MOISÉS Ângelo de Moura REIS

Fonseca Neto

(1946). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 28 da APL. 

Nasceu em 13 de fevereiro de 1946, na cidade de Oeiras. Filho de Hipólito Constâncio da Silva Reis e de Maria de Jesus Moura Reis. Formado em direito pela Universidade Federal do Piauí. Mestre em Direito Internacional Econômico e Tributário pela Universidade Católica de Brasília. É advogado e escritor.

Bacharelado em Direito Pela Universidade Federal do Piauí – 1974; Especialista em Direito Tributário pela Universidade Estadual do Ceará-2005; Mestre em Direito Internacional e Tributário pela Universidade Católica de Brasília. Cargos Executivos: Secretário de Fazenda do Estado do Piauí; Procurador Geral do Munícipio de Teresina; Diretor Geral do Tribunal de Justiça do Piauí; Cargo Político: Deputado Estadual; Livros Publicados: Olhos de Argus-(1999); Flores Vermelhas em Noites Azuis-(2008); Constitucionalismo e Profecia em Roberto Campos. O liberal e o Liberalismo na Constituição de 1988. (2014)

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Francisco VALDECI de Sousa CAVALCANTE

Quarto e atual ocupante da Cadeira nº 17 da APL

Nasceu em 12 de abril de 1962, no município de Parnaíba, Piauí. É advogado e empresário. Professor da Universidade Federal do Piauí. Presidente do Sistema FECOMÉRCIO SESC/SENAC no Piauí e 1º vice-presidente do Sistema CNC/SESC/SENAC. Fundador e dirigente do Lions Clube Teresina “Cidade Verde”. Membro e atual presidente da Academia Maçônica de Letras do Piauí. Membro ainda da Academia de Ciências do Piauí, da Academia Campomaiorense de Artes e Letras, da Academia de Letras de Sete Cidades, da Academia Parnaibana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Parnaíba. Tomou posse na APL em 21 de novembro de 2019.

Bibliografia: “Empreendedorismo e Susentabilidade”, “Empreendedorismo Social do Comércio no Piauí”, “A Lei Divina e a Consciência”, “Oriente Médio – História, religião, tradição, valores, cultura e desenvolvimento”, “A importância das Academias de Letras no Tempo” e “João Paulo dos reis Veloso – Sonhos, virtudes e realizações”.

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PLÍNIO da Silva MACEDO

Quinto e atual ocupante da Cadeira nº 3 da APL

Nasceu em 21 de outubro de 1957, no município de São Raimundo Nonato, Piauí. É cirurgião-dentista e professor titular da Universidade Federal do Piauí, onde ingressou como o primeiro professor admitido na instituição com o título de doutor. Membro da Academia Brasileira de Odontologia e da Academia Piauiense de Odontologia. Reeleito presidente da Associação Piauiense de Odontologia. Foi membro do Conselho Universitário da UFPI. Member of American Academy of Periodontology e Active Member of International Academy of Periodontology. Publica com frequência artigos acadêmicos em periódicos especializados no Brasil e no exterior. Tomou posse na APL em 9 de novembro de 2019. Bibliografia: “Médico, Medina e Humanismo no Sertão”.

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FELIPE MENDES de Oliveira

Segundo e atual ocupante da Cadeira nº 32 da APL

Nasceu em 19 de abril de 1949, no município de Simplício Mendes, Piauí. É economista e professor aposentado da Universidade Federal do Piauí. Tem uma longa experiência na vida pública, iniciada aos 26 anos, quando exerceu o cargo de secretário estadual de Fazenda, no Governo Dirceu Arcoverde. Deputado Federal Constituinte. Exerceu ainda dois mandatos parlamentares na Câmara Federal. Integrou diversas comissões técnicas no Congresso Nacional, destacando-se a Comissão Mista de Orçamento. Vice-governador. Foi secretário-executivo do Ministério das Cidades. Presidiu a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (COMDEVASF). Tomou posse na APL em 22 de março de 2019. É pesquisador. Publicou, entre outras, as seguintes obras: “Formação Econômica do Piauí (Fundapi, 1995, Cap. III – p.55-81)”, “Economia e Desenvolvimento do Piauí (1662-2002)” e “Água Para Todos”.

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José ITAMAR Abreu COSTA

Quarto e atual ocupante da Cadeira nº 18 da APL

Nasceu em Alto Longá, Piauí. É médico cardiologista. Ao lado do exercício de sua profissão, no qual se destaca o papel de fundador e diretor do Hospital ITACOR, em Teresina, tem intensa atuação na área cultural no Piauí, integrando várias entidades literárias, entre elas a Academia de Letras do Vale do Longá (ALVAL), da qual é membro desde 2005. É fundador e presidente da Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia (ALLCHE). Preside também a Academia de Medicina do Piauí e a Academia Teresinense de Letras, recém-fundada. Tomou posse na APL em 5 de abril de 2019.  Bibliografia: “Um hospital de excelência no céu”, “Da Bula à Literatura” e “Coronárias do tempo”.

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João Paulo dos REIS VELLOSO

(1931). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 17 da APL.

Economista e professor. Nasceu em Parnaíba, em 1931. Formado pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Rio de Janeiro; pós- graduado pelo Conselho Nacional de Economia (1961); Master em Economia pela Universidade de Yale (EUA), recebendo o diploma Ph.D e granjeando o primeiro lugar; membro da Academia Piauiense de Letras, cadeira nº 17. Cargos e funções exercidas: professor de Pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas. Participante do projeto da criação do Instituto Nacional do Cinema e do Museu de Arte Moderna. Assessoria do Ministro Roberto Campos, tendo, juntamente com Mário Henrique Simonsen, elaborado o projeto de criação do IPEA – Instituto de Planejamento Econômico em 1969. Ministro-chefe da Secretaria de Planejamento da Presidência da República.

Transcrevemos, a seguir, um trecho da obra Brasil: a solução positiva.

CAPITULO I

O CRESCIMENTO COMO FENÔMENO HUMANO

Antes de considerar a questão da sociedade que estamos construindo, é conveniente começar por colocação mais limitada, sobre a natureza do processo de crescimento.

O crescimento econômico, tomado, para simplificação da análise, apenas como o aumento continuado da renda per capita, não depende de fatores predominantemente econômicos.

Trata-se de um fenômeno humano por excelência ligado a atitudes e instituições sociais.

Pode-se considerá-lo um processo eminentemente cultural – no sentido sociológico – e político.

Político, porque é importante a vontade política da nação, de mobilizar-se para o esforço, as dificuldades, os desajustamentos, o sentido de realização, os benefícios inerentes ao desenvolvimento.

Cultural, porque diz respeito, principalmente, ao modo de ser da sociedade. Cultura, aqui, “é o conjunto das tradições em que naturalmente uma sociedade vive, e que se modifica com a história mas permanece sempre fiel a certos elementos originais”.

Evidentemente, no crescimento, os fatores climáticos e os recursos naturais têm importância, no sentido de que podem facilitar ou dificultar a expansão econômica, abrir ou limitar oportunidades de investimento.

Não é à toa que os países de clima temperado se têm desenvolvido com facilidade relativamente maior, e não há forma mais simples de desenvolver uma economia primitiva do que pela exploração de seus recursos naturais.

Mas mesmo esse fato óbvio deve ser qualificado.

Um estudo do Banco Mundial sobre Os Trópicos e o Desenvolvimento Econômico chegou a duas conclusões principais.

Primeiro, é inegável que as condições vigentes nos trópicos colocam limitações ao crescimento agrícola, pecuário e mineral dos países ali situados. Tais dificuldades não podem ser superadas por uma simples transferência da tecnologia existente nos países ricos, de zonas temperadas. Faz-se mister, por isso, adaptar e desenvolver tecnologia, para atender às condições especiais dos trópicos, naqueles setores.

Segundo, é possível que quando, eventualmente, as limitações dos trópicos forem superadas, tais países subdesenvolvidos passem a contar com vantagens na sua agropecuária, representadas pela luz solar, o calor e a quase infinita variedade da vida tropical.

No processo de crescimento, também são relevantes os fatores nitidamente econômicos, como a dimensão do mercado e a acumulação de capital físico, resultante da taxa de investimento.

Sem embargo, os fatores humanos são capazes de superar os demais condicionantes do processo.

O Japão mostrou ser possível construir uma potência econômica praticamente sem recursos naturais, e quase sem espaço geográfico. A dimensão do mercado e a acumulação de capital, em grande medida, podem ser condicionadas pelos fatores humanos.

E quais são esses fatores humanos?

Talvez a melhor análise do problema ainda seja a de Arthur Lewis, quando considera que as causas próximas do crescimento econômico são o engajamento na atividade econômica (ou seja, em fazer coisas com mais eficiência, obtendo maior resultado com certo uso de fatores produtivos, ou o mesmo resultado com menor uso dos fatores), a aplicação do conhecimento à solução de problemas econômicos (a inovação tecnológica), e o aumento do estoque de capital físico (investimento). Indo às causas das causas, ou seja, indagando quais os elementos que determinam o maior ou menor engajamento dos grupos sociais na atividade econômica, na exploração de oportunidades econômicas, Lewis destaca as atitudes sociais, originárias de crenças e escalas de valores, e as instituições sociais.

Como observa: “O crescimento econômico depende de atitudes em relação ao trabalho, à riqueza, à poupança, a ter filhos, à inovação, a coisas novas, à aventura, e assim por diante; e todas essas atitudes provêm de fontes profundas da mente humana”.

Entre as atitudes sociais que condicionam o comportamento econômico estão o desejo de possuir bens, ou seja, a atitude em relação ao bem-estar material; e o custo psicológico e físico do esforço para obter tal aumento de renda real.

Entre as instituições sociais benéficas à atividade econômica incluem-se: a recompensa pelo esforço feito, em termos pecuniários e sociais; a existência de estruturas favorecendo a especialização de atividades e a comercialização; e o grau de liberdade econômica, para a empresa e o indivíduo.

São, pois, fatores desse tipo que devem ser analisados, se desejamos entender as experiências de maior ou menor sucesso de diferentes nações, em diferentes épocas.

Note-se que tais tendências, favoráveis ou desfavoráveis, em maior ou menor escala, existem em todos os países, consoante a sua cultura. E estão sujeitas a evolução movida por fatores políticos, econômicos, sociais, históricos, espirituais – internos e internacionais. Da relativa preponderância de uns e outros fatores vai depender a aceleração ou desaceleração do processo de crescimento, em cada País, a médio e a longo prazo”.

Fonte: REIS VELLOSO, João Paulo. A Solidão do Corredor de Longa Distância: Brasil – Novo Modelo de Desenvolvimento. 2ª ed. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2018, Coleção Centenário nº 95.

OTON Mário José LUSTOSA Torres

(1957). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 5 da APL. 

(Parnaguá-PI, 1957). Magistrado e escritor. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí, 1983. O Magistrado. Juiz de Direito nas comarcas Itautíra, Regeneração, Simplícío Mendes e Oeiras. Atualmente, é Juiz de Direito de 4ª Entrância da Comarca de Parnaíba. Bibliografia. Meia-Vida, 1999; Petições e Sentenças, 1989; Ações Possessórías, 1990; e Da Propriedade imóvel, 1996. Pertence à Academia Piauiense de Letras.

Excerto do seu discurso pronunciado por ocasião de sua posse na Academia Piauiense de Letras cadeira nº 5.

Um grande piauiense, político de grande valor, que serviu abnegadamente ao seu Estado e ao seu povo, renomado profissional da ciência de Hipócrates, dá nome à cadeira número 05. Areolino Antônio de Abreu! Nome de rua movimentada desta capital; nome do maior hospital psiquiátrico de nossa querida Teresina. É o nome que figura na viva lembrança do povo e que está presente nos compêndios da História do Piauí. Teresinense de nascimento, aqui viveu, aqui dedicou toda a sua vida de trabalho.

Médico písíquiatra do mais refinado zelo e de fulgurante visão do futuro. Valeu-se da política partidária para laborar em prol do povo, da saúde do povo. Fez-se deputado, vice-governador e governador do Estado. Fundou o Asilo dos Alienados de Teresina que anos mais tarde veio a se transformar no atual Hospital Psiquiátrico “Areolino de Abreu”. Jornalista e escritor. Enfim, um grande piauiense! Por isso, com muita justiça e com muita honra, regozija-se a Academia Piauiense de Letras em ter Areolino Antônio de Abreu como patrono de uma de suas cadeiras, a de númer cinco.

Fonte: LUSTOSA, Oton. Meia-Vida – Romance. 2ª ed. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2016, Coleção Centenário nº 70.

Atuais Acadêmicos da APL

Cadeira nº 01 – Antônio FONSECA dos Santos NETO

(1953). Sexto e Atual Ocupante da Cadeira nº 1 da APL –Professor. Advogado. Nasceu no dia 16 de fevereiro de 1953, na cidade de Passagem Franca, Estado do Maranhão.(VEJA O PERFIL COMPLETO)

 

Cadeira nº 02 –  JONATHAS de Barros NUNES

(1934). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 2 da APL – (Jerumenha-PI, 05-06-1934). Militar. Professor e político. Bacharel em Física pela Universidade Federal de Brasília, em 1968. PhD em Física pela Universidade de Londres, em 1973. (VEJA O PERFIL COMPLETO)

 

Cadeira nº 03PLÍNIO da Silva MACEDO

(1957). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 3 da APL – Nasceu em 21 de outubro de 1957, no município de São Raimundo Nonato, Piauí. É cirurgião-dentista e professor titular da Universidade Federal do Piauí, onde ingressou como o primeiro professor admitido na instituição com o título de doutor.

 

Cadeira nº 04 – WILSON Nunes BRANDÃO

(1960). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 4 da APL – É natural do Rio de Janeiro. Nasceu em 14 de agosto de 1960, filho de Wilson de Andrade Brandão e Maria de Lourdes Leal Nunes de Andrade Brandão. É formado em Direito, Engenharia Elétrica e Licenciatura Plena em História, com especializações em línguas – Francês e Inglês

 

Cadeira nº 05 – OTON Mário José LUSTOSA Torres

(1957). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 5 da APL- (Parnaguá-PI, 1957). Magistrado e escritor. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí, 1983. O Magistrado. Juiz de Direito nas comarcas Itautíra, Regeneração, Simplícío Mendes e Oeiras. Atualmente…

 

Cadeira nº 06 – Maria do SOCORRO Rios MAGALHÃES

(1954). Quinta e Atual Ocupante da Cadeira nº 6 da APL – Nasceu em Teresina – Piauí, em 1 de junho de 1954. Doutora em Letras pela PUC-RS, professora do mestrado em Letras da UFPI e Professora adjunta de letras da UESPI .Entre outras obras, Maria do Socorro Rios Magalhãe é autora de diversos estudos sobre a literatura piauiense…

Cadeira nº 07 – HUMBERTO Soares GUIMARÃES

(1945). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 7 da APL – Médico psiquiatra, professor, historiador, romancista e ensaísta. Nasceu em Ribeiro Gonçalves, em 29 de maio de 1945. Foi coordenador geral do Programa de Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde e dirigiu o Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu. Membro do Conselho Diretor da Universidade Federal do Piauí, representando a Presidência da República.

 

Cadeira nº 08 – FRANCISCO MIGUEL de Moura

(1933). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 8 da APL – Poeta, ensaísta, cronista, cronista, romancista, jornalista e crítico literário. Nasceu no lugar Jenipapeiro, Picos, Estado do Piauí, hoje Francisco Santos, em 1933. Bacharel em Literatura Plena e Letras. Pós-graduação em Crítica de Arte pela Universidade Federal da Bahia.

 

Cadeira nº 09 –  HUGO NAPOLEÃO do Rego Neto

(1943). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 9 da APL – Ministro de Estado. Parlamentar. Governador do Piauí, nascido em 1943, em Portland, Oregon, Estados Unidos, onde o pai era vice-cônsul do Brasil. Em 1967, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro…

Cadeira nº 10 – José ELMAR de Melo CARVALHO

(1956). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 10 da APL – Poeta e magistrado. Nasceu em Campo Maior, em 9 de abril de 1956. É graduado em Direito e Administração de Empresas. Exerceu os cargos de monitor postal (ECT) e de fiscal da Sunab. Tem intensa atividade cultural. Presidiu a União Brasileira de Escritores (UBE), seção do Piauí e o Conselho Editorial da Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

Cadeira nº 11 –  José RIBAMAR GARCIA

(1946). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 11 da APL – (Teresina-PI, 10-04-1946). Romancista, cronista, contista e jornalista. Os pais: Francisco de Assis Garcia e Bernarda F. de Sousa Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Niterói. Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-RJ, em quatro mandatos.

 

Cadeira nº 12 – WILSON Carvalho GONÇALVES

(1923). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 12 da APL – Professor e escritor. Nasceu a 21 de abril de 1923. Estudo primário no Grupo Escolar “Matias Olímpio”, de Barras do Marataoan. Curso secundário no Liceu Piauiense. Formado pela Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro.

 

Cadeira nº 13 –  Pedro da Silva Ribeiro

(1930). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 13 da APL – Nasceu em Guadalupe, 14-02-1930. Professor, romancista, contista e historiador. Lecionou nos mais importantes colégios de Teresina: Escola Normal Oficial “Antonino Freire e Colégio “Sagrado Coração de Jesus”. Foi diretor do colégio “Eurípides de Aguiar” (1960).

 

Cadeira nº 14 – ALTEVIR Soares de ALENCAR

(1934). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 14 da APL – (Alto Longá-PI, 26-3-1934). Professor, advogado, jornalista, poeta, cronista e improvisador. Teve participação muito intensa na imprensa dos Estados do Ceará, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí. Curso Superior de Filosofia pura (5 anos) na Universidade do Brasil (RJ)

 

Cadeira nº 15 – CID DE CASTRO Dias

(1942). Sexto e Atual Ocupante da Cadeira nº 15 da APL – Filho de Manoel da Silva Dias e Ester de Castro Dias, nasceu em 25-01-1942, na cidade de S. Raimundo Nonato (Piauí), tendo alí cursado o 1º grau no Ginásio Dom Inocêncio. Em Salvador (BA), cursou  o  2º  grau  escolar (antigo  científico). Engenheiro Civil, formado pela Universidade Federal do Ceará (1968).

 

Cadeira nº 16 – EUSTÁCHIO PORTELLA Nunes Filho

(1929). Sétimo e Atual Ocupante da Cadeira nº 16 da APL – Médico, professor, conferencista e escritor, nascido em Valença do Piauí (1929). Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (1953). Médico efetivo do Serviço Nacional de Doenças Mentais, aprovado em concurso público em 1º lugar. Diretor do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

 

Cadeira nº 17 Francisco VALDECI de Sousa CAVALCANTE

(1962). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 17 da APL – É advogado e empresário. Professor da Universidade Federal do Piauí. Presidente do Sistema FECOMÉRCIO SESC/SENAC no Piauí e 1º vice-presidente do Sistema CNC/SESC/SENAC. Fundador e dirigente do Lions Clube Teresina “Cidade Verde”. Membro e atual presidente da Academia Maçônica de Letras do Piauí.

 

 Cadeira nº 18 José ITAMAR Abreu COSTA

Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 18 da APL –Nasceu em Alto Longá, Piauí. É médico cardiologista. Ao lado do exercício de sua profissão, no qual se destaca o papel de fundador e diretor do Hospital ITACOR, em Teresina, tem intensa atuação na área cultural no Piauí, integrando várias entidades literárias, entre elas a Academia de Letras do Vale do Longá (ALVAL)

 

 Cadeira nº 19 – ALCENOR Rodrigues CANDEIRA FILHO

(1947). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 19 da APL – Poeta, cronista, ensaísta e professor, nascido em Parnaíba (1947). Bacharel em Direito. Procurador do INSS em Parnaíba. Professor da Universidade Federal do Piauí – Campus Ministro Reis Veloso. Bibliografia. Literatura: Sombra entre ruínas (1975);

 

Cadeira nº 20 – RAIMUNDO JOSÉ Airemoraes Soares

(1933). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 20 da APL – (São Pedro do Piauí-PI, 30-03-1933). Sacerdote e professor emérito. Curso de Filosofia no Seminário Maior de Olinda, Pernambuco. Diplomado em Filosofia pela Academia Romana de Santo Tomás em Roma, Itália. Bacharel e licenciado (mestrado) em Sagrada Escritura, pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, Itália.

 

Cadeira nº 21 – DILSON LAGES Monteiro

(1973). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 21 da APL – Dílson Lages Monteiro. Professor. Poeta. Romancista. Ensaísta. Nasceu em Barras do Marataoã em 1973. Filho de Gonçalo Soares Monteiro e Rosa Maria Pires Lages. Viveu a infância e a pré- adolescência na cidade natal, cuja paisagem física e humana deixou fortes marcas em sua literatura…

 

 Cadeira nº 22 – NILDOMAR da Silveira SOARES

(1937). Quinto e Atual Ocupante da Cadeira nº 22 da APL – (Teresina-PI, 1937). Professor, jurista e escritor. Bacharel em Direito pela Universidade do Brasil. Ex- Presidente da Ordem dos Advogados-PI. Ex-assessor Jurídico do Banco do Brasil, no Piauí. Assistente Jurídico da Prefeitura de Teresina. Professor da Escola Superior da Magistratura, no Piauí. Juiz Eleitoral substituto do TRE/PI…

 

Cadeira nº 23 – TERESINHA de Jesus Mesquita QUEIROZ

(1955). Ocupante da Cadeira nº 23 da APL – Teresinha Queiroz é professora e escritora. Nasceu em Esperantina, Piauí, onde fez seus estudos primários e secundários. Os pais: Félix Cardoso de Queiroz e Joaquina Mesquita de Queiroz. Licenciada em História pela Universidade Federal do Piauí (1977) e Bacharelada em Ciências Econômicas pela mesma IES (1983)

Cadeira nº 24 – Cadeira Vaga

 

 

 

 

Cadeira nº 25 – DAGOBERTO Ferreira de CARVALHO JÚNIOR

(1948). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 25 da APL – Médico. Pesquisador (Arquivo Histórico Ultramarino/Instituto de Cultura e Língua Portuguesa-Lisboa). Historiador (Mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco). Natural  de  Oeiras,  Estado  do  Piauí  (1948).

 

Cadeira nº 26 – MAGNO PIRES Alves Filho

(1942). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 26 da APL – Advogado, jornalista e escritor, nascido no município de Batalha (PI), no dia 27-12-1942. Filho de Magno Pires Alves e Maria do Rego Lajes Alves. Bacharel em Direito pela tradicional Faculdade da Universidade de Pernambuco e em Administração de Empresas pela Faculdade de Olinda. Foi membro do Serviço Jurídico da União…

 

 Cadeira nº 27 – REGINALDO MIRANDA da Silva

(1964). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 27 da APL. Presidente da APL – Historiador, contista e cronista. Nasceu em 17 de agosto de  1964,  graduou-se em Direito  pela Universidade Federald o Piauí (1988). O Político. Foi vice-prefeito em sua terra natal. Bibliografia. Bertolínea: história, meio e homens (1983); Cronologia histórica do município de Regenaração (2002); Aldeamento de Acoroás (2003);

Cadeira nº 28 MOISÉS Ângelo de Moura REIS

(1946). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 28 da APL –Nasceu em 13 de fevereiro de 1946, na cidade de Oeiras. Filho de Hipólito Constâncio da Silva Reis e de Maria de Jesus Moura Reis. Formado em direito pela Universidade Federal do Piauí. Mestre em Direito Internacional Econômico e Tributário pela Universidade Católica de Brasília. É advogado e escritor.

Cadeira nº 29 – AFONSO LIGÓRIO Pires de Carvalho

(1928). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 29 da APL – (Porto Alegre, Piauí, hoje Luzilândia, 20.10.1928). Jornalista, cronista, contista e professor. Descendente de uma das mais tradicionais famílias piauienses – Pires de Carvalho. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Jornalista dos mais conceituados e dinâmicos da imprensa brasileira Teve merecido destaque a sua atuação nos jornais Última Hora, de São Paulo…

Cadeira nº 30 – ÁLVARO dos Santos PACHECO

(1933). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 30 da APL – Poeta, jornalista e político, nascido em Jaicós, Estado do Piauí (1933). Bacharel em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro (1958). O jornalista. No Piauí, manteve durante muitos anos uma coluna diária no jornal Folha da Manhã. Tem uma intensa atividade na imprensa carioca e paulista…

 

 Cadeira nº 31 – HOMERO Ferreira CASTELO BRANCO Neto

(1943). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 31 da APL – Homero Castelo Branco, ou Homero Ferreira Castelo Branco Neto, nasceu na cidade de Amarante, Piauí, em 3 de abril de 1943, filho do Des. Herbert de Marathaoan Castelo Branco e de Hosana Pontes Castelo Branco. O que sabe de saber, seu pai lhe ensinou.

Cadeira nº 32 FELIPE MENDES de Oliveira

(1949). Segundo e Atual Ocupante da Cadeira nº 32 da APL. Nasceu em 19 de abril de 1949, no município de Simplício Mendes, Piauí. É economista e professor aposentado da Universidade Federal do Piauí. Tem uma longa experiência na vida pública, iniciada aos 26 anos, quando exerceu o cargo de secretário estadual de Fazenda, no Governo Dirceu Arcoverde. Deputado Federal Constituinte. Exerceu ainda dois mandatos parlamentares na Câmara Federal.

Cadeira nº 33 – NELSON NERY Costa

(1959). Segundo Ocupante da Cadeira nº 33 da APL. Presidente da APL – (Teresina-PI, 21-03-1959). Pais: Ezequias Gonçalves Costa (1919-2005), que foi deputado federal, secretário de estado, advogado e empresário, por sua vez filho do empresário e político Gervásio Raulino da Silva Costa (1895-1986), e Maria da Glória Nery Costa(1927). Professor, jurista, historiador e contista.

 

Cadeira nº 34 – ZÓZIMO TAVARES Mendes

(1962). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 34 da APL – Nasceu em Novo Oriente-CE, em 4 de abril de 1962. Viveu a sua infância e parte da adolescência em Água Branca, Piauí. É formado em Letras e em Jornalismo. Foi editor-chefe do jornal O Dia, da TV Clube e do jornal Diário do Povo, além de correspondente do Correio Braziliense no Piauí. É o atual presidente da Academia.

 

 Cadeira nº 35 – Maria NERINA Pessoa CASTELO BRANCO

(1935). Primeira e Atual Ocupante da Cadeira nº 35 da APL – Poetisa, contista, cronista e professora, nascida em Teresina (1935). Bacharela em Direito. Tem licenciatura em Filosofia. Professora titular na Universidade Federal do Piauí. Membro do Conselho Estadual de Cultura.

 

Cadeira nº 36 – Francisco de ASSIS Almeida BRASIL

(1932). Quarto e Atual Ocupante da Cadeira nº 36 da APL – Romancista, cronista, crítico literário e jornalista, nascido na cidade de Parnaíba, Estado do Piauí, em 1932. Teve e tem uma intensa participação na imprensa nacional. Crítico Literário do Jornal do Brasil, 1956-1961; Colunista Literário do Caderno B do Jornal do Brasil 1963-64;

 

Cadeira nº 37 – HEITOR CASTELO BRANCO Filho

(1929). Terceiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 37 da APL – Engenheiro, escritor e jornalista, nascido em Teresina, Estado do Piauí, a 20-06-1929. Descende de uma família de escritores. Filho de Heitor Castelo Branco e de Emília Leite Castelo Branco. O pai, Heitor Castelo Branco, é patrono da cadeira nº 37 da Academia Piauiense de Letras…

 

Cadeira nº 38 – Manoel PAULO NUNES

(1925). Primeiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 38 da APL – Professor, conferencista, escritor, crítico literário e jorna lisa. Nasceu em Regeneração, Estado do Piauí, a 14-10-1925. Bacharel em Direito pela Faculdade do Piauí. Exerceu na área da educação e cultura os mais Importantes cargos e funções: professor de Português nos colégios “Demóstenes Avelino” e “São Francisco de Sales”.

Cadeira nº 39 – CELSO BARROS Coelho

(1922). Primeiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 39 da APL – Professor, jurista, político e escritor, nascido em Pastos Bons, Estado do Maranhão, a 11-05-1922. Pais: Francisco Coelho de Sousa e Alcina Coelho. Fez humanidades no Seminário Menor de Teresina. Bacharelou-se em 1952 pela Faculdade de Direito do Piauí. Ingressou no corpo docente dessa Faculdade Federal como professor de Direito Civil.

Cadeira nº 40 – FIDES ANGÉLICA de Castro Veloso Mendes Ommati

(1945). Terceira e Atual Ocupante da Cadeira nº 40 da APL – Professora, advogada, jurista, conferencista e escritora. Nasceu em Floriano, Estado do Piauí (1945). Formada em Direito pela Universidade Federal do Piauí (1969). Licenciatura em Letras (1963). Curso de Especialização e Metodologia do Ensino Superior (1975). Mestrado em Direito Público pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978).

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Fonte: Antologia da Academia Piauiense de Letras./ Wilson Carvalho Gonçalves. – Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2018.-470 p. (Coleção 100 ANOS)

CELSO BARROS Coelho

(1922). Primeiro e Atual Ocupante da Cadeira nº 39 da APL. 

Professor, jurista, político e escritor, nascido em Pastos Bons, Estado do Maranhão, a 11-05-1922. Pais: Francisco Coelho de Sousa e Alcina Coelho. Fez humanidades no Seminário Menor de Teresina. Bacharelou-se em 1952 pela Faculdade de Direito do Piauí. Ingressou no corpo docente dessa Faculdade Federal como professor de Direito Civil. Em seguida, passou a professor titular dessa matéria na Universidade Federal do Piauí. Deputado estadual na legislatura de 1963-1967. Em 1964, teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa, por imposição do regime militar implantado no País. Afastado da atividade política por dez anos, a ela retornou, em 1974, elegendo-se deputado federal (1975-1979). No pleito seguinte, 1978, foi ainda o candidato a deputado federal mais votado, mas não foi diplomado. Ocupou, novamente, a Câmara Federal no período de 1983-1987. Respaldado pela exuberante cultura jurídica e privilegiada inteligência, teve no parlamento nacional, uma atuação das mais significativas e marcantes, apresentando projetos de magnos interesses nacionais. O deputado Celso Barros era uma figura sempre em evidência, participando dos grandes debates de temas nacionais. No Congresso Nacional destacou-se como relator do Projeto do Código Civil Brasileiro, na parte do Direito das Sucessões. Relatou também o projeto da Lei do Inquilinato. Fez parte da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão do Polígono da Seca. Foi professor visitante da Universidade de Brasília (1984-1986). Procurador autárquico Federal. Pertence às seguintes instituições: Instituto Luso-Brasíletro de Direito Comparado; Instituto dos Advogados Brasileiros; Instituto dos Advogados Piauienses; Academia Piauiense de Letras Jurídicas; Academia de Letras e Artes do Nordeste e da União Brasileira de Escritores (Secção do Piauí). Ex-Presidente da Academia Piauiense de Letras. Ocupa a cadeira nº 39, cujo patrono é José Newton de Freitas. A solenidade de posse ocorreu no dia 29-05-1967, na Casa Anísio Brito. Tem grande número de trabalhos publicados, entre os quais, citamos: Da Poesia Latina na Época de Augusto (tese) 1958; O Estado Brasileiro – do conteúdo político ao social, 1961; Diretrizes para uma ação política, 1963; Imunidades parlamentares, 1964; O Direito como razão e como história, 1964; A Reforma do Código Civil, Revista Forense, nº 224; Universidade em causa, 1973; Jurisprudência como norma jurídica in Estudos em homenagem ao Prof. Washington de Barros Monteiro, São Paulo, Ed. Saraiva, 1982); Eles e os talentos, Câmara dos Deputados (1985); Homens de Ideias e de Ação (1991); Academia Piauiense de Letras – 75 anos

– 1994; Coelho Rodrigues e o Código Civil (Organizador e co-autor), 1998; Darcy Ribeiro – Educador e Antropólogo, 1997, e Rui Barbosa – Estadista do Progresso do Brasil, 1998.

PETRÔNIO PORTELA
vocação para o poder

Em comemoração ao 58º aniversário do Senador Petrônio Portella, vem de ser publicado, sob o patrocínio do Governo do Estado do Piauí, através da Secretaria de Cultura, o livro Petrônio – Depoimentos à História, no qual seu autor, Osvaldo Lemos, reúne depoimentos, ou, como ele próprio diz na introdução, “opiniões de gente ilustre, uma menção gentil e carinhosa de pessoas gradas” sobre o notável político do Piauí.

Nada menos de 32 colaborações estão aí reunidas, todas focalizando, em ângulos e estilos diferentes, a personalidade de Petrônio Portella, que se distinguiu, na política brasileira, pelo senso de oportunidade, pela sua inteligência, pelo seu equilíbrio, pela profunda visão dos fatos políticos, nele realçando-se ao lado de tudo isso o dom profético de ver as coisas com a necessária antecipação e com isso se preparando para os impactos que elas por vezes acarretam.

Inicialmente ligados aos mesmos ideais políticos, fruto de uma coligação partidária que levou ao Governo do Piauí, como primeiro passo de sua ascensão política no âmbito nacional, Petrônio Portella e eu conservamos estreitos laços de amizades pessoal, mesmo depois que as contingências políticas, com o advento da revolução de 1964, nos colocaram em trincheiras opostas, ele como Senador da ARENA e eu como Deputado Federal pelo MDB e após dez anos afastado das lides políticas em consequência da cassação do meu mandato de Deputado Estadual (PDC) pela Assembleia Legislativa de Estado Do Piauí.

No Congresso Nacional os nossos encontros eram frequentes e atravessamos momentos difíceis que o Senador, seja na condição de Líder do Governo, de Presidente do Senado ou de Presidente da ARENA, soube tão bem superar, no âmbito do Congresso, pois colocava acima de tudo o interesse comum da nacionalidade e dos partidos, alheio às questões pessoais pouco construtivas, principalmente em épocas de crise.

O seu esforço para o entendimento, a cooperação, a sua persistente procura do diálogo colocaram no ápice das decisões políticas, sobretudo na fase que precedeu a escolha e eleição do General João Baptista de Figueiredo à Presidência da República.

Assumindo o poder, o atual Presidente confiou a Petrônio Portella o Ministério da Justiça, onde desempenhou papel importante na coordenação da política nacional, vencendo crises, associando Interesses e fortalecendo o poder político.

Aí a morte o colheu de surpresa, enlutando o país, que lamentou, em uníssono, sua perda, exaltando a sua personalidade e glorificando o seu passado de lutas.

Os depoimentos prestados a seu respeito, no livro em apreço, revelam aspectos os mais relevantes do seu caráter, de sua vida e de sua vocação para o poder, não o poder que abastarda ou aniquila a serviço de interesses mesquinhos ou transitórios, mas o poder que é capaz de identificar nos grandes homens o seu espírito Público, o seu ideal, a sua vocação de servir à causa pública, como um dos atributos mais significativos do estadista e do líder.

Líder Petrônio Portella o foi, naquela mesma dimensão com que definiu a personalidade de Bernardo Pereira de Vasconcelos, quando, dele falando em Ouro Preto, assim o exaltou: “Distinga-se, Senhores, no homenageado, uma característica de sua personalidade: a coragem, afirmada nos momentos mais tensos, difíceis e perigosos: quando os homens olvidam os princípios subjugados ao interesse; quando olhando as sugestões gratificantes do momento esquecem o dever de consciência; quando as ovações ensurdecem os auditórios e a consciência popular mistificada pelas paixões aponta como salvadores os descaminhos, nestes momentos o líder se revela, na afirmação contra todos, no perigo do opróbrio injusto, no esquecimento das ambições menores para a grande decisão que fica, marca e eterniza o homem, em sua autenticidade, o líder em toda a fraqueza, certeza para dúvida, esperança para as legiões na luta pelo destino político.

Assim, também, era Petrônio Portella. Vivendo uma época de turbulência política de adaptações difíceis entre o sistema revolucionário a que servia e as exigências da sociedade impaciente por soluções democráticas, soube abrir caminhos, aplainar terrenos e convencer pessoas, ao mesmo tempo que colhia, na sua luta diária os frutos do seu obstinado trabalho em prol da normalidade democrática.

Por isso, pode-se dizer dele o mesmo que ele dissera, ainda na mesma oportunidade, de Bernardo Pereira de Vasconcelos: “Quando os fatos mudaram ele mudou para servir ao País. Fê-lo com o desassombro de que se fundará em reflexões profundas e sobranceiro enfrentava o julgamento superficial dos críticos em plantão, profissionais que só viam o fato em si em exame criterioso de suas causas e seu fundamento.”

A pouca distância que nos separa, no tempo, de sua morte, não nos pode dar a exata medida da sua projeção política, porque a perspectiva histórica se enriquece à medida que os homens e os fatos se distanciam de nós. Enquanto os conservamos em nossa subjetividade nem sempre é possível medi-los com toda justiça, pois muitas vezes o louvor se mistura com a simpatia pessoal e sofre as deformações próprias das afinidades espirituais ou da comunhão de propósitos no convívio de longos anos.

E necessário que o tempo decorrido nos situe no ângulo da estrita objetividade para que a exaltação e o louvor se apresentem como resultado da avaliação de méritos reais que as obras revelam e o espírito assimila.

Quando chegarmos a esse ponto, que só as gerações que o sucederam podem alcançar, o nome de Petrônio Portella terá maior realce de grandeza e se colocará, entre os grandes do passado, como modelo exemplar das gerações presentes.

Fonte: Discurso proferido na Sessão do Congresso Nacional de 13-10-83 / DCN de 14-10-83. COELHO, Celso Barros. Diálogo e Circunstâncias: ideias filosóficas. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2014, Coleção Centenário nº 15.
COELHO, Celso Barros. História da Academia Piauiense de Letras. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2018, Coleção 100ANOS nº 4.
COELHO, Celso Barros. Perfis Paralelos Juristas. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2017, Coleção Século XXI nº 5.