Édison Cunha
Fonte: Assessoria | Publicado em: 27/12/2011

Nasceu Édison da Paz Cunha no dia 15 de dezembro de 1891, na cidade de Teresina, Capital do Estado do Piauí, filho de Corina da Paz Cunha e do intelectual Higino Cícero da Cunha.

Iniciou as primeiras letras em sua terra natal, cursando os estudos regulares no Liceu Piauiense. Em 1908, mudou-se para Recife, matriculando-se na Faculdade de Direito, onde se formou no ano de 1912, aos 21 anos de idade. Nessa época deixou-se impregnar pela idéias filosóficas agitadas sobretudo por Tobias Barreto e Silvio Romero. Durante os anos de estudos no Recife, morou em repúblicas de estudantes com outros piauienses, entre esses: Cristino Castelo Branco, Antonio Francisco da Costa e Silva, Simplicio Mendes, Odorico Rosa, Esmaragdo de Freitas, Jaime Rios, Nogueira Tapety, Corinto Andrade, Lucídio Freitas, Hugo Napoleão e Giovanni Costa, todos figuras de realce na carreira jurídica e na vida literária, política e social do País. Ainda ao tempo do Recife, foi nomeado secretário do Liceu Piauiense e para um cargo na Secretaria de Governo do Piauí.

De regresso a Teresina, ingressou no magistério e militou com destaque na advocacia e no jornalismo. Atuou com desenvoltura nos jornais Coelho Neto(1912), Correio de Teresina(1913), A Cultura, Habeas Corpus(1916) e O Piauí(1916); também, na revista de letras e humorismo, Chapada do Corisco(1918) e na Revista da Academia Piauiense de Letras(1918). Professor de português em diversas escolas. Na carreira jurídica, exerceu com destaque a advocacia, assumindo também os cargos de Subchefe de Gabinete do governador Eurípides de Aguiar (1917 – 1920) e diretor da Imprensa Oficial do Estado. Em 1917, em face da Guerra Mundial, foram realizadas em Teresina diversas conferências de cunho “cívico e patriótico”, entre essas “A América na luta”, proferida por Édison Cunha. Nesse mesmo ano participou ao lado do pai, da fundação da Academia Piauiense de Letras, tomando assento na Cadeira n.º 05. Foi o primeiro bibliotecário da nova instituição, onde se demorou por alguns anos, organizando com esforço e determinação a sua biblioteca.

Mais tarde, ingressou no Ministério Público, assumindo o cargo de Promotor Público da comarca de Parnaíba, para onde se mudou por volta do ano de 1923. E ali se radicou pelo restante da vida, constituindo família. Em Parnaíba continuou sua atividade no magistério, como professor de Português do Ginásio Parnaibano por longos e dilatados anos. Seu ex-aluno Manfredi Cerqueira, que ainda o encontrou nesse estabelecimento de ensino, no ano de 1938, quando ali se matriculou, testemunhou: “Inteligente, culto, humilde, consagrado como Professor e Advogado, possuía ele, com certeza, belas virtudes que lhe exornavam a rica e forte personalidade. (...). Excelente professor, sabia como nenhum outro, estabelecer uma impressionante empatia com os alunos. Era um autêntico educador, na ampla acepção do vocábulo. Com rara habilidade, sabia formar e plasmar consciências voltadas para o Bem”(Os fundadores, p. 132). Continuou também sua intensa atividade na imprensa, atuando nos jornais A Pátria(1923), Gazeta da Parnaíba(1923), Almanaque da Parnaíba(1923), A Tribuna(1924), A Verdade(1924), A Praça(1927) e A Voz da Parnaíba.

Édson Cunha escreveu pouco, sua grande paixão foi mesmo o magistério. Publicou apenas Razões Finais(1941), em co-autoria, Correspondência para você(1943) e Vozes Imortais(1945), esta última um misto de biografias, comentários e criticas em torno da Academia Piauiense de Letras. Deixou esparsos algumas poesias e discursos.
Édison Cunha faleceu em 1973, na cidade de Parnaíba, onde está sepultado.


 

Voltar | Página principal


APL - Academia Piauiense de Letras - Copyright 2009 © - Política de Privacidade
Av. Miguel Rosa, 3300/Sul Centro - CEP: 64000-000 - Teresina - Piauí - Fone: (86) 3216-1723