal

Veja as imagens!

Livro remonta 100 anos da história da Academia Piauiense de Letras

O desembargador e imortal Nildomar da Silveira Soares se debruçou sobre os 100 anos da Academia Piauiense de Letras para contar essa história. O Livro do Centenário será lançado em solenidade especial no próximo dia 24, com a presença de intelectuais, autoridades e dos membros da APL, no Cine Teatro da Assembleia Legislativa, às 19h. Durante a solenidade também será entregue a Medalha do Centenário, homenageando nomes diretamente ligados à cultura piauiense.

A data é emblemática. Além de ter sido no dia 24 de janeiro de 1918 a sessão que instalou a Academia Piauiense de Letras, também o dia do Piauí era comemorado nessa data, já que foi em 24 de janeiro de 1823 que o clã Sousa Martins proclamou a independência de Oeiras, ocasionando a reação das tropas de Fidié, culminando com a sangrenta Batalha do Jenipapo.

Assim, a história da Academia Piauiense de Letras se confunde com a própria história do Piauí. Diversos intelectuais, políticos e magistrados foram imortais, pessoas decisivas para o desenvolvimento do Estado e sua cultura.

O Livro do Centenário representa a essência dessa história de bravura na luta pelo desenvolvimento e incentivo à produção literária. “A Academia está em festa desde o mês de dezembro nas comemorações do seu centenário e, durante todo este ano de 2018, estará em curso uma programação para lembrar como foi o seu início e debatermos como será o seu futuro. Essa obra, o Livro do Centenário, é o resgate dessa história que não pode ser esquecida. Nele estão os fundadores, suas motivações, seu trabalho e o de todos que os sucederam. Este ano temos muito que celebrar”, ressalta Nelson Nery Costa, presidente da APL.

Neste primeiro semestre, continua-se a lançar obras da Coleção Centenário e da Coleção Século XXI. Deve ocorrer o lançamento também de série especial chamada Coleção 100 Anos, e outras reedições, como Antologia da Academia Piauiense de Letras, de Wilson Gonçalves, Os Fundadores, e outros inéditos, como História da APL, de Celso Barros, e História Piauiense: aventura, sonho e cultura, da autoria de Nelson Nery Costa, com quase mil páginas.

Ainda este ano, sob a coordenação da imortal Fides Angélica Ommati, acontecerá o seminário Piauí 2.100, que tem a intenção de refletir sobre o Piauí e de como estará o mesmo no final do século XXI, em termos de desenvolvimento econômico e social, de sustentabilidade, de temperatura, e de cultura, que deve contar com palestra de encerramento do Min. João Paulo dos Reis Veloso. A APL também promoverá um concurso literário destinado a estudantes do ensino médio e também para o ensino universitário, em poesia, conto e crônica, com premiação até setembro do próximo ano. Acontecerá ainda em 2018 o Centenário da Revista da Academia Piauiense de Letras

História

A Academia Piauiense de Letras foi criada, efetivamente, por um grupo de intelectuais, no dia 30 de dezembro de 1917, no salão do Conselho Municipal. Inicialmente, a ideia era organizar, como já acontecia em outros centros do país, um grêmio literário, com a finalidade de desenvolver a literatura piauiense.

No grupo, nomes expressivos da intelectualidade na época. A primeira sessão do novo grupo, em que foi escolhida a primeira diretoria, foi liderada por Lucídio Freitas. A diretoria foi formada por Clodoaldo Freitas, presidente; João Pinheiro, secretário geral; Fenelon Castelo Branco, primeiro secretário; Jônathas Baptista, segundo secretário; Antonio Chaves, tesoureiro; Édison Cunha era o bibliotecário. Além destes, estiveram presentes ainda a essa sessão histórica Benedito Aurélio de Freitas, Celso Pinheiro e Higino Cunha.

Portal GP1

Teresina deve ganhar Centro de Referência sobre a História do Piauí

O presidente da Academia Piauiense de Letras (APL), Nelson Nery Costa e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, professor Fonseca Neto, estiveram reunidos na segunda-feira, 08 de janeiro, com o governador Wellington Dias no Palácio de Karnak. Na ocasião, os líderes convidaram o Chefe do Poder Executivo Estadual para participar das comemorações de 100 anos das instituições e trataram da criação de um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí. O projeto ficaria localizado na Rua Álvaro Mendes, na região central de Teresina. “Nós viemos destacar um projeto em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico para a gente participar dessa recuperação do Centro de Teresina, o município está fazendo muito esforço, o próprio Estado através da Secretaria de Cultura está buscando recuperar muitos espaços no Centro, o próprio prédio da Secult, o museu da imagem e do som, e a Academia junto com o Instituto gostaria de participar desse projeto”, apontou Nelson Nery.

O projeto ousado propõe um resgate histórico no Piauí, difundindo as informações para toda a sociedade. A ação foi bem recebida pelo governador, que buscará viabilizar a concessão do espaço para a implantação do Centro de Referência. O presidente da Academia Piauiense de Letras, Nelson Nery Costa, indicou que a intenção é contribuir no processo de recuperação do centro da capital piauiense. Diante disso, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Piauiense, Fonseca Neto, reiterou a importância do novo projeto para a propagação da pesquisa histórica local e a otimização dos espaços no centro da cidade. “Nós temos uma proposta concreta de dotar o centro de Teresina com mais um equipamento cultural, num desses prédios antigos do Centro da cidade que são propriedade do próprio Estado, nós entendemos que alguns prédios antigos devem ser ‘refuncionalizados’ para que o Centro histórico tenha vida, um deles é o antigo prédio onde funcionou o Tribunal de Contas do Estado, na Álvaro Mendes”, disse.

Fonseca Neto também sinalizou que o Centro de Referência marcaria os 300 anos da criação da capitania do Piauí. “Esse prédio é muito bonito e nesse momento está sem função, então estamos pedindo ao governador que nos autorize a ocupar esse espaço, criando um Centro de Referência em Informações sobre a História do Piauí aproveitando esses 300 anos da criação capitania do Piauí e que ali seja mais um ponto de referência de difusão da pesquisa histórica do Estado, de expansão das literaturas, um centro cultural que possa chamar outras instituições culturais para animar o centro de Teresina”, finalizou.

Academia Piauiense de Letras comemora 100 anos neste sábado (30)

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito presidente da Academia Piauiense de Letras (APL) neste mês de dezembro, para administrar a instituição no biênio 2018/2019.

O centenário da Academia será comemorado no próximo sábado, 30 de dezembro, com uma série de atividades.

Nelson Nery Costa foi entrevistado no Cidade Verde Notícias desta quinta-feira (28) para falar dos desafios no comando da instituição, que incluem a criação de um museu na sede da APL.

Ouça na íntegra:

Nelson Nery Costa é reeleito para presidência da Academia Piauiense de Letras

O advogado e escritor Nelson Nery Costa foi reeleito, neste sábado (16), presidente da Academia Piauiense de Letras. A nova diretoria vai administrar a instituição durante o biênio 2018/2019, dando continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no incentivo à produção literária piauiense.

A eleição contou com os votos de 28 membros. A nova diretoria é composta por Nelson Nery Costa, presidente; Zózimo Tavares, vice-presidente; Herculano Moraes, secretário geral; José Elmar Carvalho, primeiro secretário; Wilson Nunes Brandão, segundo secretário; e Humberto Guimarães, tesoureiro.

“A administração da Academia dará continuidade ao que vem desenvolvendo em termos de incentivo à produção tanto por parte dos acadêmicos quanto entre autores que vem despontando na literatura piauiense. Temos em voga duas coleções de livros, responsáveis por um boom na produção desta casa. Além disso, estamos em plena programação do aniversário de 100 anos da Academia. Isso vem motivando para que possamos pensar no futuro. Estamos realizando uma reforma na sede, a Casa de Lucídio Freitas, e instalando o Museu da Cultura Literária Piauiense, que conterá todo o acervo da academia”, avalia Nelson Nery Costa.

O centenário da instituição, comemorado no dia 30 de dezembro, será marcado ainda por uma missa em ação de graças, lançamento de obras e do Livro do Centenário da Academia e solenidade de entrega da Medalha do Centenário.